








No outro dia apareceu-me um vídeo motivational no facebook e, por mais que o procure, não consigo encontrá-lo outra vez. O orador explicava porque é que as crianças de 3 anos são tão felizes. E é um facto! Eu tenho uma criança de 3 anos e meio e está feliz a maior parte do tempo. Mesmo quando faz aquelas birras monumentais, rapidamente retoma o seu sorriso e boa disposição. A explicação para isto, segundo o tal orador, reside no facto das crianças de 3 anos (gostava que se prolongasse e que não se ficasse pelos 3!) viverem apenas o momento presente, o agora. Elas não projectam o futuro, nem relembram o passado. O importante é o que acontece AGORA. Por isso é que mesmo que lhes tenhamos dado uma grande bronca, elas esquecem logo e põem-se logo aos beijos e abraços. Elas também não pensam no que poderia ter sido e não foi. Mesmo que o façam, não ficam muito tempo nisso. O segredo para a felicidade está mesmo nos nossos filhos e só temos que aprender com eles, vendo-os viver a sua vida. Se pensássemos como eles, não haveria ansiedade nem depressão, não haveria expectativa nem desilusão.

Minha filha, não sei se vais guardar na memória o teu primeiro dia no Jardim de Infância, mas cá estou eu para o registar.
Começou hoje um percurso importante. É na escola que fazemos os amigos para a vida, que vivemos grandes emoções e aprendemos a ser mulheres pensadoras, capazes e com valor.
Passei os últimos dias a falar-te de como a escolinha era fantástica. Queria que absorvesses o meu entusiasmo. Ontem à noite, eu estava muito ansiosa. Deixei tudo preparado, mas depois não consegui dormir nada de jeito. Passei a noite a acordar, com medo de chegares atrasada. Acordaste muito cedo porque aposto que sentiste a minha agitação, mas estavas muito bem-disposta. Avisaste-me que hoje não ias para a escola, só na próxima semana. E eu compreendo. Preferias ficar em casa comigo, como é hábito, a fazer tudo muito devagar, ao nosso ritmo. Mas fomos fazendo as coisas, foste ficando pronta para sair e com vontade de estar com os coleguinhas. Tirámos estas fotos no nosso jardim. Preparei a ardósia no dia anterior e as fotos lá saíram como possível. Estavas muito tão feliz!


Apesar da distância ser muito curta, fomos de carro para não chegarmos atrasadas. Fomos na galhofa, a cantar, como já é hábito. Era importante manter o entusiasmo.

Quando chegámos, coloquei-te a mochila nas costas para te tirar uma foto a entrar, mas mal sabia que a mochila ia ser o mote de um momento muito engraçado.

Assim que entraste, cumprimentaste umas meninas e começaste a andar de costas para elas, dizendo: "Meninas, olhem para a minha mochila! Venham ver!". Claro que elas não foram ver, também elas tinham as suas mochilas lindas, mas gostei de ver como estavas feliz com a tua.
Entrámos na sala e foste recebida com um abraço da educadora e da assistente. São tão meiguinhas e protectoras que fazem qualquer um sentir-se bem ali. Foste procurar brinquedos e encontraste um helicóptero. Foste mostrar a todos o helicóptero do papá. Eu saí rapidamente e disseste-me até já, a sorrir! Teve que ser assim para não tornar as coisas mais difíceis para ti.
Voltei para casa e só te fui buscar 2:30 depois. Estava em tensão, pois não sabia como te ia encontrar. E fiquei tão feliz e emocionado quando te encontrei sentada na tua almofada a tentar desembrulhar o chupa-chupa que te deram (espero que por ser o primeiro dia de aulas). Recebeste-me de braços abertos, muito feliz e bem-disposta. Disseram-me que nunca choraste, que nenhum menino chorou, que pediste para ir à casa de banho, comeste pouco do teu lanchinho e pouco tempo estiveste quieta. Era isto que eu esperava que acontecesse. Não te imagino muito tempo parada no mesmo sítio. Precisas de movimento, és curiosa...
Depois do almoço e da sesta em casa do Vovô e da Vovó, era hora de mais uma primeira vez. Uma aula de Karate, com a prima Ni. Foi absolutamente fantástico! Ali, sabem exactamente como receber crianças pequenas. Tal como combinado, fiquei a um cantinho, apenas a observar como percorrias aquele espaço enorme e confortável, como ignoravas as instruções da professora para explorar os materiais ou simplesmente para dar mais uma corrida. Mas também vi como a professora conseguiu que todos (novos e antigos) conseguissem executar na perfeição um exercício em que simulavam que eram os cachorrinhos da Patrulha Pata. Para já, estou de coração cheio porque conseguimos várias coisas com esta aula. Só me procuraste 2 vezes e afastaste-te logo. O teu interesse era mesmo a aula. Depois, conseguimos cansar-te um bocadinho. Na verdade, precisamos que canalizes a tua energia para outras coisas que não apenas redecorar a nossa casa e cansar todos à tua volta sem que tu fraquejes. E, por fim, espero que o Karate traga a disciplina que tanto precisas e que eu não consigo impor-te. Acho que ficas muito bem ali.



Hoje foi o primeiro dia do resto da tua vida. Sê feliz, meu Amor! Só sou feliz a ver-te feliz!
Quando era miúda sonhava casar-me com o vestido de noiva da minha mãe. Era lindo! Lembro-me de lhe pedir para o ver e de o querer vestir umas quantas vezes. Experimentei-o quando tinha uns 13 anos. Por volta dos 16-17, voltei a vesti-lo e logo percebi que não era para mim. Como temos uma constituição física diferente, o vestido dava-me pelos tornozelos e já apertava bastante.
A minha pequenina também já tem fascínio pela indumentária dos casamentos. Acho que está no imaginário de qualquer criança porque se assemelha em tudo aos contos de fadas. Para ela tudo o que é preto e branco é um casamento. Eu e o pai somos um casamento, mas se ela estiver com uma t-shirt branca e eu com uma preta também somos um casamento. Ela suspira quando vê as nossas fotos e diz que ela estava na minha barriga. É uma forma de se incluir nos momentos em que ainda não estava presente. Na verdade, até estava na minha barriga, tendo em conta que cada mulher já os seus óvulos desde que nasce. Bom, o facto é que ela falava imenso no meu vestido e eu já lhe tinha prometido que lho mostrava. Como ele ficou guardado na casa da minha mãe, agora que cá viemos passar uns dias foi a altura certa. Que animação! Não só quis vesti-lo como quis passear com ele pela casa. Já foi suficientemente pesado para mim, mas ela não quis saber. Lá andei eu a ajudá-la, qual madrinha de casamento, a desviar as coisas à sua passagem. Coitadinha, estava encantada como se fosse uma princesa. Ao contrário de mim, que não tenho qualquer registo a usar o vestido da minha mãe, resolvi assinalar o momento com umas fotos. Vai ser giro mostrar-lhe isto quando for mais velha.



Este tema não é novo cá em casa. Desde bebé que a Maria Victória sofria de obstipação. Sempre me foram dizendo que era normal, que quando iniciasse a diversificação alimentar que iria passar. Não passou e até piorou. Enquanto bebé, tinha que recorrer ao Bebegel e lá ia resolvendo o problema. Mas com 2 anos já não era fácil aplicar-lho.
Sempre achei este caso de obstipação um mistério. Ela bebia e bebe imensa água, comia e come sopa a todas as refeições, legumes em todas as refeições, bastante activa... não se compreendia aquelas fezes secas, duras e às bolinhas. Como devia ser doloroso, ela já se recusava a fazer cocó. Até podia ter vontade, mas não ia fazer. E piorava mais a coisa.
Falei com outras mães que não me deram grandes esperanças. As suas filhas (sempre meninas) mantinham uma alimentação saudável mas também tinham medo de fazer cocó. E cresceram com esse problema.
Experimentei tudo o que havia na farmácia e nada resultou. Até que um dia me mostraram o Movicol. Após uma semana de uso, escrevi aqui os fantásticos resultados que estávamos a ter. Mais de meio ano depois, posso assegurar que esse medicamento mudou as nossas vidas.
O Movicol pediátrico é um pó branco com sabor a chocolate. Eu misturava no leite porque acho que combina melhor do que com água. Bastaram dois dias para regular o intestino, apesar de ter usado Movicol mais algumas vezes em situações pontuais. Apesar de raramente usar, faço questão de ter sempre em casa e de o levar sempre connosco "não vá o diabo tecê-las".
O maior benefício, para além de regularizar o intestino, foi realmente retirar o medo da ida à casa de banho. Era uma autêntica tortura! Hoje faz cocó todos os dias, sem qualquer problema ou hesitação. Se num determinado dia não faz (porque não bebeu tanta água ou porque está doentinha) não vou a correr dar-lhe o Movicol. Espero sempre até ao dia seguinte e ela vai à casa de banho naturalmente. Eu penso que só pode ser usado por crianças a partir de 2 anos, mas falem com o vosso pediatra e aconselhem-se sobre o Movicol. Connosco foi rápido e eficaz.
Outra coisa que tenho reparado é que a evacuação é mais rápida quando ela usa o seu bacio da Imaginarium. Ela já usa as nossas sanitas, mas quando vai lá fazer cocó demora sempre muito tempo. Então ela vai para o seu bacio e faz de imediato. Acredito que seja porque fica com os pés um pouco mais elevados e isso facilita a evacuação. Tal como acontece connosco, como já expliquei aqui.
Espero ter ajudado.



Hoje fomos ao Zoo!
Aqui em casa adoramos animais! Acho que todas as crianças têm fascínio por animais. As fábulas com os adormecemos, os desenhos animados e os peluches com que brincam ajudam a alimentar o imaginário.
Como nós temos acesso muito facilitado ao meio rural, os típicos animais da quinta já não são segredo para a Maria Victória. Já viu galinhas, galos, coelhos, porcos, vacas, ovelhas, cabras, cavalos, éguas... e até já andou de burro!
Quando lhe disse que íamos ao Jardim Zoológico, ela ficou numa excitação enorme para ver vacas. Mal ela sabia que ia ver muito mais...
Ainda hoje, antes de sair de casa, estávamos em dúvida sobre que Zoo visitar: Zoo da Maia ou o Zoo Santo Inácio. Lancei o desafio na página do facebook e a resposta foi massiva. Todos recomendaram o Zoo Santo Inácio. Não havia dúvidas!
Curiosamente, eu já tinha estado no Zoo Santo Inácio em 2004. Tinha menos animais, lembro-me de que andei imenso porque devia estar mais vazio. A ideia que ficou é que era mais uma quinta do que propriamente um Zoo. 13 anos depois regresso e estou realmente impressionada.
O Zoo Santo Inácio está a apenas a 10 minutos do centro do Porto, em Vila Nova de Gaia. Tem o objetivo de aproximar a comunidade da Natureza e da Vida Selvagem, alertando para a crescente importância da Conservação das Espécies Animais de todo o Mundo.
Tem bares, restaurantes, casas de banho com fartura, muitas sombras e áreas de descanso e muitos animais. É o local ideal para fazer um passeio em família (ou com os amigos, como eu fiz em 2014) e as crianças adoram!
Não me vou alongar mais em descrições porque o ideal é que o visitem. É com as nossas visitas que estes espaços se mantêm, que alimentam os seus animais e lhes proporcionam tudo o que precisam. Não vão uma só vez. Vão muitas. E o Zoo da Maia é o próximo que vamos visitar.













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| Pausa para o geladinho... 🍦 |


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