Esta semana tenho andado mais cansada do que o habitual, daí o atraso deste post. Já cheguei às 28 semanas no Domingo, mas estava sem energia para escrever. Enquanto procurava informação sobre as 28 semanas, vi algo como 'já só faltam 84 dias'. Só??? Ainda falta uma eternidade e agora, sim, sinto-me uma verdadeira grávida - cansada, lenta, esquecida...
Apesar da bebé já pesar um pouco mais de 1 kg e quase 40 cm (em média), ainda não sinto muito peso na barriga. O mais estranho é quando ando na rua e olho para a minha barriga e não tenho noção do seu tamanho. Parece que estou a usar uma barriga falsa. No entanto, a bebé continua a engordar e é provável que daqui a pouco tempo comece a sentir o seu peso.
O mais interessante desta semana é que a bebé já consegue abrir e fechar os olhos e tem pestanas.
Isto eu não vou contar ao pai para não lhe afectar a masculinidade... :) O pai também sofre alterações hormonais, como a redução dos níveis de testosterona e o aumento dos níveis de estrogénios, e isto tudo devido à necessidade de cuidar do bebé.
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17.2.14
Curso de preparação para o parto #1
Na quinta-feira passada, fui à minha primeira aula do curso de preparação para o parto.
Para já, não me pareceu que tivesse aprendido nada de novo. Isto serviu para conhecer outras grávidas, dado que tenho passado por isto um pouco sozinha. Por outro lado, também não me identifiquei muito com as outras grávidas. Eram todas mais novinhas do que eu e não me pareceu que trabalhassem, à excepção de uma. Elas, sim, pareciam um pouco menos informadas do que eu.
Reparei que nesta aula havia algum fundamentalismo relativamente a 3 aspectos:
- Cesariana vs. parto normal - Quando falei na possibilidade de poder fazer uma cesariana devido ao meu problema grave de hemorróidas, a formadora (enfermeira especialista, mas que nunca foi mãe) apressou-se a sacar-me uma confissão: 'mas o que prefere fazer?' Por acaso, até prefiro parto normal, por todos os motivos e mais algum, mas e se não preferisse? Era condenada logo ali. As outras grávidas apressaram-se logo a fazer um ar de aprovação à minha vontade de fazer um parto normal. Como se a cesariana fosse o inimigo a abater e se as mulheres que optam por fazer uma cesariana fossem o diabo. Não gostei.
- Amamentação - Também me pareceu ver algum fundamentalismo com a amamentação. Eu quero amamentar e sou toda pró amamentação, mas isso pode não resultar com muitas mães. E haverá algumas que nem quererão amamentar. Serão piores mães por isso?
- Criopreservação das células estaminais - Já quis muito fazer isso, agora não quero nada. Acho muito caro e tenho dúvidas quanto à sua aplicação. Quando falei que muitos dos meus amigos são médicos e não fizeram a recolha das células dos seus filhos, também me senti um pouco atacada. 2 ou 3 laboratórios vão lá hoje falar sobre isto, mas nem vou lá. Se o meu hospital me desse a possibilidade de doar as células estaminais, nem hesitava, claro. Infelizmente, não tenho mais de 2000€ para investir.
Na próxima quinta-feira vou à aula seguinte (dado que a de hoje é só publicidade). Vamos ver o que se aprende por lá.
Para já, não me pareceu que tivesse aprendido nada de novo. Isto serviu para conhecer outras grávidas, dado que tenho passado por isto um pouco sozinha. Por outro lado, também não me identifiquei muito com as outras grávidas. Eram todas mais novinhas do que eu e não me pareceu que trabalhassem, à excepção de uma. Elas, sim, pareciam um pouco menos informadas do que eu.
Reparei que nesta aula havia algum fundamentalismo relativamente a 3 aspectos:
- Cesariana vs. parto normal - Quando falei na possibilidade de poder fazer uma cesariana devido ao meu problema grave de hemorróidas, a formadora (enfermeira especialista, mas que nunca foi mãe) apressou-se a sacar-me uma confissão: 'mas o que prefere fazer?' Por acaso, até prefiro parto normal, por todos os motivos e mais algum, mas e se não preferisse? Era condenada logo ali. As outras grávidas apressaram-se logo a fazer um ar de aprovação à minha vontade de fazer um parto normal. Como se a cesariana fosse o inimigo a abater e se as mulheres que optam por fazer uma cesariana fossem o diabo. Não gostei.
- Amamentação - Também me pareceu ver algum fundamentalismo com a amamentação. Eu quero amamentar e sou toda pró amamentação, mas isso pode não resultar com muitas mães. E haverá algumas que nem quererão amamentar. Serão piores mães por isso?
- Criopreservação das células estaminais - Já quis muito fazer isso, agora não quero nada. Acho muito caro e tenho dúvidas quanto à sua aplicação. Quando falei que muitos dos meus amigos são médicos e não fizeram a recolha das células dos seus filhos, também me senti um pouco atacada. 2 ou 3 laboratórios vão lá hoje falar sobre isto, mas nem vou lá. Se o meu hospital me desse a possibilidade de doar as células estaminais, nem hesitava, claro. Infelizmente, não tenho mais de 2000€ para investir.
Na próxima quinta-feira vou à aula seguinte (dado que a de hoje é só publicidade). Vamos ver o que se aprende por lá.
13.2.14
Cabeça de grávida
Hoje vou falar de mais um sintoma que me tem estado a afectar e me deixou a pensar seriamente no assunto. Há, em inglês, uma expressão que define o que estou a passar - pregnancy brain. O que é isto, afinal?
Ainda no outro dia encontrei uma mãe com um carrinho no shopping. Comecei a falar com ela por causa do bebé e mal olhei para ela. Estava focada no bebé. Conversámos algum tempo, falei da minha gravidez e fui notando que ela me fazia perguntas mais pessoais. Quando ela fui embora, perguntei à minha amiga se a conhecia. Sim, ela conhecia e eu também. Simplesmente não lhe prestei qualquer atenção e depois fiquei a sentir-me absolutamente culpada.
No trabalho, que exige muita atenção e rigor, ainda não notei muitas interferência porque tenho que anotar tudo e o sistema que uso dá-me notificações do que tenho que fazer. Mas já me esqueci de fazer umas coisas e agora tenho uma excelente desculpa para justificar o esquecimento.



Falo do esquecimento ou falta de memória, também chamado de momnesia (poderíamos traduzir por mãemnésia). Como é óbvio, a gravidez não altera o cérebro da mulher, mas eu acho que altera a cabeça, pois posso garantir que não me sinto tão atenta com antes. Eu posso confirmar.
De acordo com o que pude ler, não é a apenas gravidez que provoca isto, mas também tudo o que está à volta de dela, ou seja o cansaço, falta de sono, acumular isto tudo com o trabalho e família e o facto de o corpo estar a gerar um ser, consumindo muito mais energia.
A interferência directa da gravidez nesta nova forma de estar pode ter a ver com o facto de termos 15 a 40 vezes mais progesterona e estrogénio no nosso organismo e estas hormonas afectam os nossos neurónios. Também a oxitocina que provoca o parto e ajuda o corpo a produzir leite alteram os circuitos cerebrais.
O que eu noto ainda mais do que apenas falta de memória, é mesmo a desatenção. Às vezes, quando estou com os meus amigos, dou por mim a a afastar o olhar e a deixar de ouvir o que estão a falar. Acho que isto tem a ver com uma nova gestão de prioridades, mais do que um problema de neurónios. Ando tão, mas tão focada na minha gravidez que o resto já não importa.
Ainda no outro dia encontrei uma mãe com um carrinho no shopping. Comecei a falar com ela por causa do bebé e mal olhei para ela. Estava focada no bebé. Conversámos algum tempo, falei da minha gravidez e fui notando que ela me fazia perguntas mais pessoais. Quando ela fui embora, perguntei à minha amiga se a conhecia. Sim, ela conhecia e eu também. Simplesmente não lhe prestei qualquer atenção e depois fiquei a sentir-me absolutamente culpada.
No trabalho, que exige muita atenção e rigor, ainda não notei muitas interferência porque tenho que anotar tudo e o sistema que uso dá-me notificações do que tenho que fazer. Mas já me esqueci de fazer umas coisas e agora tenho uma excelente desculpa para justificar o esquecimento.



12.2.14
Insónias
Ando muito preocupada porque não tenho conseguido dormir nada.
Se, no 1º trimestre, me fartei de dormir e de descansar, agora, recém entrada no 3º trimestre não consigo dormir. Sinto-me cansada fisicamente, a cabeça pede sono, vou para a cama e não consigo dormir. O pior é que de manhã acordo super cedo. Não sei o que se passa, mas acordo uma hora antes do despertador tocar. Ora, adormeço tarde, acordo cedo e depois toca a trabalhar. É certo que estou em casa, trabalho no conforto do sofá, faço as pausas que entendo, mas não durmo. Ando louca!
Sempre fui uma pessoa com pouca tolerância à falta de sono. Longe vão os tempos em que fazia directas e nada acontecia. Aguentava tudo. Talvez seja por isso que agora tenho estes problemas. Anda tudo descontrolado. Quando durmo menos do que 8 horas, fico sem energia, irritada, sem paciência e com um péssimo aspecto.
Por outro lado, será que é a Natureza a preparar-me já para as dificuldades da maternidade? Acho que dormir durante 5 horas seguidas deve ser fantástico para uma recém-mamã e dificilmente acontecerá. Confesso que isso me assusta imenso e tenho medo da forma como me poderei sentir nessa altura. Espero ter a ajuda das hormonas. Que elas me deixem sempre feliz e satisfeita, apesar de cansada. Neste momento, não estão a ser grande ajuda...
Quero dormir....

Se, no 1º trimestre, me fartei de dormir e de descansar, agora, recém entrada no 3º trimestre não consigo dormir. Sinto-me cansada fisicamente, a cabeça pede sono, vou para a cama e não consigo dormir. O pior é que de manhã acordo super cedo. Não sei o que se passa, mas acordo uma hora antes do despertador tocar. Ora, adormeço tarde, acordo cedo e depois toca a trabalhar. É certo que estou em casa, trabalho no conforto do sofá, faço as pausas que entendo, mas não durmo. Ando louca!
Sempre fui uma pessoa com pouca tolerância à falta de sono. Longe vão os tempos em que fazia directas e nada acontecia. Aguentava tudo. Talvez seja por isso que agora tenho estes problemas. Anda tudo descontrolado. Quando durmo menos do que 8 horas, fico sem energia, irritada, sem paciência e com um péssimo aspecto.
Por outro lado, será que é a Natureza a preparar-me já para as dificuldades da maternidade? Acho que dormir durante 5 horas seguidas deve ser fantástico para uma recém-mamã e dificilmente acontecerá. Confesso que isso me assusta imenso e tenho medo da forma como me poderei sentir nessa altura. Espero ter a ajuda das hormonas. Que elas me deixem sempre feliz e satisfeita, apesar de cansada. Neste momento, não estão a ser grande ajuda...
Quero dormir....

11.2.14
Teste de Tolerância à Glicose - os meus resultados
A questão do peso
Sempre tive algumas reservas relativamente a grávidas com excesso de peso. Aliás, eu ficava mesmo muito assustada. Também acho que devo acrescentar que não é só o excesso de peso nas grávidas que me assustava, mas toda a gravidez. Quando eu via uma grávida já em avançado estado, só conseguia pensar que ela devia estar imensamente desconfortável, com a pele toda esticada, os órgãos comprimidos, com dificuldades de locomoção e nem conseguia imaginar que tudo aquilo era porque estava um bebé lá dentro e que, provavelmente, a mãe não se sentia nada mal com isso. Era eu a olhá-las com pena e elas todas orgulhosas da sua barriga!
Pronto, isso era antes. Agora que estou grávida, mudei a minha perspectiva em relação a imensas coisas. Infelizmente, ainda não mudei muito relativamente ao excesso de peso, mas já mudei qualquer coisinha.
Quando eu descobri que estava grávida, já tinha perdido 2 kg. Não andava enjoada, nem deixei de comer, acho que foi o excesso de sono que me fez perder peso. Eu só dormia, até deixei o ginásio por falta de forças. Entretanto descobri que estava grávida e continuei a dormir até aos 3 meses. Em 5 meses, engordei 3 kg, mas no mês seguinte já estava com 5 kg a mais. Ou seja, num mês engordei 2 kg. Suspeito que a partir de agora vai ser sempre a abrir.
Eu só me peso no médico (também ajuda não ter pilhas na balança cá de casa). Não quero andar escrava da balança, nem quero ter de andar sempre a pensar nisso. Mas tambem não quero engordar. O problema é que engordar na gravidez é inevitável e saudável, desde que não seja exageradamente.
O meu conselho para as mães em início de gestação é que tenham cuidado nos primeiros meses. Nessa altura será mais fácil controlar o peso. Nos últimos meses, por muito que queiram, será inevitável engordar.
Eu sempre fui uma pessoa com tendência para engordar e a minha compleição física não ajuda muito. Tenho 1,70, mas sou volumosa, tenho peito e rabo. Vale-me que tenho (tinha) uma cinturinha afinada e isso criava alguma harmonia no meu corpo. Agora que a barriga cresceu, perdi a cinturinha e tinha receio que ficasse com ar de barril, tipo a Kim Kardashian. Também ajuda o facto de eu ser um bocadinho mais alta do que ela e não insistir em usar roupas impróprias para grávidas. A moça fazia questão de querer parecer sexy e, na minha humilde opinião, isso não resultou muito bem. Até nem acho que tenha engordado muito, mas não souber gerir muito bem a sua imagem. Acho que esteve em negação que estaria grávida... :)
Bom, o que me tem irritado grandemente nos últimos tempos é algumas bocas que tenho ouvido no meu grupo de amigos. Há uma certa insinuação de que estarei não muito magra, mas pouco gorda para a minha gestação. Enquanto ficava por aqui, tudo bem, mas quando começam a dizer que não alimento convenientemente a minha filha porque não tenho gordura suficiente no corpo, começo a ficar verdadeiramente irritada. Primeiro, estou a ser acompanhada por 2 médicos (o obstetra, no privado, e o médico de família) que me garantem que estou dentro do peso recomendado. Segundo, alimento-me muito bem; como legumes todos os dias, fruta, bebo muita água e cometo os meus pecados quando tenho muita vontade, logo não me parece que esteja a ser negligente. Em terceiro lugar, tenho a sorte de não estar a reter muitos líquidos. Não tenho as articulações, nem a cara inchada, o que me dá um ar mais ou menos igual ao que tinha antes de engravidar. Notem que o médico recomendou que deixasse o ginásio durante a gravidez, por isso não tenho grande actividade física. É só mesmo a minha filha que me ajuda a queimar calorias. :)
Também já ouvi que sou um mau exemplo para quem quer ou está grávida. Posso garantir-vos que não estou magra, simplesmente não estou muito gorda. No entanto, ainda me faltam 2 ou 3 meses e tudo pode mudar no último trimestre. Aliás, já está a mudar. Não creio que seja um mau exemplo, muito pelo contrário. Espero ser sempre um bom exemplo e espero que as hormonas me ajudem a ser um bom exemplo.
Só para que fique claro, conheço imensas mulheres que engordaram muito menos do que eu, que mantiveram a boa forma física e, mais importante ainda, se mantiveram saudáveis até ao fim. Se há bom exemplos, são esses. Mas fico feliz quando me dizem, como aconteceu este fim-de-semana, que pareço grávida de 5 meses e não de 7. :)
O que é que eu acho das grávidas que engordam um bocadinho mais? Pois, já fui muito dura com elas no passado e isso alterou-se um pouco. O que mais me preocupa, na verdade, é mesmo o motivo por que engordam, se é porque comem demasiado, porque comem mal e isso assusta-me. O bebé vai receber aquilo tudo e vai alimentar-se de gordura e açucar. Pior do que engordar, parece-me negligente para com o bebé e um risco para a saúde dos dois A diabetes e a tensão alta têm consequência gravíssimas. Depois, há aqueles casos em que a pessoa retem muitos líquidos, incham mais do que engordam. Penso que não haverá muito a fazer. É aguentar e esperar que passe.
Publiquei esta imagem no facebook há pouco tempo e muita gente ficou surpreendida com estes cálculos. Claro que isto é uma média e não deverá ser aplicado a todas as mulheres, mas dá para ficarmos com uma ideia das proporções. Vejam como é fácil ganhar peso, mesmo não engordando.
Deixo aqui algumas dicas para as mamãs que querem manter um peso aceitável e uma boa saúde. Não é necessário ficarem muito aflitas com a alimentação, basta haver alguma sensatez para comer 5 porções de frutas e legumes e variar nos restantes alimentos:
- Abusar das proteínas, presentes na carne (preferencialmente branca), peixe, ovos e grãos.
- Cálcio. Eu não bebo leite de vaca, por isso privilegio as verduras de folha verde escura, ricas em cálcio. Podem comer os derivados do leite, claro.
- As gorduras permitidas são as não saturadas, presentes nos frutos secos e no azeite. Não esquecer que há gordura noutros alimentos, como a carne e o leite. Convém não abusar.
- Apesar de o meu médico me ter indicado que reduzisse ao mínimo os hidratos de carbono, eu não o fiz. Preferi foi pão, massas, arroz e cereais integrais. Não custa nada comê-los, ajuda o intesntino e dá uma maior sensação de saciedade.
- Quando lhe apetecer um docinho, coma-o. Eu faço questão de comer mais à vontade ao fim-de-semana ou quando vou a alguma festa. Não vale a pena acrescentarmos stress.
- Beber 2 litros de água por dia.
- Comer de 2 em 2 horas. Certamente, vai comer menos às refeições.
10.2.14
27 semanas | 7 meses!!
Pelo que percebi, não há um consenso sobre o qual o número de meses a que corresponde o número de semanas. Vi algures que o 7º mês vai das 27 às 30 semanas e, para mim é suficiente. Faz-me pensar que falta pouco tempo para a bebé nascer.
Às 27 semanas, o cérebro do bebé está muito activo. Os sulcos característicos da superfície cerebral começam a aparecer e mais tecido cerebral se desenvolve.
Aqueles movimentos ritmados que sentimos, são certamente soluços, comuns esta semana e ao longo de toda a gravidez. O bebé soluça mesmo respirando líquido amniótico, e não ar. As crises de soluço não costumam durar muito tempo, e a sensação pode ser estranha, mas é mais engraçada do que desagradável. Pelo menos a mim não me incomoda.
MEDO!!! O útero já chega até à caixa torácica, o que explica alguma falta de ar que possamos sentir. Isto, sim, tira-me o ar! Como claustrofóbica que sou, primeiro tenho pena da catraia que está ali fechada num espaço cada vez mais pequeno para o seu tamanho, depois tenho pena de mim, que me sinto a esmagar por dentro. Explico melhor: ainda não sinto nada disso, mas a ideia de poder sentir isso, causa-me pânico. Os órgãos a comprimirem cada vez mais, a falta de ar... não percebo a beleza disto! A coisa boa disto tudo, é que o bebé está a engordar e a crescer. :)
Para ajudar à festa, agora também nos sentimos mais pesadas. No meu caso, que consegui manter alguma elegância até agora, acho que a partir de agpra é para esquecer. Sinto-me mesmo muito cansada, movimento-me mais lentamente, mas também não é nada que me incomode muito.
Esta também é a altura de começarmos a sentir outros incómodos: cãimbras nas pernas, varizes, hemorróidas e comichão na barriga. Ora, ainda bem que tocamos nestes assuntos:
- Cãimbras não sinto muito, mas já senti. Nada de especial, basta movimentar-me um pouco e passa. Tenho que reforçar a dose de bananas cá em casa.
- As varizes ainda não apareceram e espero que não apareçam. Quem tem diz que não é muito agradável...
- As outras varizes, situadas noutro sítio, as malogradas hemorróidas estão na altura de aparecerem. Tendo em conta que as minhas já apareceram há um mês, já levo um avanço considerável. Não quero imaginar como é que isto vai acabar. Não quero imaginar... Aliás, imaginem agora essas varizes noutro sítio, igualmente constrangedor. Sim, na coisinha mesmo. Esta semana, uma amiga disse-me que teve, mas que passou. Não me descreveu a experiência, talvez para não me assustar. Mas passa, pessoal. Toca a animar.
- A comichão na barriga já apareceu há algum tempo. Nada que umas festinhas discretas na barriga não aliviem. Não é nada de especial. Já ouvi relatos absolutamente pavorosos de pessoas que têm que andar sempre com creme na carteira para quando dá uma crise de comichão.
- Devo acrescentar que sinto, também, umas contracçõezitas (chamadas de Braxton-Hicks). Na prática, a barriga fica muito dura durante uns longos segundos e depois passa. Não dói, mas também não é engraçado. Pelo que pude apurar, é o corpo a preparar-se para o parto. Estas não são as contracções perigosas. De qualquer forma, convém não arriscar e falem com o vosso médico.
Para as mamãs que têm sangue Rh-negativo, o vosso médico deve indicar nesta altura um exame para detectar anticorpos anti-Rh, também chamados de anti-D, e aplicar uma injeção para combater a incompatibilidade e evitar problemas com o bebé. Talvez o médico indique a repetição da injeção com 36 semanas.
Às 27 semanas, o cérebro do bebé está muito activo. Os sulcos característicos da superfície cerebral começam a aparecer e mais tecido cerebral se desenvolve.
Aqueles movimentos ritmados que sentimos, são certamente soluços, comuns esta semana e ao longo de toda a gravidez. O bebé soluça mesmo respirando líquido amniótico, e não ar. As crises de soluço não costumam durar muito tempo, e a sensação pode ser estranha, mas é mais engraçada do que desagradável. Pelo menos a mim não me incomoda.
MEDO!!! O útero já chega até à caixa torácica, o que explica alguma falta de ar que possamos sentir. Isto, sim, tira-me o ar! Como claustrofóbica que sou, primeiro tenho pena da catraia que está ali fechada num espaço cada vez mais pequeno para o seu tamanho, depois tenho pena de mim, que me sinto a esmagar por dentro. Explico melhor: ainda não sinto nada disso, mas a ideia de poder sentir isso, causa-me pânico. Os órgãos a comprimirem cada vez mais, a falta de ar... não percebo a beleza disto! A coisa boa disto tudo, é que o bebé está a engordar e a crescer. :)
Para ajudar à festa, agora também nos sentimos mais pesadas. No meu caso, que consegui manter alguma elegância até agora, acho que a partir de agpra é para esquecer. Sinto-me mesmo muito cansada, movimento-me mais lentamente, mas também não é nada que me incomode muito.
Esta também é a altura de começarmos a sentir outros incómodos: cãimbras nas pernas, varizes, hemorróidas e comichão na barriga. Ora, ainda bem que tocamos nestes assuntos:
- Cãimbras não sinto muito, mas já senti. Nada de especial, basta movimentar-me um pouco e passa. Tenho que reforçar a dose de bananas cá em casa.
- As varizes ainda não apareceram e espero que não apareçam. Quem tem diz que não é muito agradável...
- As outras varizes, situadas noutro sítio, as malogradas hemorróidas estão na altura de aparecerem. Tendo em conta que as minhas já apareceram há um mês, já levo um avanço considerável. Não quero imaginar como é que isto vai acabar. Não quero imaginar... Aliás, imaginem agora essas varizes noutro sítio, igualmente constrangedor. Sim, na coisinha mesmo. Esta semana, uma amiga disse-me que teve, mas que passou. Não me descreveu a experiência, talvez para não me assustar. Mas passa, pessoal. Toca a animar.
- A comichão na barriga já apareceu há algum tempo. Nada que umas festinhas discretas na barriga não aliviem. Não é nada de especial. Já ouvi relatos absolutamente pavorosos de pessoas que têm que andar sempre com creme na carteira para quando dá uma crise de comichão.
- Devo acrescentar que sinto, também, umas contracçõezitas (chamadas de Braxton-Hicks). Na prática, a barriga fica muito dura durante uns longos segundos e depois passa. Não dói, mas também não é engraçado. Pelo que pude apurar, é o corpo a preparar-se para o parto. Estas não são as contracções perigosas. De qualquer forma, convém não arriscar e falem com o vosso médico.
Para as mamãs que têm sangue Rh-negativo, o vosso médico deve indicar nesta altura um exame para detectar anticorpos anti-Rh, também chamados de anti-D, e aplicar uma injeção para combater a incompatibilidade e evitar problemas com o bebé. Talvez o médico indique a repetição da injeção com 36 semanas.
6.2.14
Teste de Tolerância à Glicose
Já me tinham assustado, dizendo que era muito aborrecido fazer este teste. É difícil, chato, muito complicado. Eu sabia que era uma análise ao sangue e beber um líquido muito doce. Nunca imaginei que pudesse ser assim tão complicado.
Então, é assim:
1 - Chega-se em jejum e faz-se logo a análise ao sangue. Usaram o braço direito e não me doeu nada.
2 - Logo a seguir, a técnica mistura um pó branco num pouco de água (+- dois copos de plástico). Tinha 3 minutos para despachar aquilo. Não sabe mal, nem bem. Resolvi engolir aquilo de um trago só e não me ficou nenhum sabor estranho na boca. Estou habituada a beber grandes quantidades de água, por isso não me custou nada.
3 - 1 hora depois, fui recolher sangue novamente. Usaram o braço esquerdo e doeu mais um bocadinho. Explicou que é normal, que a sensibilidade vai aumentando. Tudo bem até aqui.
4 - 1 hora mais tarde, nova análise ao sangue. Voltaram ao braço direito, mas não saiu sangue suficiente para a análise. Tiveram que ir ao braço esquerdo recolher mais um pouco.
Resumo: O mais aborrecido foi ter ficado lá duas horas. Uma amiga foi comigo, por isso foi só por a conversa em dia. É só esperar por um bom resultado.
Saldo positivo!!
Então, é assim:
1 - Chega-se em jejum e faz-se logo a análise ao sangue. Usaram o braço direito e não me doeu nada.
2 - Logo a seguir, a técnica mistura um pó branco num pouco de água (+- dois copos de plástico). Tinha 3 minutos para despachar aquilo. Não sabe mal, nem bem. Resolvi engolir aquilo de um trago só e não me ficou nenhum sabor estranho na boca. Estou habituada a beber grandes quantidades de água, por isso não me custou nada.
3 - 1 hora depois, fui recolher sangue novamente. Usaram o braço esquerdo e doeu mais um bocadinho. Explicou que é normal, que a sensibilidade vai aumentando. Tudo bem até aqui.
4 - 1 hora mais tarde, nova análise ao sangue. Voltaram ao braço direito, mas não saiu sangue suficiente para a análise. Tiveram que ir ao braço esquerdo recolher mais um pouco.
Resumo: O mais aborrecido foi ter ficado lá duas horas. Uma amiga foi comigo, por isso foi só por a conversa em dia. É só esperar por um bom resultado.
Saldo positivo!!
5.2.14
Quem faz o enxoval, afinal?
Eu sou uma pessoa muito franca e muito raramente não digo o que penso. Mais depressa fico calada do que minto, ou falo de alguma coisa sem acreditar no que digo.
Desde que estou grávida que tenho que levar com opiniões e conselhos que não pedi, avisos alarmistas e gente possessiva com o meu bebé. Não quero ser ingrata, sei que a maior parte das pessoas o faz pelo carinho que me tem ou à bebé. Mas não sei como fazê-los entender que a bebé, enquanto estiver na minha barriga, é minha e só minha. Compreendo que, quando nascer, eu serei a sua responsável e ela será um bocadinho do resto da família e dos amigos e, um dia, será ela próprio, livre para ser o que quiser.
Confesso que estou um bocado possessiva com a minha filha. Eu é que estou a passar pelas transformações todas, faço imensos sacrifícios para que esta gestação seja o mais saudável possível para ela, já passei por maus momentos graças à gravidez e há gente que acha que esta bebé é delas?? Não, não me refiro ao pai. E, sim, acredito que a bebé é mais minha do que dele. A vida do pai mantém-se inalterada, ao contrário da minha.
Alguém que me explique, por favor, como se reage perante uma pessoa que está permanentemente a comprar e a fazer coisas para a minha filha sem me perguntar se eu gosto ou se eu quero? Sinceramente, isto já não vai lá com aquele sorriso simpático, juntamente com um 'obrigada'. Sei que isto não é assim tão importante, que devia estar grata por me quererem ajudar, mas eu fico furiosa com estas coisas.
Já tenho uma série de coisas que não quero, de cores que não gosto, de materiais que não uso. Tenho sido sincera e digo do que gosto e do que não gosto para que as pessoas não gastem dinheiro inutilmente, e nada acontece.
Agora foi com cremes. Acharam que aqueles são os melhores para o bebé e toca a comprar. E se a criança tem uma alergia? Fico ali com aquilo? Fui informada de que se devia ter uma quantidade reduzida de cremes para bebé, para ver como eles reagem. Depois, sim, continuar a comprar. Hoje foi a questão de um equipamento. Só porque eu disse que andava de olho numa coisa especial, caiu o Carmo e a Trindade. Agora, só porque é dado, tenho que aceitar tudo o que me dão?
Eu só queria que as pessoas entendessem que eu vou ter a minha primeira filha. Eu quero que tudo seja especial. Eu tenho essa ilusão e não gostava que ma tirassem. Provavelmente, quando ela nascer ou se tiver mais filhos, mudarei de ideias. Mas, para já, idealizo um quarto de princesa, detalhes lindos, cheirinhos agradáveis, cores suaves, brinquedos fofinhos, tudo, tudo especial. Para mim, já é uma frustração enorme não poder comprar o que quero. Estou revoltadíssima porque comprámos um terreno uns tempos antes de eu engravidar e foi uma gastação enorme de dinheiro. Na altura que eu mais precisava de dinheiro, estou mais tesa que um carapau, e tenho que fazer uma ginástica inacreditável. Por isso, sou muito cuidadosa com o que compro, penso bem antes de comprar, aproveito promoções. Não quero ter um quarto de bebé que mais parece um circo com tantas cores que lá há, nem uma menina recém-nascida com cores gaiteiras. Só queria que me respeitassem um pouco mais. Posso estar errada, mas é assim que eu penso.
Sem querer, estas coisas afectam-me muito. Fico irritada porque vejo que sou constantemente ignorada.
Desde que estou grávida que tenho que levar com opiniões e conselhos que não pedi, avisos alarmistas e gente possessiva com o meu bebé. Não quero ser ingrata, sei que a maior parte das pessoas o faz pelo carinho que me tem ou à bebé. Mas não sei como fazê-los entender que a bebé, enquanto estiver na minha barriga, é minha e só minha. Compreendo que, quando nascer, eu serei a sua responsável e ela será um bocadinho do resto da família e dos amigos e, um dia, será ela próprio, livre para ser o que quiser.
Confesso que estou um bocado possessiva com a minha filha. Eu é que estou a passar pelas transformações todas, faço imensos sacrifícios para que esta gestação seja o mais saudável possível para ela, já passei por maus momentos graças à gravidez e há gente que acha que esta bebé é delas?? Não, não me refiro ao pai. E, sim, acredito que a bebé é mais minha do que dele. A vida do pai mantém-se inalterada, ao contrário da minha.
Alguém que me explique, por favor, como se reage perante uma pessoa que está permanentemente a comprar e a fazer coisas para a minha filha sem me perguntar se eu gosto ou se eu quero? Sinceramente, isto já não vai lá com aquele sorriso simpático, juntamente com um 'obrigada'. Sei que isto não é assim tão importante, que devia estar grata por me quererem ajudar, mas eu fico furiosa com estas coisas.
Já tenho uma série de coisas que não quero, de cores que não gosto, de materiais que não uso. Tenho sido sincera e digo do que gosto e do que não gosto para que as pessoas não gastem dinheiro inutilmente, e nada acontece.
Agora foi com cremes. Acharam que aqueles são os melhores para o bebé e toca a comprar. E se a criança tem uma alergia? Fico ali com aquilo? Fui informada de que se devia ter uma quantidade reduzida de cremes para bebé, para ver como eles reagem. Depois, sim, continuar a comprar. Hoje foi a questão de um equipamento. Só porque eu disse que andava de olho numa coisa especial, caiu o Carmo e a Trindade. Agora, só porque é dado, tenho que aceitar tudo o que me dão?
Eu só queria que as pessoas entendessem que eu vou ter a minha primeira filha. Eu quero que tudo seja especial. Eu tenho essa ilusão e não gostava que ma tirassem. Provavelmente, quando ela nascer ou se tiver mais filhos, mudarei de ideias. Mas, para já, idealizo um quarto de princesa, detalhes lindos, cheirinhos agradáveis, cores suaves, brinquedos fofinhos, tudo, tudo especial. Para mim, já é uma frustração enorme não poder comprar o que quero. Estou revoltadíssima porque comprámos um terreno uns tempos antes de eu engravidar e foi uma gastação enorme de dinheiro. Na altura que eu mais precisava de dinheiro, estou mais tesa que um carapau, e tenho que fazer uma ginástica inacreditável. Por isso, sou muito cuidadosa com o que compro, penso bem antes de comprar, aproveito promoções. Não quero ter um quarto de bebé que mais parece um circo com tantas cores que lá há, nem uma menina recém-nascida com cores gaiteiras. Só queria que me respeitassem um pouco mais. Posso estar errada, mas é assim que eu penso.
Sem querer, estas coisas afectam-me muito. Fico irritada porque vejo que sou constantemente ignorada.
4.2.14
A azia
Já sabia que isto podia acontecer, mas nunca pensei que fosse tão cedo...
Esta noite, tive que dormir meio sentada. Dormi com 3 almofadas para me sentir mais confortável. Não foi porque a barriga me tivesse incomodado, mas porque tive um ataque indescritível de azia. O pior de tudo é que não tinha Kompensan, como o médico tinha recomendado.
Fui fazer um chá de gengibre, que adocei com mel, e aliviou um bocadinho. Sempre que escorregava na cama, lá vinha a azia. Era aquela sensação típica de azia, assim como um ardor e calor mesmo acima do estômago.
Escapei aos enjoos, mas acho que já não escapo à azia.

Esta noite, tive que dormir meio sentada. Dormi com 3 almofadas para me sentir mais confortável. Não foi porque a barriga me tivesse incomodado, mas porque tive um ataque indescritível de azia. O pior de tudo é que não tinha Kompensan, como o médico tinha recomendado.
Fui fazer um chá de gengibre, que adocei com mel, e aliviou um bocadinho. Sempre que escorregava na cama, lá vinha a azia. Era aquela sensação típica de azia, assim como um ardor e calor mesmo acima do estômago.
Escapei aos enjoos, mas acho que já não escapo à azia.

3.2.14
26 semanas
Cheguei às 26 semanas. Começo a dizê-lo com cada vez menos entusiasmo e mais cansaço. Só me apetecia fazer um fast forward para as 36 semanas!
Então, como é que anda a minha princesa cá por dentro? Pelos vistos, a audição está a ficar cada vez melhor. Já pode ouvir o papá e a mamã a conversar. Temos que ter cuidado com as conversas. :)
Há uma coisa que me causa alguma estranheza que é estar a engolir o líquido amniótico. Isso é determinante para o desenvolvimento dos pulmões. Portanto, agora é um peixinho. Deve ser tão difícil de repente começar a respirar ar....
Esta menina já deve estar a pesar mais de 1kg, porque o peso já me incomoda. E sempre pensei que sentisse mais o peso da barriga na parte exterior, mas o pior é mesmo por dentro.
Esta semana vou, também, fazer o Teste de Tolerância à Glicose. Vou passar a manhã toda no hospital, pois não é coisa para ser rápida. Depois conto com detalhe.
Então, como é que anda a minha princesa cá por dentro? Pelos vistos, a audição está a ficar cada vez melhor. Já pode ouvir o papá e a mamã a conversar. Temos que ter cuidado com as conversas. :)
Há uma coisa que me causa alguma estranheza que é estar a engolir o líquido amniótico. Isso é determinante para o desenvolvimento dos pulmões. Portanto, agora é um peixinho. Deve ser tão difícil de repente começar a respirar ar....
Esta menina já deve estar a pesar mais de 1kg, porque o peso já me incomoda. E sempre pensei que sentisse mais o peso da barriga na parte exterior, mas o pior é mesmo por dentro.
Esta semana vou, também, fazer o Teste de Tolerância à Glicose. Vou passar a manhã toda no hospital, pois não é coisa para ser rápida. Depois conto com detalhe.
31.1.14
O que eu uso no banho
Já tinha confessado aqui que sou muito preguiçosa para cuidar de mim. Gosto de andar bem cuidada, mas a preguiça fala sempre mais alto.
O que mais me custa é mesmo aplicar cremes no corpo. Nunca gostei de andar besuntada, nunca o fiz muito e, agora que estou grávida, continuo a não o fazer. O problema é que agora isto pode ter consequência mais graves.
Apresento-vos o que eu uso no banho:

Cabelo
O meu cabelo anda super seco e estragado - motivo pelo qual o cortei (é verdade, ainda não vos mostrei o resultado). O cabelo é que me exige mais atenção. De vez em quando, compro um conjuntinho da Kérastase. Venha quem vier, esta marca é fantástica e o meu cabelo adora-a. O meu bolso é que nem tanto. Então, uso um champô, uma máscara e um creme (que não está na imagem) que é activado com o calor. Tenho que ter sempre à mão um amaciador para conseguir pentear o cabelo depois de molhado. Tenho usado este da My Label. Serve o seu propósito e é barato.
Corpo
Eu sou super fã de sabonetes. O que estou a usar neste momento é um de óleo de amêndoas doces. Pode ser que hidrate qualquer coisinha, enquanto lava a pele. E também é natural. Já não me lembro da marca, mas comprei naquelas lojas Celeiro. Uso de vez em quando um esfoliante. Gosto muito deste da Bottega Verde. É natural, esfolia de facto (a maior parte não faz nada) e cheira muito bem. Depois, só para a preguiçosa, adoro este óleo hidratante d'O Boticário. Gosto de passar este óleo de Líchia pelo corpo antes mesmo de me secar. Caso não me apeteça passar o creme após o banho, pelo menos já hidratei qualquer coisa. Deixa um cheirinho divinal.
Cara
Na cara, tenho usado o Gamila. Comprei quando comecei a ficar com uma espécie de alergia do lado esquerdo da cara. Desde que me disseram que era recomendável que se dormisse para o lado esquerdo, que não tenho feito outra coisa. A pele deixou de respirar desse lado e eu fiquei numa bela figura. Entretanto, já me disseram que não há problema em dormir para o lado direito. A pele já melhorou. Comprei o Gamila mais pequeno e até estou a gostar. Mas é caro como tudo.

Partilhem o que vocês usam. Gosto sempre de conhecer um novo e bom produto.
O que mais me custa é mesmo aplicar cremes no corpo. Nunca gostei de andar besuntada, nunca o fiz muito e, agora que estou grávida, continuo a não o fazer. O problema é que agora isto pode ter consequência mais graves.
Apresento-vos o que eu uso no banho:

Cabelo
O meu cabelo anda super seco e estragado - motivo pelo qual o cortei (é verdade, ainda não vos mostrei o resultado). O cabelo é que me exige mais atenção. De vez em quando, compro um conjuntinho da Kérastase. Venha quem vier, esta marca é fantástica e o meu cabelo adora-a. O meu bolso é que nem tanto. Então, uso um champô, uma máscara e um creme (que não está na imagem) que é activado com o calor. Tenho que ter sempre à mão um amaciador para conseguir pentear o cabelo depois de molhado. Tenho usado este da My Label. Serve o seu propósito e é barato.
Corpo
Eu sou super fã de sabonetes. O que estou a usar neste momento é um de óleo de amêndoas doces. Pode ser que hidrate qualquer coisinha, enquanto lava a pele. E também é natural. Já não me lembro da marca, mas comprei naquelas lojas Celeiro. Uso de vez em quando um esfoliante. Gosto muito deste da Bottega Verde. É natural, esfolia de facto (a maior parte não faz nada) e cheira muito bem. Depois, só para a preguiçosa, adoro este óleo hidratante d'O Boticário. Gosto de passar este óleo de Líchia pelo corpo antes mesmo de me secar. Caso não me apeteça passar o creme após o banho, pelo menos já hidratei qualquer coisa. Deixa um cheirinho divinal.
Cara
Na cara, tenho usado o Gamila. Comprei quando comecei a ficar com uma espécie de alergia do lado esquerdo da cara. Desde que me disseram que era recomendável que se dormisse para o lado esquerdo, que não tenho feito outra coisa. A pele deixou de respirar desse lado e eu fiquei numa bela figura. Entretanto, já me disseram que não há problema em dormir para o lado direito. A pele já melhorou. Comprei o Gamila mais pequeno e até estou a gostar. Mas é caro como tudo.

Partilhem o que vocês usam. Gosto sempre de conhecer um novo e bom produto.
30.1.14
As compras grandes
Depois da odisseia que foi escolher um carrinho, ei-lo aqui:
Confesso que deleguei esta decisão ao pai e espero não me arrepender. Eu queria um trio leve e pequeno. Vou passar os primeiros meses da minha bebé sozinha e o meu carro tem uma mala pequena, logo não podia ter um carrinho grande e pesado. Tem que ser uma coisa fácil de manobrar, também. Aconselharam-nos a ir ao El Corte Inglès ou ao Norte Shopping ver a enorme oferta de carrinhos que têm por lá. Sinceramente, ter ido à Chicco, à Zippy e à BébeConfort já foi traumatizante que chegue. Eu perco o foco com muitas propostas. Depois, não acho que os funcionários nos orientem. Apresentam tudo e não aconselham. Resultado, viemos para casa, fizemos comparativos, vimos vídeos e o homem chegou a este belo resultado. Evitámos uma viagem ao Porto e o assunto resolveu-se. Pelo menos para já...
Agora, estou com outro problema. E dos grandes. Preciso de móveis para o quarto da piquena.
O quarto não é grande. Só vou ter espaço para um armário, uma cómoda e a cama. Adoro o mobiliário da Trama, mas parece-me um pouco carote. É daquelas coisas que eu adoro, mas em que não me apetece empatar imenso dinheiro. Um dia destes, ela precisa de ir para o quarto grande, nova mobília, etc... Estou com vontade de mandar fazer a mobília, desde que fique mais barato. Este vai ser o projecto dos próximos dias.
27.1.14
Os blogues e os meus blogues
Durante anos, tive um blogue. Era um blogue que pretendia retratar o meu lado mais fútil, mais fívolo e mais superficial. Esse lado também faz parte de mim, mas não me define exclusivamente. Falava sobretudo de moda, estilo, desejos de consumo, beleza e, mais recentemente, falava mais um bocadinho de mim. Tive mais de 100 mil visitas.
Enquanto falava do lado belo e descomplicado da vida, tudo parecia funcionar bem. Como o blogue se manteve activo durante vários anos, os amigos sabiam da sua existência. As meninas iam acompanhando as tendências e gostavam de ver as fotos. Quando comecei a escrever mais um pouco sobre mim e a desviar-me do propósito inicial do blogue, começaram os problemas.
Devido à profissão do meu marido, que é piloto de helicópteros, tenho passado os últimos verões absolutamente sozinha em casa. É que ele passa o verão pelo país em campanhas de combate a incêndios. Para além de eu estar sempre com o coração nas mãos, tenho que lidar com a solidão terrível que é estar sozinha na melhor altura do ano. Aqui, dependo muito dos amigos. Preciso que me chamem para sair, que se lembrem de mim. Custa-me ser sempre eu a pedir-lhes que se juntem a mim, não me quero impôr.
Ao fim de dois meses sozinha (com pequenas visitas por parte do marido), resolvi desabafar que nem todos os amigos estavam lá para mim. Era sábado à tarde, um dia lindo e eu absolutamente sozinha. No nosso grupo, sempre gostámos muito de sair, mesmo durante a semana. Há sempre tempo para um café. De repente, o meu marido vai trabalhar e parece que todos desaparecem. Eu fico sozinha e só 2 ou 3 amigos se mantêm comigo. Estranhei e resolvi escrever sobre isso. Muito provavelmente, o problema é meu. O meu marido é que era o elemento unificador e com ele fora eu deixei de existir.
Rebentou uma bomba! Houve umas pessoas que ficaram muito ofendidas. De repente, o meu blogue era o inimigo, não deveria ter falado de assuntos pessoais na Internet, era uma infantilidade desabafar sobre a minha vida, nunca tal se viu. Ora, isso gerou um mal-estar muito grande no grupo. Claro que a situação se manteve o resto do verão e fiquei a saber com quem posso ou não contar.
Para não agravar as coisas, matei o meu querido blogue. Ainda escrevi mais uma ou outra coisa, mas eu já não conseguia ser espontânea. Sempre que escrevia alguma coisa, ficava a pensar não no que os meus habituais leitores pensariam, mas no que os meus amigos pensariam. Isso era impensável!
O último post data de 20 de Agosto, por ocasião da morte de Carlos Paião, que tanto admiro. Antes disso, tinha escrito a 30 de Julho. Foi difícil atravessar o resto do verão com vontade de escrever e não o poder fazer.
No dia 8 de Setembro, aconteceu o milagre. Descobri que estava grávida. Uma visita precária de 3 dias durante o mês de Agosto resultaram na minha filha. Perante tanta emoção, era impossível não falar. Precisava de escrever sobre isso, precisava de registar tudo para não me esquecer, para ela poder ler um dia (quem sabe?). Criei um novo blogue, o Teste Positivo. Naquele dia, tudo se resumia a um teste positivo. Hoje, certamente, escolheria um nome diferente, mas quase invariavelmente todas as mulheres descobres desta forma que vão ser mães.
Este blogue tem-se mantido secreto desde então. Não quero interferências externas. É só meu e da minha filha. Apenas na semana passada, aos 6 meses de gravidez, resolvi partilhá-lo com a minha mãe. Acho que ela merece ler o que escrevo, o que sinto, ver as imagens que partilho com estranhos que tão bem me fazem. Devido aos facebooks, é natural que não se mantenha secreto durante muito mais tempo, mas agora já não me interessa. Uma coisa que a gravidez me deu foi muita força. Uma força que não sabia que tinha. Quem não gostar, que não veja. Eu sinto que carrego o mundo dentro de mim, sinto-me poderosa, nada mais importa.
Não creio que alguém tenha o poder de me fazer terminar este espaço. Talvez a minha filha, mas não acredito que ela algum dia o faça. Eu é que posso deixar de ter tempo para ele, para que possa ter todo o tempo do mundo para ela. Mas até isso merece ser partilhado com outras mulheres. Deixa-me tão feliz poder ler os vossos comentários a dizerem que se identificam com alguma coisa que escrevi, que já leram o blogue de fio a pavio, que acharam alguma informação muito útil e pedem a minha opinião.
Obrigada por me fazerem sentir útil. Obrigada do fundo do coração.
Enquanto falava do lado belo e descomplicado da vida, tudo parecia funcionar bem. Como o blogue se manteve activo durante vários anos, os amigos sabiam da sua existência. As meninas iam acompanhando as tendências e gostavam de ver as fotos. Quando comecei a escrever mais um pouco sobre mim e a desviar-me do propósito inicial do blogue, começaram os problemas.
Devido à profissão do meu marido, que é piloto de helicópteros, tenho passado os últimos verões absolutamente sozinha em casa. É que ele passa o verão pelo país em campanhas de combate a incêndios. Para além de eu estar sempre com o coração nas mãos, tenho que lidar com a solidão terrível que é estar sozinha na melhor altura do ano. Aqui, dependo muito dos amigos. Preciso que me chamem para sair, que se lembrem de mim. Custa-me ser sempre eu a pedir-lhes que se juntem a mim, não me quero impôr.
Ao fim de dois meses sozinha (com pequenas visitas por parte do marido), resolvi desabafar que nem todos os amigos estavam lá para mim. Era sábado à tarde, um dia lindo e eu absolutamente sozinha. No nosso grupo, sempre gostámos muito de sair, mesmo durante a semana. Há sempre tempo para um café. De repente, o meu marido vai trabalhar e parece que todos desaparecem. Eu fico sozinha e só 2 ou 3 amigos se mantêm comigo. Estranhei e resolvi escrever sobre isso. Muito provavelmente, o problema é meu. O meu marido é que era o elemento unificador e com ele fora eu deixei de existir.
Rebentou uma bomba! Houve umas pessoas que ficaram muito ofendidas. De repente, o meu blogue era o inimigo, não deveria ter falado de assuntos pessoais na Internet, era uma infantilidade desabafar sobre a minha vida, nunca tal se viu. Ora, isso gerou um mal-estar muito grande no grupo. Claro que a situação se manteve o resto do verão e fiquei a saber com quem posso ou não contar.
Para não agravar as coisas, matei o meu querido blogue. Ainda escrevi mais uma ou outra coisa, mas eu já não conseguia ser espontânea. Sempre que escrevia alguma coisa, ficava a pensar não no que os meus habituais leitores pensariam, mas no que os meus amigos pensariam. Isso era impensável!
O último post data de 20 de Agosto, por ocasião da morte de Carlos Paião, que tanto admiro. Antes disso, tinha escrito a 30 de Julho. Foi difícil atravessar o resto do verão com vontade de escrever e não o poder fazer.
No dia 8 de Setembro, aconteceu o milagre. Descobri que estava grávida. Uma visita precária de 3 dias durante o mês de Agosto resultaram na minha filha. Perante tanta emoção, era impossível não falar. Precisava de escrever sobre isso, precisava de registar tudo para não me esquecer, para ela poder ler um dia (quem sabe?). Criei um novo blogue, o Teste Positivo. Naquele dia, tudo se resumia a um teste positivo. Hoje, certamente, escolheria um nome diferente, mas quase invariavelmente todas as mulheres descobres desta forma que vão ser mães.
Este blogue tem-se mantido secreto desde então. Não quero interferências externas. É só meu e da minha filha. Apenas na semana passada, aos 6 meses de gravidez, resolvi partilhá-lo com a minha mãe. Acho que ela merece ler o que escrevo, o que sinto, ver as imagens que partilho com estranhos que tão bem me fazem. Devido aos facebooks, é natural que não se mantenha secreto durante muito mais tempo, mas agora já não me interessa. Uma coisa que a gravidez me deu foi muita força. Uma força que não sabia que tinha. Quem não gostar, que não veja. Eu sinto que carrego o mundo dentro de mim, sinto-me poderosa, nada mais importa.
Não creio que alguém tenha o poder de me fazer terminar este espaço. Talvez a minha filha, mas não acredito que ela algum dia o faça. Eu é que posso deixar de ter tempo para ele, para que possa ter todo o tempo do mundo para ela. Mas até isso merece ser partilhado com outras mulheres. Deixa-me tão feliz poder ler os vossos comentários a dizerem que se identificam com alguma coisa que escrevi, que já leram o blogue de fio a pavio, que acharam alguma informação muito útil e pedem a minha opinião.
Obrigada por me fazerem sentir útil. Obrigada do fundo do coração.
26.1.14
25 semanas
O bebé já faz o movimento da respiração, mas ainda não há ar nos pulmões. Exames de imagem cerebral em fetos mostram que há reação ao toque. Se aproximarmos uma luz forte da barriga, o bebé vai virar o rosto, o que, segundo pesquisadores, indica que o nervo óptico já funciona.
Nas consultas, o médico deve pedir exames de sangue e de urina para detectar e controlar problemas típicos da gravidez como a pré-eclâmpsia e a diabetes. As minhas tensões têm estado sempre boas e vou fazer a análise à diabetes no dia 6 de Fevereiro.
Nas consultas, o médico deve pedir exames de sangue e de urina para detectar e controlar problemas típicos da gravidez como a pré-eclâmpsia e a diabetes. As minhas tensões têm estado sempre boas e vou fazer a análise à diabetes no dia 6 de Fevereiro.
É normal que sintamos um pouco de dor e sensação de dormência nas mãos, nos pulsos e nos dedos. A região do túnel do carpo, no pulso, está inchada, assim como vários outros tecidos no seu corpo. Os nervos que passam por esse túnel acabam por ser pressionados, e essa pressão manifesta-se por uma dor aguda. Para já, não sinto nada disto.
O uso de uma faixa elástica pode ajudar (já tenho uma cinta!), assim como a ingestão de vitamina B6. Convém falar com o médico primeiro, claro.
O uso de uma faixa elástica pode ajudar (já tenho uma cinta!), assim como a ingestão de vitamina B6. Convém falar com o médico primeiro, claro.
24.1.14
Consulta das 24 semanas
A consulta das 24 semanas foi uma desilusão.
Esta quarta-feira eu estava numa excitação total. Arranjei-me toda, estava feliz, queria ver a minha menina. Da última vez, vi a carinha dela tão perfeitinha e estava na expectativa de a ver com mais definição desta vez.
Quando cheguei lá, mediu-me a tensão. Estava tudo bem. Perguntou-me do peso e disse-lhe que, na semana passada, estava com 66kg, ou seja, o mesmo que no mês anterior. Ele nem queria pesar-me outraz vez, mas eu insisti porque quero monitorizar tudo. Resultado: 68kg!!! 2 kg numa semana?? Isto é possível?? Ando eu a comer farelo e sopa e fruta e engordo 2 kg? Isto é deprimente! Tenho a impressão que, daqui para a frente, vai ser sempre a aumentar. E exponencialmente! Bom, para já estou com 6 meses de gestação e 5 kg!
A partir daqui, correu tudo mal. Na ecografia, vimos que a princesa estava virada para a placenta. Ou seja, só a vi de lado. Deu para ver que estava lá inteirinha, mas não a vi como queria. Ele andou a ver a cabecinha, o coração, mais umas zonas que não percebi e disse que estava tudo perfeitinho. Nem sequer trouxe uma fotografia da minha menina para me consolar.
Depois, marcou-me as análises da diabetes. Quer que eu vá ao hospital, passe lá a manhã toda. Eu detesto hospitais. Pago um seguro de saúde caríssmo para não ter que ir para hospitais esperar e esperar. Não tenho razão de queixa, pois quando fui lá fazer o rastreio bioquímico fui muito bem tratada, mas passei lá umas horas, sempre em pé. O pior, para mim, é estar em contacto com pessoas que podem estar doentes. Como se sabe, uma grávida tem o sistema imunitário em baixo e fica muito mais permeável a infecções. Ora, se eu posso ir a um laboratório de análises e posso pagá-las, por que razão me mandou para o hospital? Depois, mandou-me embora. Nem tempo tive de lhe perguntar se tinha mesmo que ir ao hospital.
Enfim, este médico é fantástico no que concerne ecografias. É um especialista e sinto-me absolutamente descansada com o bebé. Agora, não tem muito cuidados com a mãe do bebé. Não tenho tempo de fazer perguntas, não me aconselha. Não me deu nenhumas directrizes sobre o meu recente problema hemorroidário. Ou seja, é assim e mais nada. Será que não há mesmo nada a fazer?
Se, por um lado, há médicos que perdem imenso tempo com detalhes menos importantes, mas que trazem mais confiança à mãe, há outros que são de tal forma especializados que negligenciam a outra parte. Eu sinto falta de um bocadinho de atenção para mim, que perguntem como me sinto, como está a minha pele, como me sinto com a minha dieta, como me sinto emocionalmente. Ninguém me pergunta nada e não me sinto muito bem.
Esta quarta-feira eu estava numa excitação total. Arranjei-me toda, estava feliz, queria ver a minha menina. Da última vez, vi a carinha dela tão perfeitinha e estava na expectativa de a ver com mais definição desta vez.
Quando cheguei lá, mediu-me a tensão. Estava tudo bem. Perguntou-me do peso e disse-lhe que, na semana passada, estava com 66kg, ou seja, o mesmo que no mês anterior. Ele nem queria pesar-me outraz vez, mas eu insisti porque quero monitorizar tudo. Resultado: 68kg!!! 2 kg numa semana?? Isto é possível?? Ando eu a comer farelo e sopa e fruta e engordo 2 kg? Isto é deprimente! Tenho a impressão que, daqui para a frente, vai ser sempre a aumentar. E exponencialmente! Bom, para já estou com 6 meses de gestação e 5 kg!
A partir daqui, correu tudo mal. Na ecografia, vimos que a princesa estava virada para a placenta. Ou seja, só a vi de lado. Deu para ver que estava lá inteirinha, mas não a vi como queria. Ele andou a ver a cabecinha, o coração, mais umas zonas que não percebi e disse que estava tudo perfeitinho. Nem sequer trouxe uma fotografia da minha menina para me consolar.
Depois, marcou-me as análises da diabetes. Quer que eu vá ao hospital, passe lá a manhã toda. Eu detesto hospitais. Pago um seguro de saúde caríssmo para não ter que ir para hospitais esperar e esperar. Não tenho razão de queixa, pois quando fui lá fazer o rastreio bioquímico fui muito bem tratada, mas passei lá umas horas, sempre em pé. O pior, para mim, é estar em contacto com pessoas que podem estar doentes. Como se sabe, uma grávida tem o sistema imunitário em baixo e fica muito mais permeável a infecções. Ora, se eu posso ir a um laboratório de análises e posso pagá-las, por que razão me mandou para o hospital? Depois, mandou-me embora. Nem tempo tive de lhe perguntar se tinha mesmo que ir ao hospital.
Enfim, este médico é fantástico no que concerne ecografias. É um especialista e sinto-me absolutamente descansada com o bebé. Agora, não tem muito cuidados com a mãe do bebé. Não tenho tempo de fazer perguntas, não me aconselha. Não me deu nenhumas directrizes sobre o meu recente problema hemorroidário. Ou seja, é assim e mais nada. Será que não há mesmo nada a fazer?
Se, por um lado, há médicos que perdem imenso tempo com detalhes menos importantes, mas que trazem mais confiança à mãe, há outros que são de tal forma especializados que negligenciam a outra parte. Eu sinto falta de um bocadinho de atenção para mim, que perguntem como me sinto, como está a minha pele, como me sinto com a minha dieta, como me sinto emocionalmente. Ninguém me pergunta nada e não me sinto muito bem.
23.1.14
Raiva incontrolável na gravidez
Toda a gente sabe que a gravidez é uma montanha-russa de emoções. E essas emoções podem traduzir-se em todas as emoções, mesmo. Eu costumo andar sempre bem-dispostinha e feliz, no entanto, se me chateiam ou se vejo alguma coisa que me perturba, parece que não tenho filtro e fico logo furiosa.
A fúria, em pessoas que não estejam grávidas, é uma reacção completamente normal e habitualmente saudável. Todos nós já nos sentimos zangados por algum motivo. Resta saber se essa raiva pode ajudar-nos ou prejudicar-nos e tudo depende da forma como é expressa.
Ora, um bebé começa a conhecer o mundo através da mãe, pelos estímulos externos mas também pelas emoções que fazem libertar químicos na corrente sanguínea. Esses químicos aravessam a placenta e atingem o bebé segundos depois da mãe ter sentido essa emoção.
O que acontece quando ficamos furiosas?
Os batimentos cardíacos e a pressão arterial sobem, a adrenalina e epinefrina são libertadas e vão fazer crescer a tensão e os vasos sanguíneos vão contrair-se. Isto vai reduzir o oxigénio no útero, compromentendo o acesso do sangue ao bebé.
Por outro lado, a raiva contida também provoca anxiedade e depressão e mais uma série de problemas de saúde. Tudo isto pode provocar desde abortos, partos permaturos, bebés com baixo peso...
Depois, os bebés que estão expostos a stress no ventre materno têm mais tendência a depressões e irritabilidade, bem como a cólicas e hiperactividade.
Perante estas degraças todas, o que temos que fazer é evitar ficarmos zangadas e furiosas. Faz-nos mal e aos nossos bebés.
Dicas para ultrapassar a raiva:
- Identificar o que nos causa raiva e procurar desabafar com alguém. Isso para mim não é problema. Faço sempre isso.
- Organizar o tempo para termos tempo para nós. Tenho que trabalhar mais nisso.
- Fazer coisas que nos deixam felizes. A nossa mente fica mais leve.
- Fazer pausas ao longo do dia para relaxar o corpo e a mente. Ir ao facebook será uma pausa?
- Aprender a respirar. Do que aprendi no Yoga, devemos fazer uma respiração abdominal e sempre que possível pelo nariz.
- Meditar e alongar o corpo. Novamente, o Yoga. Podem encontrar uns exercícios básicos no youtube.
- Fazer massagens, ou melhor, receber massagens para que o corpo relaxe. Quem tiver um marido com mãos de ouro, aproveite.
- Evitar frequentar lugares mal frequentados. Ou seja, evitar as pessoas que nos provocam coisinhas más.
Agora, vou tentar pôr em prática estas dicas todas e ver se fico mais zen. Tudo pela minha Victória.
A fúria, em pessoas que não estejam grávidas, é uma reacção completamente normal e habitualmente saudável. Todos nós já nos sentimos zangados por algum motivo. Resta saber se essa raiva pode ajudar-nos ou prejudicar-nos e tudo depende da forma como é expressa.
Ora, um bebé começa a conhecer o mundo através da mãe, pelos estímulos externos mas também pelas emoções que fazem libertar químicos na corrente sanguínea. Esses químicos aravessam a placenta e atingem o bebé segundos depois da mãe ter sentido essa emoção.
O que acontece quando ficamos furiosas?
Os batimentos cardíacos e a pressão arterial sobem, a adrenalina e epinefrina são libertadas e vão fazer crescer a tensão e os vasos sanguíneos vão contrair-se. Isto vai reduzir o oxigénio no útero, compromentendo o acesso do sangue ao bebé.
Por outro lado, a raiva contida também provoca anxiedade e depressão e mais uma série de problemas de saúde. Tudo isto pode provocar desde abortos, partos permaturos, bebés com baixo peso...
Depois, os bebés que estão expostos a stress no ventre materno têm mais tendência a depressões e irritabilidade, bem como a cólicas e hiperactividade.
Perante estas degraças todas, o que temos que fazer é evitar ficarmos zangadas e furiosas. Faz-nos mal e aos nossos bebés.
Dicas para ultrapassar a raiva:
- Identificar o que nos causa raiva e procurar desabafar com alguém. Isso para mim não é problema. Faço sempre isso.
- Organizar o tempo para termos tempo para nós. Tenho que trabalhar mais nisso.
- Fazer coisas que nos deixam felizes. A nossa mente fica mais leve.
- Fazer pausas ao longo do dia para relaxar o corpo e a mente. Ir ao facebook será uma pausa?
- Aprender a respirar. Do que aprendi no Yoga, devemos fazer uma respiração abdominal e sempre que possível pelo nariz.
- Meditar e alongar o corpo. Novamente, o Yoga. Podem encontrar uns exercícios básicos no youtube.
- Fazer massagens, ou melhor, receber massagens para que o corpo relaxe. Quem tiver um marido com mãos de ouro, aproveite.
- Evitar frequentar lugares mal frequentados. Ou seja, evitar as pessoas que nos provocam coisinhas más.
Agora, vou tentar pôr em prática estas dicas todas e ver se fico mais zen. Tudo pela minha Victória.
19.1.14
24 semanas
Parabéns, princesa, fazes hoje 24 semaninhas!
A minha menina já pesa mais do que 600 gramas. Está magrinha, a pele é fina e frágil, mas está cada vez mais parecida com um recém-nascido.
O cérebro está a crescer muito rapidamente e o espaço dentro do útero está a começar a ser totalmente preenchido. E eu já dei conta disso. Sinto-me cada vez maior. :)
É também nesta altura que as horrorosas estrias podem começar a aparecer, não só na barriga, como no rabo e nas mamas. Para já, só tenho as que eu já tinha. Não sou a pessoa mais disciplinada a aplicar cremes, mas bebo muita água. Depois, também dizem que é genético, logo não há muito que possamos fazer. Graças a Deus, a minha mãe não tem uma única estria. Pode ser que eu saia a ela.
É normal que sintamos uma espécie de areia nos olhos, dado que o globo ocular se transforma um pouco. Deve ser da pressão sanguínea. Se eu já sou míope, agora reparei que fiquei um pouco pior. Já li algures que isso volta tudo ao normal após o parto.

A minha menina já pesa mais do que 600 gramas. Está magrinha, a pele é fina e frágil, mas está cada vez mais parecida com um recém-nascido.
O cérebro está a crescer muito rapidamente e o espaço dentro do útero está a começar a ser totalmente preenchido. E eu já dei conta disso. Sinto-me cada vez maior. :)
É também nesta altura que as horrorosas estrias podem começar a aparecer, não só na barriga, como no rabo e nas mamas. Para já, só tenho as que eu já tinha. Não sou a pessoa mais disciplinada a aplicar cremes, mas bebo muita água. Depois, também dizem que é genético, logo não há muito que possamos fazer. Graças a Deus, a minha mãe não tem uma única estria. Pode ser que eu saia a ela.
É normal que sintamos uma espécie de areia nos olhos, dado que o globo ocular se transforma um pouco. Deve ser da pressão sanguínea. Se eu já sou míope, agora reparei que fiquei um pouco pior. Já li algures que isso volta tudo ao normal após o parto.

18.1.14
Consulta de Saúde Materna no Centro de Saúde
Apesar de estar a ser acompanhada por um médico privado, sempre me aconselharam a ser seguida também no Centro de Saúde da minha área.
O meu Centro de Saúde chama-se Unidade de Saúde Familiar Fénix (CS Vila Real II) e, ao contrário do que acontece em muitos sítios neste país, este funciona muitíssimo bem. Basta ligar para lá, agendar uma consulta e depois ligam-nos com uma hora. Neste caso, devolvem-me sempre a chamada no próprio dia e marcam a consulta para o dia seguinte. Chegando lá, não se vêem filas, nem pessoas amontoadas pelos cantos. Só nos pedem que cheguemos 30 minutos antes da hora da consulta, tiramos uma senha e chamam-nos a uma administrativa. Lá, confirmamos a nossa presença e aguardamos que nos chamem. Nunca se atinge essa meia hora.
Como era uma consulta de Saúde Materna, fui recebida por uma enfermeira que me pediu logo que recolhesse urina para uma análise instantânea. Não sei exactamente o que testou, mas disse estar tudo bem. Depois, sentou-me comigo, viu o meu Livro de Grávida, conversou comigo e eu falei-lhe do meu recente 'problema'. Disse que era importante fazer uma alimentação rica em fibras, mas que precisava de beber muita, muita água, ou faria o efeito contrário. Fiquei toda contente por perceber que, às 23 semanas, estou apenas com mais 3kg do que o meu peso habitual, ou seja 66kg. Certamente, tem a ver com a alimentação que agora pratico. E sou mesmo rigorosa nisso. :)
Depois, fui ao gabinete do médico. Lá, não fiz nada a não ser conversar um bocadinho com ele. Como estou a ser acompanhada por outro médico, ele só observa e vai vendo as ecografias e análises.
Deram-me o número de telefone da enfermeira responsável pelos cursos de preparação para o parto. Também é lá que são feitas sessões e estou ansiosa por elas. Agora é só esperar que começe um grupo.
O meu Centro de Saúde é fantástico. E vocês, estão a ser bem acompanhadas?
O meu Centro de Saúde chama-se Unidade de Saúde Familiar Fénix (CS Vila Real II) e, ao contrário do que acontece em muitos sítios neste país, este funciona muitíssimo bem. Basta ligar para lá, agendar uma consulta e depois ligam-nos com uma hora. Neste caso, devolvem-me sempre a chamada no próprio dia e marcam a consulta para o dia seguinte. Chegando lá, não se vêem filas, nem pessoas amontoadas pelos cantos. Só nos pedem que cheguemos 30 minutos antes da hora da consulta, tiramos uma senha e chamam-nos a uma administrativa. Lá, confirmamos a nossa presença e aguardamos que nos chamem. Nunca se atinge essa meia hora.
Como era uma consulta de Saúde Materna, fui recebida por uma enfermeira que me pediu logo que recolhesse urina para uma análise instantânea. Não sei exactamente o que testou, mas disse estar tudo bem. Depois, sentou-me comigo, viu o meu Livro de Grávida, conversou comigo e eu falei-lhe do meu recente 'problema'. Disse que era importante fazer uma alimentação rica em fibras, mas que precisava de beber muita, muita água, ou faria o efeito contrário. Fiquei toda contente por perceber que, às 23 semanas, estou apenas com mais 3kg do que o meu peso habitual, ou seja 66kg. Certamente, tem a ver com a alimentação que agora pratico. E sou mesmo rigorosa nisso. :)
Depois, fui ao gabinete do médico. Lá, não fiz nada a não ser conversar um bocadinho com ele. Como estou a ser acompanhada por outro médico, ele só observa e vai vendo as ecografias e análises.
Deram-me o número de telefone da enfermeira responsável pelos cursos de preparação para o parto. Também é lá que são feitas sessões e estou ansiosa por elas. Agora é só esperar que começe um grupo.
O meu Centro de Saúde é fantástico. E vocês, estão a ser bem acompanhadas?
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