16.11.14

Morrer de saudades

Daqui a dois dias, a minha filha fará 7 meses. 7 meses de gravidez (8 de gestação, menos um porque não sabia que já estaria grávida), mais 7 meses nos meus braços. Está na minha vida há pouco mais de um ano e, no entanto, parece que esteve sempre aqui. Já não imagino a minha vida sem ela. Não imagino os meus dias sem ela. E morro, morro de saudades quando não estamos juntas. O meu marido diz que eu sou obcecada, e eu não podia estar mais de acordo. Ele pode chamar-lhe o que ele quiser. Eu amo a minha menina. Para além, disso adoro estar com ela e cuidar dela. Por mim, (e isto acho que foi determinante para ele achar que é uma obsessão) eu dedicava todos os meus dias e horas à minha filha e deixava de trabalhar. "Alto e pára o baile! Deixavas de trabalhar!? E ficavas a fazer o quê o dia todo?" Os homens ainda acreditam que uma mulher que não trabalha fora de casa não faz nada. Nem vale a pena argumentar. Mas eu adorava ser mãe a tempo inteiro. Logo eu que sempre fui contra isso. A primeira profissão que eu tive foi professora. Fui um bocado contrariada, mas fazia parte do curso e teve de ser. E, mesmo antes de o ser, já tinha decidido que não seria professora. Fui surpreendida e adorei o ensino. Mantive-me na área durante mais uns anos e as contingências que todos conhecemos afastaram-me da profissão. Fiz carreira noutra área, deu-me prazer ser promovida, crescer profissionalmente, ser desafiada a fazer sempre novas coisas. Isso continua. Estive apenas um mês e meio de licença de maternidade e trabalhei até ao dia em que a minha filha nasceu. Parece que, desde que sou mãe, que ainda há mais desafios e novos projectos. Não quero ser ingrata, mas o que eu queria mesmo era ficar só com ela. Como é óbvio, actualmente são poucos os que se podem dar ao luxo de rejeitar trabalho. Por isso, tenho é que ser grata, agarrar as oportunidades e contribuir para o sustento da minha família. Com isso, tenho que privar-me da minha filha. E morro de saudades. Durante a manhã, e não me perguntem como o faço, eu trabalho e trato dela. No início era mais fácil. Era um bebé mais pequenino, dormia mais, era silenciosa... Agora, é o cabo dos trabalhos. Exige atenção! Estou muitas vezes a trabalhar no computador, com ela ao colo, só com uma mão. Faço chamadas de conferência enquanto lhe dou de mamar. Já cheguei a fazê-lo enquanto lhe mudava uma fralda. É uma ginástica indescritível e, se me dissessem que eu ia fazer isto, eu não acreditava. Ultimamente, durante a tarde ou parte da tarde, tem ido para os avós. Muitas vezes, admito, sinto um certo alívio porque finalmente posso comer ou trabalhar sossegada com as duas mãos. Depois, olho para a cadeira de refeições e está vazia, olho para o tapete de actividades e está vazio, olho para a alcofa e está vazia. Os brinquedos dela espalhados por todo o lado. Na televisão continua a dar a BabyTV. E é aí que eu morro de saudades. E choro muitas vezes e nunca me hei-de habituar a estar longe dela. É muito injusto termos de optar entre sustentarmos a nossa família e abdicarmos dela, mesmo que por poucas horas. Sinto-me imensamente culpada e espero que ela não se sinta abandonada. Não está em nenhuma creche, está com pessoas que a amam muito e tratam bem dela, mas continua longe de mim. E eu morro de saudades. Eu sei que isto não é nada comparado com situações bem mais dramáticas que outras famílias possam passar. Mas este é o meu pequeno grande drama e magoa-me imenso. Também acho profundamente injusto não lhe poder dar total atenção de manhã. De tarde nem sequer estou com ela. À noite, quando eu já acuso o cansaço de um dia cheio de agitação e trabalho, é quando tento compensar e matar as saudades que me foram matando ao longo do dia. Enquanto escrevo isto, ela dorme pacificamente ao meu lado, no berço (sim, ainda não tive coragem de a passar para o quarto dela...). A minha vontade era mexer-lhe, fazer-lhe festinhas, mordiscá-la, rirmos juntas. Mas ela precisa de dormir, claro. Acho que isto também define a maternidade. Fazer aquilo que não queremos, tomar decisões difíceis, levar com a crítica de quem não tem que tomar as nossas decisões e morrer de saudades dos nossos bebés.

15.11.14

EVISA: Experiências de Vida I Saúde na idade Adulta

Se tiverem mais de 40 anos, homens ou mulheres, e um bocadinho de tempo, não deixem de colaborar com este estudo. Obrigada.


 


Exmo/a Sr/a,


 


Venho por este meio convidá-lo/a para participar no estudo EVISA: Experiências de Vida I Saúde na idade Adulta. Este estudo tem como objetivo avaliar a qualidade de vida, saúde, suporte social, e satisfação relacional e sexual da população adulta Portuguesa, e destina-se a homens e mulheres com 40 ou mais anos de idade. A sua participação consiste no preenchimento de um breve questionário, disponível através da internet, sendo a sua participação totalmente anónima e confidencial. Ninguém, para além da equipa de investigação terá acesso aos seus dados, para que não seja possível identificá-lo/a.


 


Este estudo está a ser desenvolvido no ISPA – Instituto Universitário, por uma equipa de investigadores da área da Psicologia da Saúde: a Professora Doutora Filipa Pimenta, o Professor Doutor Pedro Alexandre Costa, a Professora Doutora Isabel Leal, e o Professor Doutor João Marôco.


 


A sua participação é de elevada importância para que possamos conhecer de forma objetiva e abrangente as experiências dos homens e mulheres, e identificar as necessidades específicas da população adulta Portuguesa.


 


 


Se é HOMEM, preencha o seguinte questionário: http://www.questionarios-online.com/survey.asp?3F0ED2F4220646B3B7060C1906AB9BAA


 


 


Se é MULHER, preencha o seguinte questionário: http://www.questionarios-online.com/survey.asp?B3ACE0252C7448419844A3B90C72F190


 


 


 


 


Agradecemos desde já a sua atenção. Para além da sua participação, convidamo-lo/a também a divulgar este estudo pelos seus familiares, colegas e amigos para que possamos obter um número de questionários significativo e fiel à realidade Portuguesa.


 


Se desejar contatar a equipa responsável por este estudo, poderá fazê-lo através do email evisa@ispa.pt


 


 


Pela equipa do estudo EVISA,


Pedro Alexandre Costa


Unidade de Investigação em Psicologia e Saúde


ISPA – Instituto Universitário


Rua Jardim do Tabaco, 34


1149-041 Lisboa

12.11.14

E quando o Teste não é Positivo?

Passamos grande parte na nossa vida a evitar uma gravidez. Ensinam-nos como na escola, no Centro de Saúde, na farmácia, em casa. Dão pílulas, dão preservativos, há imensas opções para não se ter um bebé. Não podemos ter filhos porque somos ainda muito jovens, porque não temos relações estáveis, porque temos que terminar os estudos, porque precisamos de arranjar um emprego, porque precisamos de progredir na carreira, porque as finanças domésticas não permitem...

Quando, finalmente, se toma a decisão de ter um filho, engravidar pode não ser assim tão fácil. Confesso que só decidi ter a minha filha porque me aproximava dos 35 anos. Sabia que depois podia ser tarde demais e eu queria muito ser mãe. Felizmente, a coisa correu bem e engravidei rapidamente. Apesar de eu estar preparada para conseguir engravidar nos dois anos seguintes e ter ficado verdadeiramente surpreendida com o teste positivo, admito que me senti frustrada naqueles 2 ou 3 meses em que menstruei, apesar de não tomar a pílula. Comecei a questionar-me se algo não estaria errado comigo.

A infertilidade é bastante mais comum do que pensamos e afecta 1 em cada 6 casais. Em sociedades conservadoras, como a nossa, achamos facilmente que o problema é da mulher. Eu cheguei a ouvir um homem dizer "Ela nunca me conseguiu dar filhos!" e, afinal, o problema era dele, mas é muito embaraçoso para um homem admitir que possa ser infértil. Em 40% dos casos, o problema está com o homem, em 40%, com a mulher, 10% com ambos, e em 10% dos casos, a causa é desconhecida.

Um casal com infertilidade sofre, muitas vezes, em silêncio. Não só não tem o seu bebé tão desejado, como ainda tem que conseguir ficar feliz quando a prima ou a amiga ficam grávidas novamente, tem que arranjar desculpas para os outros para ainda não ter filhos e tem que saber gerir a frustração pessoal dentro do casal. Muitas relações não sobrevivem, mesmo, a esta provação. Assim que um casal decide juntar os trapinhos, começam as perguntas de quando vão ter filhos, e porque é que não têm filhos e há quanto tempo estão juntos... e têm de se rir e responder "um dia destes". Há uma pressão social muito grande e isso pode ter um impacto terrível num casal.

Pelas conversas que fui tendo com mulheres que atravessam este problema, é comum sentirem-se culpadas por não conseguirem gerar um filho. Muitas tentam há meses, outras há anos. Umas têm um problema médico diagnosticado, outras não têm qualquer problema físico. Perdem a vontade de trabalhar. Para quê? Para quem? O que fazer a todo o amor que têm dentro de si, se não o puderem passar a um filho? Isolam-se do mundo porque precisam de chorar à vontade.

O meu conselho é que chorem quando precisarem de chorar e depois levantar a cabeça e toca a lutar. Tão importante como procurar ajuda médica, é tratar a cabecinha. Precisamos de estar preparadas psicologicamente, seja para enfrentar a dureza dos tratamentos, seja para viver uma eventual gravidez ou mesmo para aceitar que o bebé tão desejado nunca vai chegar. Para todas estas realidades, temos que estar bem.

Toda a gente conhece pelo menos uma história de alguém que tentou durante anos engravidar, sem sucesso. Quando, por fim, aceitou que não podia ter filhos ou adoptou uma criança, a gravidez acontece. Deixou de haver pressão, ansiedade, stresse, a atenção virou-se para outro lado. É surpreendente, não é?

Não tenham receio da palavra infertilidade. Hoje em dia, não é uma sentença definitiva. Graças a clínicas especializadas, como a IVI, que dão todo o apoio médico necessário para ultrapassar estes problemas, um bebé é possível, sim. Foquem-se no vosso objectivo e visualizem-no. Abram espaço na vossa vida para um bebé. Nunca me esqueço desta frase "Quando o discípulo está pronto, o mestre aparece." Não adianta de nada pensarem em tantas mulheres que abortam, tantas gravidezes indesejadas, pais que não gostam dos seus filhos. Isso não vos trará o vosso bebé. Preparem-se de TODAS as formas possíveis para receber um filho.

Quem deseja muito ter um filho, tem, sem dúvida, uma vontade imensa de dar amor a alguém. Como é óbvio, e posso testemunhá-lo, ter um filho é amar para além do imaginável. Mas não deixem de ser felizes porque não puderam conceber fisicamente um bebé. Em primeiro lugar, a nossa felicidade individual não deve depender de ninguém, seja filho, pai, marido, amigo. Depois, quem quer amar pode distribuir amor por outros lados e fazer outras pessoas muito felizes.

Muita força a todos e ficamos a aguardar muitos testes positivos.




30.10.14

Uma história muito bonita

Esta é uma história muito bonita, por isso merece ser contada mesmo desde o início.

Quando estava grávida, descobri que há uma tabela chinesa que desvenda o sexo do bebé, tendo em conta a data em que foi concebido e a idade da mãe. A mim prometia-me um rapazinho, mas não podia estar mais errada. Em Junho, resolvi perguntar às mães que seguem esta página no facebook se a tabela chinesa resultou no caso delas. As respostas foram imensas e as mais variadas e isso despertou a atenção do Departamento de Comunicação d'O Laboratório da Grávida, que resolveu presentear as minhas leitoras com um Teste de Determinação de Sexo Fetal, o chamado "Menino ou Menina". Para quê confiar em tabelas chinesas, se podemos ter a certeza científica?

Lancei o passatempo, fiz o sorteio e informei a vencedora. Dias depois, chegou uma mensagem que me emocionou:
"(...) Eu estou neste momento a fazer um tratamento de infertilidade, na IVI. Espero conseguir o meu positivo em breve e por isso decidi concorrer ao passatempo! Foi uma maneira de sentir que estava a dar mais um passo! Espero que tenha sido um bom presságio, ter ganho este prémio!
Tem sido um caminho complicadote, quase 2 anos a tentar ter o nosso bebé. Muitos testes negativos, muitos exames, nem sempre agradáveis e com resultados muitas vezes frustrantes.. Mas agora espero eu que aconteça muito em breve! Tenho a certeza que vale muito toda a espera, todos os sacrifícios que fizemos até agora, para termos o nosso feijoca nos braços! Já passamos por momentos de frustração quando não sabíamos o que se passava connosco. Mas, desde que começámos a ser acompanhados, ficamos muito mais descansados, por estarmos em boas mãos! "

Eu acredito que nós fazemos o nosso caminho e, naquele momento, eu sabia que por algum motivo o random.org tinha seleccionado o nome da Rita. Eu não conhecia a Rita e ela não me contou a sua situação antes do passatempo. Também não conheço nenhuma das histórias das outras pessoas que concorreram. Acredito que todas elas mereciam o teste e cada uma delas teria muito para contar, também. Mas, a Rita não estava grávida, queria muito um bebé e acreditou. E eu sei que o universo não dorme e logo trata de pôr as coisas no seu devido lugar.

2 meses depois, outra mensagem que ainda hoje me arrepia:
"Tal como lhe tinha prometido, aqui venho eu dar novidades!
Pois é, o seu feeling estava certo: foi um bom presságio ter ganho o passatempo do teste de determinação do sexo fetal! O nosso tratamento deu positivo à 1.ª tentativa! A nossa feijokinha já está connosco! Estou na 7.ª semana da nossa tão desejada gravidez e o coraçãozinho já bate!
Estamos tão felizes, a planear tudo para recebê-lo/a! Entretanto vou falar com a (...) para marcar a realização do teste!"

E, menos de um mês mais tarde:
"Hoje completamos 10 semanas da nossa feijoka! Fiquei de lhe dar notícias e aqui estou: já fizemos o teste de Determinação do Sexo Fetal! Vamos ter um menino! O meu marido está todo entusiasmado! Eu fiquei super feliz e, no fundo, já sentia que sabia! Sempre imaginei que ia ser um menino e sempre foi mais fácil pensar em nomes de menino do que de menina! Agora estamos na fase de escolher o nome... Temos 3 ou 4 na lista e andamos a "testá-los" ."

A vida deste bebé só está agora a começar e, no entanto, já temos isto tudo a contar sobre ele. Esta foi uma experiência muito inspiradora e espero que sirva de incentivo a outros casais. Agarrem-se a estes pequenos detalhes que podem trazer verdadeiros milagres às nossas vidas e acreditem. A mim... são estes casos que me fazem voltar ao blogue e à página todos os dias, mesmo estando muito cansada. Por fim, nada disto seria possível, claro, sem a generosidade d'O Laboratório da Grávida.

Digam lá se esta não é uma história muito bonita?

28.10.14

Para que eu não esqueça || As 5 competências parentais essenciais

A parentalidade é tentar fazer algo que nunca ninguém soube fazer bem, diz Sadhguru. Mesmo aqueles que têm 12 filhos estão sempre a aprender. Podem criar bem os primeiros 11, mas o 12º pode ser o cabo dos trabalhos. Sadhguru dá-nos dicas essenciais para criarmos bem os nossos filhos.
  1. Criar a atmosfera certa 
Saber criar a atmosfera necessária pode ser o maior desafio. Alegria, carinho, amor, disciplina, responsabilidade, tanto em nós, como em casa. Se dermos amor e apoio aos nossos filhos, a inteligência deles vai florescer naturalmente. Lembrem-se, os nossos filhos não têm que seguir os nossos passos na vida. Eles devem fazer coisas que nós nem sequer tivemos a ousadia de pensar. Só assim haverá progresso. Eles devem estar um passo à nossa frente, com mais alegria, menos medo, menos preconceito, menos constrangimentos, menos ódio, menos miséria. Esforcemo-nos para deixar seres humanos melhores do que nós no mundo, em vez de putos mimados.
  1. Conhecer as necessidades dos filhos
Muitos pais têm tantas aspirações e ambições para os seus filhos que os sujeitam a demasiado sofrimento e dificuldades. Querem que os filhos sejam aquilo que eles não foram, querem realizar as suas ambições através dos seus filhos e isso é extremamente cruel. Outros, por outro lado, dão tanto aos seus filhos que os tornam inúteis e incapazes. Há uma fábula que ilustra isto muito bem.

Um dia, um yogi viu um casulo ligeiramente rachado e a borboleta no seu interior lutava para sair do casulo, que era muito rijo. O yogi viu isto e, com toda a sua compaixão, abriu o casulo para que a borboleta pudesse sair. Quando saiu, a borboleta não conseguia voar. Era essa luta para sair do casulo que permitia à borboleta fazer uso das suas asas e voar. De que serve uma borboleta se não conseguir voar? Muitas pessoas, naquilo que acham que é o seu amor pelos seus filhos, tornam os seus filhos borboletas que não conseguem voar.

Não há uma regra para as necessidades de uma criança. Cada criança é diferente e não devemos estabelecer comparações. Cada uma precisa de uma dose diferente de atenção, de amor, de disciplina. Resta-nos conhecer as necessidades dos nossos filhos.

  1. Aprender com os filhos
Muitos pais acham que se tornam professores assim que um filho nasce. Na verdade, é exactamente o oposto. Quando nasce um bebé, chega a hora de aprender. A única coisa que temos que ensinar a um filho é a sobreviver porque viver já ele sabe. Um aduldo já passou por vários tipos de sofrimento, a criança não, ainda não tem influências. Por isso, só temos de aprender com eles e não ensinar.

  1. Deixar a criança ser 
Pais verdadeiramente preocupados com os seus filhos devem criá-los de forma a que os seus filhos nunca precisem dos pais. O processo de amar deve ser sempre libertador e não opressor. Por isso, quando um bebé nasce, devemos deixá-lo olhar à sua volta, passar tempo na natureza, passar tempo sozinho. Não devemos impor as nossas ideias, religião ou moralismos. Temos que permitir que cresça, que a sua inteligência floresça, que olhe a vida através dos seus olhos e não através da sua família ou da sua riqueza. Os pais devem ajudá-lo a aprender por si próprio, a usar a sua inteligência para ver o que é melhor para si.
  1. Ser alegre e estar em paz
Para criarmos bem uma criança, a primeira coisa a fazer é ser feliz. E nós bem sabemos como é difícil ser-se feliz nos dias de hoje, com tanta tensão, raiva, medo, ansiedade, inveja... O que é que eles vão aprender? Quem quer mesmo educar bem uma criança deve tornar-se numa pessoa querida, alegre e em paz. Quem conseguir executar esta mudança em si próprio, conseguirá ser bem-sucedido a educar uma criança.

27.10.14

Precisamos mesmo de mais crianças?

Quantas vezes ouvimos dizer que precisamos de mais crianças, que o país está envelhecido?

Precisamos de muitos filhos com pais que os deixam sozinhos em casa? Que os deixam à responsabilidade dos irmãos mais velhos, também eles crianças? Precisamos de muitos filhos que sejam educados sem conhecerem os pais, que aprendem a desenrascar-se sozinhos na rua? Precisamos de muitos filhos em famílias disfuncionais onde são trazidos ao mundo para aguentarem os casamentos dos pais?

Eu acho é que precisamos de bons pais, seja com muitos ou poucos filhos. Precisamos de pais que amem as suas crianças, que as queiram ter perto de si. Precisamos de pais que não coloquem o trabalho à frente da família, mas que trabalhem muito pensando nela. Precisamos é de crianças felizes, educadas, boas e saudáveis.