8.6.20

GUCCI Boston bag


Passou-me pelas mãos uma
 das malas mais reconhecidas em todo o mundo - a Gucci Boston. Esta mala tem um formato de barril com alças e fecha com zíper. Já há versões, como esta, com alças extra para usar ao ombro ou a tiracolo. 
No entanto, as malas Boston não são exclusivas da Maison Gucci. A história deste nome remonta ao início do século XX e tem a ver com a cidade de Boston, claro. Aparentemente, um verdadeiro Bostoniano usava uma mala de tecido ou pele e lá enfiavam material de trabalho, mercearia, livros, compras, tudo! E seria fácil identificar alguém como sendo de Boston por esta mala. A sua forma, entretanto foi-se alterando com o tempo e de acordo com as marcas. A Gucci tem imensas versões, de vários materiais e designs, mas também a Ralph Lauren. As malas Boston que eu conheço também são muito espaçosas e podem ser usadas em diferentes ocasiões, sendo, por isso, muito versáteis. 



7.6.20

DIOR Lady Dior

Data de criação: 1994

A Lady Dior é uma daquelas malas icónicas cujo investimento vale bem a pena. É um objecto de desejo que, apesar de já ter mais de 25 anos, continua atual e continua a constar dia looks das influencers. 

A Lady Dior ganhou o seu nome através de uma homenagem à princesa Diana. Não foi criada para ela, mas foi oferecida pela Madame Chirac aquando de uma visita da princesa a França em 1995. Nesta altura a mala não tinha nome. Diana apaixonou-se pela mala e aproveitou para adquirir todos as versões disponíveis à época. 

Esta é uma mala que adopta os códigos gráficos da Maison Dior e é habitualmente decorada com um motivo inspirado por cadeiras pelo padrão das cadeiras de vime. É acompanhada por pendentes em metal, dourado ou prateado, que compõem a palavra Dior. 

Para saberem mais detalhes, vejam este vídeo que preparei. Vendi uma Lady Dior esta semana e fiquei rendida a esta mala. No vídeo vão também poder saber mais algumas curiosidades. 





26.5.20

Fui, pela primeira vez desde o início de Março, à baixa de Vila Real. Precisei mesmo de ir a uma loja, caso contrário também não tinha ido. Que ambiente depressivo. Durante estes meses, vivi numa bolha. Via as notícias, mas não tive a real percepção de como isto andava. Ao final da tarde andavam meia dúzia de pessoas na rua, a grande maioria de máscara 🙏, e muitas, muitas lojas fechadas. Que tristeza! Preferia ter ficado na ignorância. 
Saí do carro, coloquei a máscara e não mais a tirei. Confesso que não é nada agradável e agradeço não ter que a usar todo o dia, como muitos o têm que fazer. Entrei na loja e desinfectei as mãos, antes de sair voltei a desinfectar. 
Não me sinto confortável quando vejo muita gente na rua, mas foi desolador ver tudo vazio. Vou regressar à minha bolha e esperar que novos ventos tragam saúde para todos. 

11.5.20

Valentina

Só soube da triste notícia de tarde. Fiquei toda arrepiada e o meu instinto foi abraçar muito a minha filha. Ela já se tinha apercebido que uma menina tinha desaparecido. Expliquei-lhe que era muito perigoso sair de casa sozinha, os estranhos, etc. Entretanto, hoje, o pai dela explicava-me que o pai e a madrasta da menina estavam envolvidos. A minha filha perguntou-me se a madrasta era má porque eu tinha-lhe dito que agora as madrastas já eram boas, não eram como nos contos de fadas. Há pessoas más, há pessoas que tomam más decisões, mas há coisas que não podem acontecer. Um filho não pode perder a segurança que tem num pai ou num adulto cuidador. 
Uma criança despedaçada que perdeu a oportunidade de viver.
Uma mãe que vai ficar quebrada para sempre.
Duas crianças que ficam sem pai e mãe, questionando-se que poderiam também ter sido eles.
Dois monstros que destruiriam imensas vidas à sua volta. 


8.5.20

Perder um filho...

Quando uma criança morre, é muito difícil de manter a fé em Deus. Por que é que Ele permite que crianças sofram? Que sofram por tanto tempo para, no fim, lhes ceifar a vida? Não há muito mais a dizer. Os pais vai ficar para sempre amputados e não há palavras que os possam confortar. Eu, pelo menos, não as tenho. 


5.5.20

Procurar emprego

Durante mais de 10 anos, recebi milhares de CVs. Sim, devem ter sido uns milhares. Contratei centenas de pessoas. Fiz tantas, mas tantas entrevistas de emprego. Deixei pessoas à espera de resposta, outras vezes a resposta era negativa. Contratei algumas pessoas menos competentes porque havia falta de pessoal e precisava de alguém com urgência. Noutras alturas, os candidatos eram todos tão bons que deixei pessoas brilhantes de fora. Confesso que apaguei alguns CVs por serem ficheiros demasiado pesados - entupiam-me a caixa de correio. Garanto que não era insensível. Procurei sempre ver para além das competências profissionais de cada candidato. A mãe solteira, o moço que cuidava sozinho da mãe, o miúdo que queria pagar os estudos, a reformada que queria sentir-se produtiva... Tantas, mas tantas pessoas mereciam uma oportunidade, mas não consegui ajudá-los a todos. 
Hoje, eu estou no lugar de cada uma dessas pessoas. Voltei a preparar o meu CV. A última versão era de 2008. Não sei se esse documento consegue falar por mim. Acho que provavelmente não me contrataria. Penso sempre que as pessoas não acham que eu preciso de nada. E preciso! Preciso de trabalhar! Não sei não trabalhar! Estar em casa e cuidar de todos nós não me chega. 
Esta deve ser a pior altura de sempre para procurar emprego. Uma das empresas para onde concorri respondeu-me que recebem cerca de 10 mil candidaturas diárias. 10 mil! Como é que uma pessoa se destaca? Eu moro em Trás-os-Montes. Todos querem vir para cá em quarentena, mas aqui não há empregos. Aposto nos trabalhos à distância, a partir de cada, mais uma vez. 
Estou cansada de preencher formulários com a minha formação académica e profissional. Começo a impacientar-me e omito informação. Mas não desisto. LinkedIn, sites de emprego, portugueses e estrangeiros, nada me passa ao lado. E nada aparece. Estou cansada, mas estou determinada.