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16.7.14

Nariz entupido

No dia em que a Mia fez um mês, fomos presenteados com uma adversidade para a qual não estávamos nada preparados. Tinha o nariz entupido, dificuldade em respirar e fazia uns ruídos estranhos a respirar provocados por essa obstrução. Só melhorava quando estava ao colo, ou seja, passava noite e dia com ela encostada ao meu peito.

Liguei para a Saúde 24 e deram-me uma série de recomendações:

- Elevar a cama (Já estava). Ter cuidado para o bebé não escorregar. Quem não tem uma cama com a cabeceira passível de ser elevada, pode colocar um livro debaixo do colchão e deverá fazer o mesmo efeito;

- Não aquecer o quarto. No inverno temos a tendência de aquecer os espaços, mas isso só vai fazer secar as secreções dos bebés. É preferível colocar mais uma peça de roupa. No verão, acontece a mesma coisa devido ao calor;

- Colocar uma taça de água no quarto para "hidratar" um pouco mais o ar;

- Na altura de preparar o LA, pôr mais uns ml de água (poucos) para hidratar o bebé;

- Limpar o narizinho com soro fisiológico ou água do mar. Eu uso os dois.

Depois, consegui falar ao telefone com a pediatra que corroborou tudo o que foi dito e ainda me receitou Neo-Sinefrina, uma gotinha em cada narina.

Entretanto, como eu não estava descansada, fui mesmo ao consultório da pediatra e ela confirmou que era apenas o narizinho entupido e os pulmões estavam óptimos. Fiquei mais descansada, mas a verdade é que o nariz dela nunca mais desentupiu, mas parece que isso também é normal em bebés. Os bebés não conseguem expulsar as secreções e elas vão-se acumulando.

Agora que ela já não está constipadita, a limpeza do nariz continua a fazer parte das nossas rotinas. Diariamente, uso a água do mar Rhinomer Baby. Pode ser usado desde os primeiros dias. Introduz-se aquela pontinha no nariz, pressiona-se e sai em spray. Eu tapo-lhe sempre os olhinhos porque ela mexe-se e sai sempre algum para fora. Uso, também, o soro fisiológico porque limpa tudo. Colocada de barriga para baixo, cabecita para um dos lados, despeja-se o soro pela narina. Vai sair pela outra, limpando-as. Faz-se o mesmo com a outra narina. Pode comprar-se o soro em tubinhos individuais, ou um saco de soro, retirar com uma seringa e aplicar o soro no nariz com a seringa (sem agulha, sim?!). Pessoalmente, prefiro usar as doses individuais, mas muitas mamãs preferem a seringa. Podem usar um ou dois tubinhos em cada narina, de acordo com a quantidade de porcaria que haja no narizito. Quando fui à pediatra, na altura, eu já aplicava o soro em casa, mas era meio tubinho em cada narina e ainda ficava um bocadinho no fundo. A médica limpou-lhe lá o nariz. 2 tubinhos em cada narina e saiu tanta, mas tanta porcaria... Podem abusar do soro e da água do mar, que não faz mal absolutamente nenhum. Mesmo em bebés que não estão entupidos, podem aplicar umas gotinhas e vão ver que o bebé vai mamar, comer e respirar muito melhor. Depois do soro ou da água do mar, podem aspirar um pouco. Aspirar pode ser duro para os bebés e para os pais. A minha já percebeu que é uma coisa boa e não chora. Cuidado com o abuso da aspiração para não irritar a mucosa nasal. Nunca mais do que 3 vezes por dia. Depois da aspiração, costumo deitar mais uma ou duas gotas no nariz para hidratar.

Como muitos pediatras desaconselham o uso de nebulizadoes em bebés muito pequenos, deixo-vos uma dica boa que resulta com a minha menina. Tomem banho com o bebé ou levem-no para a casa de banho depois do banho. O vapor de água vai fazer muito bem. Eu costumo metê-la na cabine do duche (sempre acompanhada, claro!), fica lá uns minutinhos e isso faz maravilhas.

Beijinhos,
Mara




6.7.14

A culpa

Desde que a minha filha nasceu que conheci sentimentos muito bonitos e profundos. Hoje gosto mais dela do que ontem e acredito que amanhã gostarei mais ainda. É uma descoberta constante e estou a adorar conhecê-la. Para quem nunca conviveu de perto com bebés, como eu, tudo é novidade. É mesmo o melhor do mundo. Outra emoção que senti e continuo a sentir é a CULPA. E esta culpa apresenta-se em várias frentes.

Logo para começar, a culpa de não ter leite. Bem me puseram a bebé ao peito imediatamente após ter nascido, mas nada. Insistimos com a bomba e não saía nada. Nem queria acreditar que não podia amamentar a minha princesinha. Já em casa, o leite apareceu, mas a menina não conseguia mamar e foi mesmo graças à bomba que lhe fui dando uma dose mínima de leite materno por dia. Senti-me sempre muito mal e chorei muitas vezes por não conseguir dar de mamar à minha filha. Entrei, enretanto, para um grupo de amamentação no facebook e foi aí que deixei de me sentir tão culpada. Havia por lá muitos membros que queriam ajudar, aconselhar e estimular à amamentação. Outras pessoas, porém, só criticavam e julgavam quem não amamentava. Será que esse é o único critério para se ser boa mãe? Para mim não é, de todo!

Depois, também senti culpa por me sentir cansada. E continuo a sentir. Tratar de um bebé é avassalador. Eu ficava exausta porque tratava dela de 3 em 3 horas. Dar de mamar, pôr a arrotar, mudar fralda, lidar com eventuais fugas e banhos e trocar a roupa... entretanto são horas de dar de mamar de novo. O pai ajuda, mas pouco. Fica parado, maravilhado, a olhar para a princesa e é pouco prático. As tarefas demoram-se no tempo e chega a angústia e culpa por estar exausta. Queria estar sempre feliz e disposta a cuidar da minha menina, mas isso nem sempre acontece e é necessário aceitar a ajuda que nos oferecem, por muito que nos custe.

Um dia, tinha a minha menina umas 3 semanas, fui a um jantar de aniversário e recepção de uma amiga que vive no Brasil. Paraceu-me, na altura, que podia estar uma horita longe dela. Na verdade, foi extremamente doloroso e mais demorado do que pensei. Só não abandonei o jantar mais cedo para não ser mal educada. Mas a ansiedade era tanta que eu nem conseguia prestar atenção ao que se falava. A cereja no topo do bolo foi quando chegou um casal, já o jantar tinha começado. Perguntaram-me se já deixava assim sozinha a minha filha tão pequena. Senti-me mesmo mal, uma má mãe. A culpa de a deixar com outras pessoas. Depois, virei-me contra o meu marido, que é quem me convence sempre a deixá-la com os meus sogros. Choro muitas vezes, fico ansiosa se não tenho notícias, mas cada vez menos me sinto culpada. Ela está com pessoas que a amam muito e tratam bem dela. Até pode sentir a minha falta e eu a dela, mas é por pouco tempo e penso que poderá ter vantagens a longo prazo.

Intimamente ligada à culpa de a deixar com outras pessoas está a culpa de ter voltado a trabalhar um mês e meio depois da minha filha ter nascido. Ajuda bastante trabalhar em casa ao computador e a Mia ser sossegada, mas há dias em que tenho muitas chamadas de conferência e não dá para ela estar comigo. Vai para os avós. Já tive crises de choro quando ela vai embora, quando me apercebo que ela não está comigo. É terrível! Sinto-me culpada por precisar de trabalhar e não poder estar com ela, dando-lhe toda a atenção que ela merece. Eu, que sempre fui a favor de mães trabalhadoras, tal como a minha mãe, hoje acredito que gostaria de me dedicar exclusivamente à maternidade. Sim, é surpreendente mesmo para mim. Eu gosto de ser eu a fazer tudo à minha filha, especialmente dar de comer, o banho, mesmo a fralda. Não gosto que estes procedimentos mais íntimos sejam feitos por outras pessoas. É cansativo, mas eu gosto de ser eu a cuidar da minha filha. Sempre que possível, eu acumulo 8 horas de trabalho com as necessidades um bebé de 2 meses. Ela ainda mama de 3 em 3 horas, no máximo de 4 em 4 horas durante a noite, por isso ando sempre em modo zombie.

Tenho a impressão de que este tópico não está concluído. Se, por um lado, há culpas que já foram combatidas, há novas culpas que surgem. E há pessoas que têm o dom de nos fazer sentir culpadas. Há que afastá-las.

5.6.14

App Mãe Coruja

Hoje faltei a uma consulta de neonatologia por pura confusão. É verdade que ando muito cansada, mas estava convencidíssima de que dia 5 de Junho era amanhã. E só dei conta mesmo ao final do dia, ou seja, ainda nem sequer pude remarcar. Ando muito cansada e estas confusões são muito comuns em mamãs atarefadas.

Recentemente, fui contactada por uma mãe coruja do Brasil, a Fernanda Camargo, mãe da Giovanna, que me apresentou uma aplicação criada por si para iPhone e iPad. Esta aplicação evitaria facilmente o constrangimento de hoje. Na aplicação há uma série de funções gratuitas, como o Leite, o Sono, as Fraldas e as Vacinas. Neste momento, estou completamente dependente das funções Leite e Fraldas. Sempre anotei tudo no meu iPhone porque, ao fim de algum tempo e com o cansaço, acabamos por não saber a que horas foi a última mamada, quando fez cocó pela última vez, quanto tempo dormiu, etc. Nesta aplicação, facilmente inserimos a informação e temos acesso a tudo. Ora vejam!









23.5.14

Um mês e tal de mãe

Um mês e tal não! Para ser mais concreta, eu sou mãe há muito tempo. Gosto de cuidar dos outros, gosto de proteger. Sou mãe fervorosa e sofredora dos meus animais. Sei que devia tratá-los como bichos que são, mas não consigo. Toda a vida quis ser mãe de uma pessoinha, mas a gravidez e o parto afastavam-me dessa ideia. Depois, também não era uma pessoa muito dada a crianças pequenas, muito menos bebés. Não sabia muito bem o que fazer com eles, sobretudo se ainda não falassem. Com os animais é diferente. Sou capaz de atravessar a rua para fazer festinhas num cão. Eles não falam, mas nem precisam de o fazer.

Então, se já me sentia mãe há muito tempo, mas não foi logo que me senti mãe da minha pequena princesa. Recebi a informação de que estava grávida, mas só quando senti os movimentos dela é que a ficha caiu. O sentimento de protecção, porém foi imediato. Sabia que tinha que proteger alguém que ainda não conhecia.

Há 6 semanas e 1 dia conheci, finalmente, o meu amor maior. Foi assustador vê-la cá fora e poder tocar-lhe. Que grande responsabilidade! Foi ela que me ajudou. Ela já me conhecia há mais tempo do que eu a ela. O mundo dos bebés era uma total novidade para mim. Sempre achei que um bebé não dava nada em troca. É tão errado! A mim basta-me ficar a olhar para ela para ter a maior recompensa de todas. Ela não precisa de fazer nada. Nas primeiras duas semanas, tenho a sensação de que não dormi nada. Ora estava a tratar dela, ora a olhar para ela. Dormir era o maior desperdício de tempo. Hoje, já me permito dormir. Sei que tenho que estar bem para cuidar dela.

Não gosto de me separar dela. Sempre que o fiz, estava ausente, sempre a pensar nela. Olhava para o relógio, aguardava notícias, uma aflição. Tenho a certeza de que fico pior eu do que ela. Mas sei que um bebé tão pequeno não fica indiferente à ausência da mãe. A minha pequenina está sempre comigo, sente-me, sente o meu cheiro. É normal que sinta a minha falta. Não deve é ficar tão ansiosa como eu.

Um mês e tal depois da minha princesa ter nascido, só me arrependo de não ter tido a ousadia de ser mãe antes. É, efectivamente, a melhor coisa do mundo. Compensa todas as indiposições da gravidez, cansaço, alterações do corpo, dores, o parto. Posso estar ainda sob o efeito das hormonas, mas ser capaz de fazer um ser humano é simplemente um milagre da natureza.

Só para terminar, queria deixar-vos com uma frase que uma amiga me disse um dia destes. Ela, completamente apaixonada pela sua filha, dizia que esta tinha nascido dela, mas não era sua. Pois eu discordo. Para mim, a minha filha é minha. Ainda não cheguei a esse nível de desapego. É minha, minha, minha. Pronto! E um bocadinho do pai. :)

22.5.14

O parto #2

Quando vos falei do meu parto, achei que tinha sido muito (demasiado!) descritiva. Afinal, ainda faltava falar ainda de uma ou duas coisas. Aliás, nunca li nada sobre isso e achei engraçado partilhar aqui.

Após me ter sido administrada a epidural, comecei a sentir imensa comichão no corpo, sobretudo na zona do tronco. A determinada altura, as minhas duas mãos já não eram suficientes para me aliviar. Já para não falar da figurinha que eu estava a fazer a coçar aqui e ali. Perguntei às enfermeiras e confirmaram que era um dos efeitos da analgesia. Pronto, fiquei descansada e já nem me lembro quando é que passou, mas não demorou muito tempo.

A outra coisa engraçada aconteceu já no quarto do internamento. Como sabem, os hospitais são muito quentes. Aliás, uma das minhas preocupações foi arranjar camisas de noite muito, muito frescas porque eu não me sinto bem com o calor excessivo. Então, estava a sentir-me óptima até que mudei da maca para a cama e passei a sentir um frio terrível. Mas era um frio de estar a tremer. Puseram-me uns cobertores na cama e continuei a tremer. Passado umas horas, já estava a transpirar. Tirei os cobertores da cama e continuava a transpirar. Foi assim nos dias seguintes e, mesmo, já em casa. Foi-me dito que eram alterações hormonais.

E, pronto, era isto.

13.5.14

Data prevista para o parto

Hoje era a data prevista para o meu parto. A minha princesa acabou por chegar quase um mês antes do tempo. Apesar de toda a felicidade que ela trouxe, não consigo deixar de pensar no erro médico que precipitou o seu nascimento e nas possíveis consequências de um parto prematuro. Felizmente, a minha menina nasceu pequenina, mas muito saudável e com vontade de crescer. Até à semana passada, já tinha aumentado meio quilo no peso. Come com voracidade e urgência. Quando a fome se manifesta, ela abre as goelas como se estivesse a passar fome há dias. E tem que comer logo! As doses de leite aumentaram de 30, para 60 e, desde a semana passada, para 90 ml. Acho até que os 90 ml já não a satisfazem. Parece-me tão estranho um ser tão pequeno comer tanto... Não lhe quero aumentar a dose antes de falar com a pediatra. Eu estou a tirar o meu leite com uma bomba. Infelizmente, não consigo produzir leite suficiente para as necessidades dela e tenho que lhe dar fórmula. Enquanto puder, vou acumulando os dois tipos de leite, mas como ela já bebe tanto, não consigo dar-lhe muito do meu leite. Hoje, por coincidência, tive que ligar para o consultório do excelentíssimo médico que me provocou o parto prematuro por causa de umas facturas. Falei com a secretária e ela perguntou-me se a bebé já tinha nascido. E eu disse que sim, que nasceu um dia depois de eu ter estado lá na consulta. E ela respondeu que era normal, que era o "jeitinho especial" que o doutor costumava dar. Quando lhe disse que foi um mês antes do tempo, ela disse que isso não. Fiquei cada vez mais convencida de que ele confundiu tempos e datas. Aquele irresponsável!! Apesar de muita gente me dizer que ainda bem que ela nasceu antes, eu recuso-me a esquecer o abuso de que fui (fomos) vítima(s). Admito que o parto e respectiva recuperação foram fáceis devido ao tamanhinho dela, que pudemos tê-la connosco um mês antes, mas não vou agradecer ao médico por isso. A minha menina estava muito bem na minha barriga. Estava confortável e a engordar. Não tinha nada que ser exposta a este mundo antes do tempo. Eu não tive leite, não tinha uma série de coisas preparadas, ainda estava a trabalhar... Além disso, fico com a sensação de que se eu tivesse um trabalho com mais stress e esforço físico, a pequenina teria nascido ainda mais pequenina. Graças a Deus que descansei muito, alimentei-me bem e não a incomodei em nada. Por outro lado, será que eu trocava este último mês por alguma coisa? Claro que não! Ainda bem que vieste no dia 17 de Abril e não no dia 12 de Maio.

23.4.14

O parto

No ultimo texto descrevi a terrível consulta com o meu obstetra. Foi aí que começou o meu parto.
Cheguei a casa ainda muito abananada, deitei-me no sofá a escrever o post para o blogue e trabalhei ao computador, sempre deitada de lado. Tinha contrações, sem dores, mas sentia aquelas dores, tipo menstruais, o tempo todo. Como já era habitual, não quis dar muita importância. Entretanto, o meu marido pediu-me que fôssemos jantar ao café ao lado de casa, pois ia dar um jogo de futebol com o Benfica. Fui a pé e regressei depois com uma amiga.
Em casa, fui à casa de banho e vi a primeira parte do rolhão mucoso. Era um muco espesso, cheio de sangue e absolutamente assustador. Ao longo de toda a gravidez, não tinha perdido uma gotinha que fosse de sangue e ver aquilo tudo foi muito mau. Porém, o médico tinha alertado para alguma lerda de sangue nos dias seguintes ao toque. Assumi que fosse normal. A partir daí, comecei a sentir contrações com dor. Era meia noite e as contrações vinham de 6 em 6 minutos, qual relógio. Muito raramente, eram 7 ou 12 minutos. Dei-me ao trabalho de passar a noite toda a anotar os minutos no telemóvel, na esperança das construções ficarem irregulares. Por volta das 2 da manhã, liguei à minha cunhada para saber o que seria aquilo, já que se estava a tornar insuportável. Disse que podia ser normal, que fosse tomar um banhinho quente. Se fosse o parto, acelerava-o, se fossem apenas dores, aliviavam um pouquinho. De facto, aliviou o suficiente para eu dormir umas 2 horas e depois voltou tudo ao mesmo. 6 em 6 minutos uma dor muito forte por uns 10 segundos. Eu nem queria acreditar que pudesse ser o parto. O marido dizia que aquilo devia ser normal, que não devia ser assim tão forte, que aguentasse, que o médico sabia o que estava a fazer, etc, etc. Sempre que adormecia, acordava e ia ver a última contração e tinha sido há 6 minutos atrás. Não dormi nada.
De manhã, perdi o resto do rolhão, desta vez mais abundante. Fui logo fazer as análises, como o médico pediu. Entrei no laboratório a chorar com dores. Fiz o hemograma e a cultura da bactéria estreptococo B e pedi que fossem entregues ainda naquele dia, pois não sabia o que ia acontecer e precisava mesmo delas. Só me davam o hemograma ao fim do dia, a outra só na semana seguinte.
Fui para casa, e tratei de informar no trabalho que não conseguia trabalhar e que precisava de tirar uns dias. Nem sabia se não ia mesmo entrar em trabalho de parto. Eu tinha que preparar 2 pessoas para me substituírem durante a minha licença, mas só ia fazer isso mais tarde, mais próximo de Maio. Enviei os documentos necessários para poderem fazer o meu trabalho e apressei-me a desligar o pc. Neste tempo todo, tive o raio das contrações de 6 em 6 minutos. Ao início da tarde, fui ao serviço de internamento de obstetrícia e ginecologia ter com a minha cunhada para fazer um travado e ver como estaria a minha pequena. Ela estava bem, mas as contrações já tinham uma grande amplitude. Foi-me aconselhado andar a pé. Quando saí do hospital, já nem me apetecia ir para casa, tais eram as dores. Por mim, tinha ficado logo lá, mas por algum motivo eu recusava-me a acreditar que aquilo fosse o parto. Não podia ser! Eu só tinha 36 semanas e 4 dias. Descansei a gravidez toda, não tinha tensão alta, as análises estavam todas óptimas e no dia anterior o médico não disse nada que o parto estaria iminente. Estive uma meia hora em casa, no escuro e resolvi ir para o hospital, desta vez para as urgências. Fosse o que fosse, nada justificava que eu estivesse com tantas dores e durante tantas horas. Estava exausta pelas dores e pela falta de sono.
No hospital, a minha cunhada entretanto tinha saído do seu turno e acompanhou-me o tempo todo. O médico que me recebeu não se surpreendeu que eu estivesse cheia de dores e perguntou o que é que o meu médico teria na cabeça para me fazer o que fez. Já não me deixaram sair. Fiquei com a confirmação de que o trabalho de parto foi provocado no consultório do médico, no dia anterior. Fizeram-me vários toques e nenhum doeu. Não doeu nada! Depois perguntaram-me pelas análises do terceiro trimestre e não as tinha, claro. Conseguimos o hemograma, mas as outras não. Por causa disso, ficou determinado que tinham que assumir que o resultado era positivo e, portanto, teria que levar uma injeção de penicilina.
Vesti uma bata e chinelos do hospital e levaram-me para a ala dos partos. Fiquei numa sala com umas cintas na barriga, que controlam o bebê. Puseram-me um cateter com soro e ali fiquei ã espera. As dores mantinham-se no mesmo ritmo e intensidade, agora talvez até mais fortes. De vez em quando, faziam o toque. Eu pedia a epidural e as enfermeiras pediam-me que respirasse. Ora, a respiração, nesta fase, não atenua a dor. Simplesmente leva oxigênio ao bebé. Era nisso que eu pensava, mas chegou a um ponto que já não conseguia. E aí, já não eram dores de 6 em 6 minutos. A mim parecia-me tudo seguido e muito prolongado.
Finalmente, fizeram-me mais um toque e chamaram uma anestesista. Tinha um ar muito jovem, de marrona, mas muito simpática e querida. Explicou-me tudo, fez umas perguntas e lá começou o procedimento. Sentei-me na cama, de costas para ela, com as pernas em flor de lotus. Tive que ficar curvada, mas com os ombros relaxados. Deu umas anestesias na pele antes da epidural propriamente dita. Não dói, mas é uma coisa esquisita. Sente-se a agulha a entrar numa área dura, a resistência, a pressão. Picou-me várias vezes, talvez fruto da inexperiência. O pior disto tudo foi mesmo não me poder mexer durante as contrações. Sim, elas continuavam lá. De resto, é tudo muito suportável. Uns 5 minutos depois, as contrações eram muito mais leves, 10 minutos depois, sentia as contrações sem dor e logo a seguir já nem sentia nada. Sente-se sempre as pernas, mas com um formigueiro. Adorei a sensação da epidural. A dor acabou ao fim de 20 horas de sofrimento. Não há dinheiro no mundo que pague essa sensação.
Entretanto, começaram outros procedimentos e já nem sei bem por que ordem. Não me lembro porque foi tudo sem dor. Nada mais doeu em mim. Rebentaram-me as águas com a mão. Foi estranho, claro, mas não foi muito desagradável. Depois, algaliaram-me. Tinha muito medo disto, mas não custou mesmo nada. Pediram-me que me fosse virando ora para direita, ora para a esquerda para que a epidural fizesse o mesmo efeito de cada lado. Quando sentisse dor, podia chamar que reforçavam a dose de epidural. E fiquei para ali sozinha, a virar-me de uma lado para o outro, porque a enfermeira mandou a minha família jantar.
Ao fim de algum tempo, comecei a sentir as contrações ao de leve. Ia pedindo a quem entrava na sala que me reforçassem a dose. Não que doesse muito, mas tinha medo que demorasse a fazer efeito e que a dor evoluísse muito. Tinham todos ido jantar. Veio uma enfermeira e resolveu fazer-me o toque e disse que já estava. Chamou a enfermeira que me acompanhou, veio outra anestesista, reforçaram a dose e ligaram para a minha cunhada para regressarem do jantar. Ninguém atendia. Esperámos um pouco. Percebi que o parto se aproximava, mas eu não sentia nada. Nem pressão, nem vontade de fazer força, nada.
Não deu para esperar mais e puseram-me numa cadeira de rodas e fomos para a sala de partos. Subi para a marquesa e disseram-me que não fizesse força ainda, mesmo que tivesse vontade? Também não tinha. Por fim, pediram-me para fazer força e eu só me lembrava que estava ali para puxar e quis despachar o assunto. Usei o que aprendi nas minhas aulas de yoga e nas aulas de preparação para o parto. Inspirei, retive o ar, encostei o queixo ao peito e fiz força. Repeti isto 3 vezes, chega a minha cunhada à sala de partos e põem-me a minha filha na barriga.
Apanhei um susto enorme! A menina parecia um bichinho azulado, cheio de vėrnix a cobrir-lhe o corpo e não chorou de imediato. Já? Era já a minha filha? Limparam-na superficialmente, começou a chorar vigorosamente, pediram-me que cortasse o cordão umbilical e puseram-ma ao peito. Parou de chorar e foi um momento lindo.
A Maria Victória nasceu às 21:25 do dia 17 de Abril, com 45 cm e 2,345 kg.
Depois, chamaram o pai e foram tratar dela. Eu acompanhava tudo, e nem conta dei da expulsão da placenta, nem dos pontos. Fiquei a saber depois que só precisei de 2 ou 3 pontos e fizeram-me uma sutura intradérmica. Retiraram todos os cateteres (soro, algália e epidural) e fui para uma sala com a minha bebé. Permitiram que toda a família nos visitasse e eu estava super bem disposta, sem dores graças à epidural.
A irresponsabilidade do médico que me seguiu podia ter tido outras consequências. Graças a Deus, a minha filha nasceu bem, está bem e eu estou bem. 6 dias depois do parto, sinto-me óptima. Tomei Brufen e Paracetamol para as dores, que não foram muitas. Há 2 dias que não tomo nada.

(Nota do autor: o texto foi escrito num iPad e estou sem tempo para fazer a revisão. Desculpem qualquer erro.)

15.4.14

O emprego mais difícil do mundo!

Uma agência americana publicou um anúncio de emprego para "director de operações" numa empresa. Apenas 24 pessoas se candidataram. Os requisitos eram os seguintes:

- Estar quase sempre de pé
- Estar sempre em esforço
- Trabalhar entre 135 e horas ilimitadas por semana
- Cursos de medicina, finanças e culinária
- Sem férias
- A carga de trabalho aumenta no Natal, Passagem de Ano e outros feriados
- Sem tempo para dormir
- Salário = 0$

O anúncio teve 2.7 milhões de visulizações, mas apenas 24 pessoas se candidataram. A entrevista, através de webcam, e as suas reacções em tempo real, foram registadas em vídeo.

Apreciem! :)


14.4.14

Pensos para o pós-parto

Como sabem, tenho uma familiar a trabalhar no internamento de obstetrícia que me deu dicas preciosas sobre os pensinhos para o pós-parto. No hospital onde a minha filha vai nascer não dão esses pensos, por isso temos que ir prevenidas.

Umas senhoras que andavam comigo nas aulas de preparação para o parto disseram-me que iam levar umas cuecas descartáveis, já com penso incluído. Portanto, uma espécie de fralda. Até fazia algum sentido. Não há incómodos, não há fugas e depois vai tudo para o lixo.

O problema que se coloca aqui é mesmo o tipo de parto que se teve. Se for cesariana, creio que estas "fraldas" sejam mais adequadas. Retêm o fluxo, neutralizam o odor (?) e facilitam na higiene. Porém, se for parto normal, com laceração ou corte, a coisa complica.

Segundo me foi explicado, o melhor é usar os pensos mais grossos, tipo os antigos. Se usarmos as "fraldas" ou aqueles pensos muito absorventes, isso fará com que aguentemos mais tempo com eles, adiando a higiene e a sua substituição. Há maus cheiros, há um corte naquela zona e as infecções aparecem. Aqueles que têm uma superfície de silicone ou plástico também são desaconselhados pelo contacto que mantêm com a pele.

Por isso, seguindo o conselho da especialista, e não querendo ter pontos infectados e outras coisas, comprei os pensos no Jumbo. Comprei 3 embalagens para fluxos diferentes. São super baratinhos, podem ser substituídos facilmente e com menos de 5€ comprei imensos pensos.

3.4.14

A caminha da princesa

Como é óbvio, a minha princesinha não vai ficar já nesta caminha, mas custava-me entrar no quarto e não ver a cama pronta. Ainda faltam aqueles rolinhos, não é?

Cama Trama
Edredão Piubelle
Coelhinho Chicco


1.4.14

Visita ao CHTMAD | Hospital de Vila Real - Bloco de partos einternamento

Peço desculpa pelo atraso, mas o trabalho não me permitiu sentar-me e escrever sobre a visita. E, quando tive disponibilidade, não tive vontade. Ando super cansada, fruto das minhas 34 semanas.

Então, na passada quinta-feira, eu e o grupo de grávidas do meu Curso de Preparação para o Parto fomos visitar as instalações do Hospital de Vila Real.

Primeira paragem: Bloco de Partos

Fomos guiadas pela enfermeira-chefe do serviço. Aqui, encontramos uma área com várias salas, cada uma com a sua função. Logo na entrada, há uma secretária com um computador que ajuda a monitorizar as senhoras que estão à espera de bebé. Significa que não precisam de estar ao nosso lado para nos acompanharem devidamente. Depois, visitámos uma sala para onde vamos quando já estamos com contracções e aguardamos o parto. Há outras salas destas, que têm 2 camas, ou seja, duas senhoras podem estar aqui em simultâneo. Estava lá uma senhora monitorizada, deitada de lado, bastante calma e sorridente. Aqui, temos direito a ter um acompanhante, mas ele só tem acesso a uma cadeira. Pareceu-me uma situação bastante desconfortável para quem acompanha, caso o trabalho de parto se prolongue por várias horas. Informaram-nos que, se este trabalho de parto de desenrolar durante a noite e estiver demorado, aconselham o acompanhante a regressar de manhã, dado que nesta fase não se passa grande coisa. A mãe deve descansar e preparar-se para o parto. É aqui que se administra a epidural. Caso o parto se precipite e não haja tempo para levar a mãe para a sala de parto, propriamente dita, a cama facilmente se transforma numa cama obstétrica e o parto pode ser realizado ali mesmo.

Caso tudo corra dentro do previsto, quando for a hora do parto, somos levadas para outra sala, ali ao lado, onde é feito o parto. A cama é igual, mas sem a parte inferior. Tem uns suportes para as pernas e uns apoios para os braços, onde nos agarramos quando for para fazer força. O acompanhante pode estar presente, desde que não haja outra parturiente na sala (sim, há essa possibilidade!) e que não haja complicações. Falaram-nos dos "microlax" antes do parto e do que pode acontecer durante o parto. Sim, as senhoras podem fazer cocó, mas pareceu-me que o pessoal de enfermagem não está minimamente preocupado com isso. Ao lado, há uma zona para onde levam o bebé para ser limpo e vestido. Muitas vezes, é o pai ou acompanhante que veste o bebé, enquanto a mãe está a ser tratada.

Noutra sala, pudemos ver alguma incubadoras. Não são incubadoras para bebés com problemas. Eles só ficam aqui até a mãe poder receber o bebé. É mais quentinho. Aqui também colocam umas pulseirinhas nos pés, com alarme, para que os bebés não possam ser roubados.

Segunda paragem: Serviço de Internamento de Obstetrícia

No quarto andar está o serviço de obstetrícia para onde vamos após termos descansado do parto. Quem nos fez a visita guiada foi, nada mais nada menos, do que a minha cunhada. A tia da minha princesa é enfermeira neste serviço e explicou-nos tudo. Levou-nos a uma sala onde se dá banho aos bebés. O primeiro banho é dado pelo pessoal de enfermagem e é nesta altura que é administrada ao bebé a vacina da BCG. O segundo banho é dado pela enfermeira, com a ajuda da mãe, para que possa aprender como se faz. Depois, estamos por nossa conta. É dada uma outra vacina, já no quarto, mas não me lembro para quê. Fomos, também à sala de amamentação. Esta sala é muito bonita e serena e permite às mães estarem mais resguardadas durante a amamentação. Isto para o caso de partilharem o quarto com outra senhora ou se tiverem visitas no quarto. Ali, também há bombas de amamentação e todos os problemas são minimizados. Apesar de incentivarem à amamentação, todos os desejos das mães são respeitados. Quem não pretende amamentar, não o fará. Não visitámos nenhuma enfermaria, pois estavam todas ocupadas.


Em suma, o Bloco de Partos, apesar de mais amigável do que eu pensava, continuou a ser assustador para mim. As pessoas eram todas muito simpáticas, mas não consigo abstrair-me do que se passa por lá. O internamento é absolutamente normal, não assusta. Queria muito fazer esta visita para me descontrair mais um pouco, mas não consegui. O pânico mantém-se.

26.3.14

Contentor para fraldas Chicco

Ontem, comprei o contentor para fraldas Mangia Pannolini, da Chicco. Uns amigos já usavam e recomendaram muito.

Este contentor tem muitas vantagens:

- Pode usar sacos de plástico normais;

- Bloqueia odores;

- Fácil de usar, uma vez que permite aos pais segurar sempre o bebé durante o momento da muda da fralda;

- Quando estiver cheio, o saco de plástico pode ser facilmente removido e eliminado, reduzindo assim a dispersão de odores desagradáveis;
- Pode conter até 30 fraldas, dependendo do tamanho do saco;
- Fácil de lavar;
- Ecológico, pois autilização de um único saco de plástico reduz de forma significativa os desperdícios de plástico e simplifica, ao mesmo tempo, a recolha diferenciada.


As boas notícias é que está em promoção até ao final do mês. Comprei-o ontem por 49.90€, mas habitualmente custa 59,90€. Para além disso, deram-me um pacote de fraldas. Não percam a oportunidade.












4.2.14

Prendinhas!!

Hoje foi um dia em cheio! Fartei-me de desembrulhar coisas lindas. :)

A verdade é que eu adoro abrir presentes, mesmo quando sou eu que os compro, como é o caso. Pareço uma criança!

Então, vamos a isto!




Este quadro lindo, feito à medida do que pedi, foi concebido pela Maria Mariquitas. Representa-me a mim, ao pai, a Maria Victória na barriga e os nossos bichanos, Tonicha e Joaquim. O embrulho estava muito bonito, também, e foi entregue por um estafeta. Serviço 5 estrelas.




Este conjuntinho lindo chegou pelo correio e veio da loja Cantinho do Bebé, em Quarteira. Estava com receio de não ter gorrinhos e sapatinhos suficientes para os primeiros dias e adorei este, da Tuc Tuc.



A Dodot também foi uma querida e enviou-me uma amostra de toalhitas. Também fico toda feliz com estas coisinhas pequeninas. :)



O catálogo Primavera/Verão da Vertbaudet não conta? Claro que conta.

Hoje foi uma alegria. Fosse assim todos os dias. :)

30.1.14

As compras grandes

Depois da odisseia que foi escolher um carrinho, ei-lo aqui:


Confesso que deleguei esta decisão ao pai e espero não me arrepender. Eu queria um trio leve e pequeno. Vou passar os primeiros meses da minha bebé sozinha e o meu carro tem uma mala pequena, logo não podia ter um carrinho grande e pesado. Tem que ser uma coisa fácil de manobrar, também. Aconselharam-nos a ir ao El Corte Inglès ou ao Norte Shopping ver a enorme oferta de carrinhos que têm por lá. Sinceramente, ter ido à Chicco, à Zippy e à BébeConfort já foi traumatizante que chegue. Eu perco o foco com muitas propostas. Depois, não acho que os funcionários nos orientem. Apresentam tudo e não aconselham. Resultado, viemos para casa, fizemos comparativos, vimos vídeos e o homem chegou a este belo resultado. Evitámos uma viagem ao Porto e o assunto resolveu-se. Pelo menos para já...

Agora, estou com outro problema. E dos grandes. Preciso de móveis para o quarto da piquena.

O quarto não é grande. Só vou ter espaço para um armário, uma cómoda e a cama. Adoro o mobiliário da Trama, mas parece-me um pouco carote. É daquelas coisas que eu adoro, mas em que não me apetece empatar imenso dinheiro. Um dia destes, ela precisa de ir para o quarto grande, nova mobília, etc... Estou com vontade de mandar fazer a mobília, desde que fique mais barato. Este vai ser o projecto dos próximos dias.

18.1.14

Consulta de Saúde Materna no Centro de Saúde

Apesar de estar a ser acompanhada por um médico privado, sempre me aconselharam a ser seguida também no Centro de Saúde da minha área.

O meu Centro de Saúde chama-se Unidade de Saúde Familiar Fénix (CS Vila Real II) e, ao contrário do que acontece em muitos sítios neste país, este funciona muitíssimo bem. Basta ligar para lá, agendar uma consulta e depois ligam-nos com uma hora. Neste caso, devolvem-me sempre a chamada no próprio dia e marcam a consulta para o dia seguinte. Chegando lá, não se vêem filas, nem pessoas amontoadas pelos cantos. Só nos pedem que cheguemos 30 minutos antes da hora da consulta, tiramos uma senha e chamam-nos a uma administrativa. Lá, confirmamos a nossa presença e aguardamos que nos chamem. Nunca se atinge essa meia hora.

Como era uma consulta de Saúde Materna, fui recebida por uma enfermeira que me pediu logo que recolhesse urina para uma análise instantânea. Não sei exactamente o que testou, mas disse estar tudo bem. Depois, sentou-me comigo, viu o meu Livro de Grávida, conversou comigo e eu falei-lhe do meu recente 'problema'. Disse que era importante fazer uma alimentação rica em fibras, mas que precisava de beber muita, muita água, ou faria o efeito contrário. Fiquei toda contente por perceber que, às 23 semanas, estou apenas com mais 3kg do que o meu peso habitual, ou seja 66kg. Certamente, tem a ver com a alimentação que agora pratico. E sou mesmo rigorosa nisso. :)

Depois, fui ao gabinete do médico. Lá, não fiz nada a não ser conversar um bocadinho com ele. Como estou a ser acompanhada por outro médico, ele só observa e vai vendo as ecografias e análises.

Deram-me o número de telefone da enfermeira responsável pelos cursos de preparação para o parto. Também é lá que são feitas sessões e estou ansiosa por elas. Agora é só esperar que começe um grupo.

O meu Centro de Saúde é fantástico. E vocês, estão a ser bem acompanhadas?

3.1.14

Lista de enxoval do bebé

Encontrei esta lista na Internet e parece-me bastante completa. Por outro lado, também acho que é muito longa. Provavelmente, é a minha inexperiência a falar.

Gostava que me orientassem e vissem se a lista é precisa, se falta alguma coisa, se há coisas a mais, tendo em conta que a minha princesa vai nascer no início de Maio.

Uma ajudinha, por favor. :)

Lista 

Roupa
● 12 fraldas de pano de algodão
● 6 bodies interiores manga comprida (tamanho 50 cm)
● 6 bodies manga comprida (tam. 56 cm – 1 mês)

● 6 bodies manga comprida (tam. 62 cm–3 meses)
● 6 bodies manga curta (tamanho 3-6meses)
● 6 bodies manga curta (tamanho 3-6meses)
● 4 babygrows/pijamas (tamanho 50 cm)
● 6 babygrows/pijamas (tamanho 56 cm)

● 4 babygrows/pijamas (tamanho 62 cm)
● 3 calças com pés (interiores)(tamanho 50 cm)
● 3 calças com pés (interiores)(tamanho 56 cm)
● 4 camisas (3-6meses)
● 2 camisolas (1-3meses)
● 4 camisolas (3-6meses)
● 4 calças (3-6meses)

● 2 jardineiras (3-6meses)
● 5 pares de meias (vários tamanhos)
● 4 botinhas lã
● 3 sapatinhos (mas só a partir dos 3 meses)
● 3 casaquinhos (56 cm – 1mês)
● 3 casaquinhos (62 cm – 3 meses)
● 1 casaco de sair (56 cm)
● 1 casaco de sair (62 cm)

● 2 Casaquinhos sair 3-6 meses
● 6 babetes grandes com velcro e forro impermeável
● 6 babetes médios com forro e fecho velcro
● 7 babetes pequenos com forro e velcro
● 3 barretes/toucas (0-1)
● 4 barretes/toucas (1-3)
● 1 Par luvas

● 3 Sacos bebé

Quarto

● Espreguiçadeira

● Parque de actividades
● 1 alcofa Na compra do carrinho vem a alcofa
● Forro alcofa
● 2 resguardos alcofa
● 4 lençóis alcofa
● 2 cobertores alcofa
● 1 cama grades e colchão

● 1 Protecção grades 360º (vertbaudet) + forro colchão
● 3 resguardos
● 2 cobertores cama grades
● 1 edredão + 2 capas (comprar na vertbaudet)
● 4 lençóis cama grades
● almofada
● rolos laterais suporte bebé
● cesto roupa suja
● 1 cómoda
● 1 roupeiro
● intercomunicador
● luz presença
● Mobile

● Dossel para cama de grades

● Ursinho Dodoo

Exterior
● 1 carrinho
● 1 ovo conversível em alcofa - Vem com o carrinho
● 3 mantinhas
● saco/mochila - Vem com o carrinho
● brinquedo para ovo

● Porta documentos bebé


Banhos / higiene / saúde
● 1 banheira com suporte e rodas
● 4 toalhas banho com capuz
● gel banho/shampoo/creme hidratante
● 1 termómetro banho
● 1 tesoura unhas pontas redondas
● 1 aspirador nasal
● 1 termómetro para febre (se for dos normais convém escolher ponta mole)
● 1 escova e pente
● 1 esponja natural
● 20/50 fraldas pequenas ou recém nascido
● 50 fraldas etapa 2
● toalhitas
● creme rabinho
● Compressas esterilizadas para olhos e umbigo grande e pequena
● compressas não esterilizadas grandes e pequenas
● Álcool 70º
● algodão (próprio para bebés, que não largam pêlo)
● óleo de amêndoas doces
● soro fisiológico
● cotonetes bebé
● perfume sem álcool
● bebegel
● infacol (cólicas, acho que faz milagres)
● 2/4 chuchas (2 recém nascido)
● 1 guarda chuchas
● 1 corrente chucha

Alimentação
● 4 biberões Avent – 2 de 250 ml e 2 de 150 ml (as tetinas podem ser latex ou silicone com orifícios pequenos)
● 1 bomba p/ tirar leite manual Avent
● 1 escovilhão para lavar os biberões
● Esterilizador Microondas Avent
● aquecedor biberões (comprar só depois de nascer se fizer falta)
● termo biberões

Lista Mamã (maternidade)
● exames médicos + caderneta grávida
● creme mamilos (sugestão de dois milagrosos: lansinolt natural n precisa de lavar antes de dar de mamar e Purelan)
● creme massajar maminhas (trombocid)
● Protectores de mamilos (os da chicos são bons)
● discos absorventes (os do continente são óptimos)
● Compressas térmicas para o peito (por ex: Bebé Confort, servem para colocar quentes quando se der a subida do leite, para ajudar a desobstruir, ou a frio no peito dorido ou inflamado)
● discos de gel para mamilos gretados (aquamed produto novo... dizem que dá muito resultado)
● 3/4 camisas de noite abertas à frente
● cuecas descartáveis
● 2/3 soutiens de amamentação (Chicco, pré-natal ou playtex)
● Faixa ou cinta pós parto (opcional)
● elásticos p/ o cabelo
● escova cabelo
● pinturas
● 1 roupão
● 1 chinelos quarto
● 1 chinelos p/ banho
● pensos higiénicos (grande absorção)
● lenços papel
● produtos de higiene
● máquina fotográfica e filmar
● roupa para sair

Malinha bebé (maternidade)
● 4 mudas de roupa, separadas em saquinhos (e identificadas com etiquetas: 1º dia, 2º dia... etc)
● 2/3 fraldas de tecido
● fraldas descartáveis (na maternidade só deram para o primeiro dia)
● creme rabinho
algumas instituições disponibilizam produtos para os bebés, mas se souberem antes que não dão convém levar:
● compressas
● toalhetes
● álcool
● creme hidratante

Segundo algumas mamãs é importante acrescentar à lista itens importantes para quando chegarmos a casa:
● Betadine espuma (frasco encarnado) para a higiene da episiotomia
● uma compressa de gel em forma de penso que se pode usar a frio para aliviar as dores dos pontos
● um stock razoável de pensos higiénicos (não é necessário serem todos de grande absorção, depois o fluxo normaliza) tendo em conta que os lóquios duram aproximadamente um mês
● Deixar comida preparada ou assegurar alguém que a faça para os primeiros dias. O ideal seria deixar o frigorífico e a dispensa bem abastecidos...

31.12.13

O saldo é...

E, no último dia do ano de 2013, chega a altura de fazer uma análise do mesmo.

Por acaso, nem acho que esta seja a melhor altura para o fazer porque estou muito cansada e temo ser muito pessimista. No entanto, não tenho nada de que me queixar. Pelo contrário, sou muito grata pelo que tenho e pelas pessoas que tenho.

De tudo, aquilo que me deixa sempre muito angustiada é estar longe de quem amo. Longe dos meus pais, que vivem noutra cidade, longe deles juntos, dado que se separaram há alguns anos. A gestão das visitas e, consequentemente das saudades, é sempre complicada e dolorosa. Fico também longe do meu marido durante vários meses por ano. Ele trabalha como piloto de helicópteros e isso faz com que passe imenso tempo sozinha, preocupada, sempre com o coração nas mãos, ansiosa...

Amigos tenho muito poucos. Já tive muitos, já perdi muitos, restaram-me 3 ou 4, mas são muito bons. Daqueles que estão sempre ali. Por ter perdido tantos 'amigos' ao longo da jornada, criei algumas defesas que me impedem de fazer mais amigos. Quem me conhece pode identificar em mim alguma altivez, arrogância, até pedantismo, mas isso não é mais do que uma defesa. Acreditem, sou do mais simples que pode haver. Tenho é muito medo de confiar e ser magoada.

Sou muito grata pelo meu trabalho. Não é daqueles trabalhos seguros que nos incentivam a procurar, mas é um trabalho feito à minha medida. Sou freelancer para uma empresa internacional, tenho um lugar de chefia já há uns anos e adoro o que faço. Trabalho em casa, com todas as suas vantagens e desvantagens. Para já, a balança aponta mais para as vantagens. Adoro ficar em casa quando estou com sono ou doente, ou quando está a chover. Não tiro o pijama e ninguém se queixa disso. Posso trabalhar no sofá, na cama, na cozinha e, até, no meu escritório (que raramente uso). Posso agarrar no meu computador ou no tablet e trabalhar em qualquer sítio, sem prejuízo do meu trabalho. Já o fiz várias vezes em hotéis para aproveitar um fim-de-semana prolongado. O mais gratificante é mesmo poder assumir um cargo de alguma importância numa empresa de renome internacional e poder viver numa cidadezinha de Trás-os-Montes. Não precisei de me mudar para Lisboa ou, mesmo, para o estrangeiro para me realizar profissionalmente. É uma pena que no nosso país as empresas não recorram mais ao tele-trabalho. Eu, que trabalho com traduções e textos, não preciso de estar num escritório físico algures em Madrid ou Basileia. Um computador e ligação à Internet permitem-me beneficiar de uma vida calma e sossegada.

E viver em Trás-os-Montes é fantástico. Aqui, tenho acesso a um custo de vida mais baixo, sem stress, sem trânsito, boa comida, natureza e tempo. Temos boas escolas, públicas e privadas, e até ensino superior. A cultura também chega até nós. Temos espectáculos com grande regularidade e, se quisermos ir a uma grande sala do Porto ou de Lisboa, também lá chegamos em pouco tempo.

2013 trouxe-me a certeza de que sou dona do mundo. Eu carrego o mundo dentro da minha barriga. Sou muito grata por ser saudável num mundo cheio de problemas. Eu consegui conceber um bebé com tanta facilidade que me faz sentir imensamente especial. Sim, sou especial e uma privilegiada por estar grávida, por estar a viver uma gravidez, até agora, saudável e por a minha menina estar bem.

Tenho que admitir que, ao longo da minha vida, fui sempre muito abençoada. Vivi sempre sempre problemas financeiros, sem grandes problemas de saúde, conquistei muitas coisas, fui bafejada pela sorte noutras ocasiões. Nunca me esqueço de que a sorte vai e vem. Já passei por momentos muito difíceis, já fiquei muito desesperada, já precisei de muita ajuda, mas sempre tive noção que, mesmo assim, havia quem sofresse mais do que eu.

Sou uma sortuda por ser quem sou, com quem sou. Se me é permitido pedir alguma coisa, só desejo ter as minhas pessoas ao meu lado, felizes e saudáveis. Quero manter o que tenho de bom. Desejo que a minha menina nasça, de parto fácil (claro!), saudável e feliz. Quero estar rodeada de muito amor e felicidade, e que todos possam dizer o mesmo. Os meus desejos são extensíveis a todos vós.

Fazendo um balanço deste ano que se aproxima do fim, não posso deixar de considerar que o saldo é positivo. Claro que é positivo. Obrigada, Deus, por tudo.

17.12.13

3 dicas para um parto mais fácil

Hoje, ao ler um artigo sobre partos, fiquei a saber de umas dicas para facilitar o parto. Atenção que todas as dicas são baseadas em estudos científicos. Então, é assim:

- Comer tâmaras.

Mulheres que comem tâmaras ao longo do 9º mês de gravidez têm menos probabilidades de precisar de medicação para desencadear o parto, segundo um estudo. Estavam também mais dilatadas quando chegavam ao hospital e os parto durava em média menos 7 horas. As tâmaras têm um composto semelhante à oxitocina, que provoca contracções. É recomendado o consumo de 6 tâmaras por dia no último mês de gestação.


- Dormir mais.

As mulheres que dormiam menos do que 6 horas durante o último mês de gravidez tinham partos 11 horas mais longos e 4 vezes mais cesarianas do que as mulheres que dormiam 7 horas ou mais. Ou seja, toca a arranjar um local confortável para dormir, usar muitas almofadas, dormir em cadeiras reclináveis, dormir sozinha... vale tudo para dormir bastante.


- Fortalecer as pernas.

A posição erecta ajuda, através da gravidade, a orientar o bebé para a saída. Isto pode encurtar o parto numa hora. Para nos mantermos verticais, precisamos de pernas fortes. Os agachamentos são importantíssimos para o parto. Podemos fazer um exercício muito simples. Colocamos uma bola de Pilates entre uma parede e a parte inferior das costas. Dar uns passos para a frente, afastar as pernas e fazer 3 sequências de 15 agachamentos.

10.12.13

O teste do pezinho

Quero alertar para o facto de eu ser totalmente ignorante acerca de bebés e gravidezes. Nunca convivi com pessoas mais novas do que eu, não convivi com bebés e não acompanhei de perto nenhuma gravidez. Chegar aos 35 com uma dose de ignorância empírica tão grande, pode ser assustador. Agora, tento compensar com todo o tipo de informação possível.

Então, hoje, ao ver o prograna Pregnancy and Birth: The Truth, descobri que que a zona mais sensível do bebé é mesmo o pé. Para aquelas mamãs mais ansiosas que querem ter a certeza de que o seu bebé está a respirar enquanto dorme, basta tocar no pezinho que ele vai reagir. Se não reagir, algo se está a passar. Logo, não vale a pena abanar e agitar a pobre criancinha.

3.12.13

A vontade de ter netos

As avós da minha bebé andam excitadíssimas com a chegada da primeira neta, de ambos os lados. Primeira neta, primeira bisneta, primeira sobrinha. É a primeira, e pronto.

Já andavam meio desesperadas com a possibilidade de não virem a ter netos. Pelo menos os meus pais, dado que sou filha única. Eu e o meu marido já estamos casados há mais de 4 anos, não nos apetecia ter filhos e evitávamos o assunto. Somos daqueles que até gostamos de crianças, mas pelas mãos dos outros. Quando vamos jantar fora, não gostamos nada de berreiros e gritarias, etc, etc. Posto isto, andávamos a adiar a decisão de sermos pais. Era uma certeza que tínhamos, mas se pudéssemos adiar mais um bocadinho...

Quando ficámos grávidos, foi a alegria do povo. Confesso que a minha mãe, por ser minha mãe, estava mais aflita com a minha reacção à gravidez do que feliz por ser avó. Eu tinha tanto medo que algo corresse mal, que não me permiti ficar feliz, nem permiti aos outros. Assim que a fase crítica passou, foi a loucura total.

Sobretudo as avós andam numa correria desenfreada a comprar tudo e mais alguma coisa. Tem que se lhes pôr um travão. É calcinhas e camisolinhas e mantinhas e gorrinhos e babygrowzinhos e vestidinhos e pantufinhas e sei lá mais o quê. Uma delas nem me dá as coisas. Fica com elas lá em casa, nem percebo porquê. Deve pôr-se a olhar para aquilo quando está mais aborrecida.

Entendo a excitação delas, mas não deixo de achar que é muito prematuro. Eu estou grávida de 4 meses. Ainda falta mais de metade do tempo. Fico feliz que andem entusiasmadas, poupam-me imenso trabalho e dinheiro. Só receio o dia em que comprem qualquer coisa que eu não goste. Não vou consegui dizer que é bonito e tenho a certeza que vou partir um coração. Espero que esse dia nunca chegue. Elas têm bom gosto, é o que vale!