12.5.16

Quando a mãe não acorda

Na semana passada, aconteceu algo que nunca me tinha acontecido antes.
O meu marido, Filipe, saiu para ir ao café ao lado de casa com um amigo. Como o amigo ainda estava a chegar do Porto, acabou por sair de casa já depois das 23 e eu já estava na cama. Adormeci rapidamente. Estava exausta! 
Por volta da 1 da manhã, a Mia fez uns barulhos e eu fui vê-la. O Filipe ainda não tinha chegado. Voltei a adormecer rapidamente e só acordei às 5 da manhã. Fui ver como estava a Mia e aí reparei que não havia marido e tinha 154 chamadas no telemóvel, imensas mensagens e mails. Tinha deixado as chaves em casa e começou por me mandar uma mensagem. Depois outra. Depois chamadas. Depois a campainha. Nem eu, nem a filha acordámos. Os gatos também não me vieram dizer nada. Nenhuma notifição no telemóvel foi sonora. Ele quis esperar no carro. Apesar de poder ir a casa dos pais buscar uma chave, preferiu não os acordar àquela hora, sobretudo porque o pai estava a recuperar de uma cirurgia. Foram 3 horas e meia à espera. 
Fui abrir-lhe a porta e, surpreendentemente, não ficou zangado. Ele sabe que o meu sono está em modo mãe. Acordo ao mínimo suspiro que a minha filha faça, mas não consegui ouvir a campainha. Nunca, mas nunca deixei de a ouvir, mesmo nas noites em que mal dormia e estava tão cansada. Acho que fiquei com uma atenção mais selectiva e só funciona com ela porque é ela a minha prioridade.


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