31.7.16

15 alimentos para uma gravidez saudável


1 - Cereais de pequeno-almoço
Como as necessidades de Vitamina B se vão manter ao longo da gravidez, nada como começar o dia com cereais. E nada de escolher cereais muito açucarados. 

2 - Lentilhas
São óptimas porque são uma boa fonte de proteína e, além disso, ajudam na obstipação, tão comum na gravidez.

3 - Brócolos
Têm cálcio, ácido fólico, fibras, anti-oxidantes e vitamina C.

4 - Leite
Pela necessidade de ingerir mais cálcio, o leite é sempre uma boa opção. Hoje em dia, há imensas variedades e alternativas: gordo, magro, com fibras, sem lactose... É só escolher.

5 - Bananas
São ricas em potássio, ajudam a combater a fadiga e são bem toleradas pelo estômago, para quem sofra de enjoos.

6 - Carne branca
Frango, peru e coelho são ricos em proteína e ferro, tão importantes na gravidez. E, além do mais, é muito mais saudável que a carne vermelha.

7 - Queijo
Recomendo queijo ricota, quark ou fresco com níveis baixos de gordura e ricos em proteína.

8 - Ovos
Também muito ricos em proteína e tão fáceis e rápidos de preparar. Tenham sempre ovos cozidos no frigorífico e poderão adicionar a qualquer prato.

9 - Aveia
Para mim, o pequeno-almoço ideal porque sacia por mais tempo e ajuda a combater o mau colesterol. No inverno, cozinho com leite e adiciono cacau e mel, no verão faço overnight oats com fruta e iogurte. 

10 - Vegetais de folha verde
Os espinafres, por exemplo, são ricos em ácido fólico e dão óptimas sopas. 

11 - Pão integral
Rico em fibra, ferro e zinco.

12 - Laranjas
São óptimas porque hidratam e, além disso, têm ácido fólico, vitamina C e fibra.

13 - Frutos secos
A gordura é essencial para o desenvolvimento do cérebro do bebé, por isso devemos escolher uma gordura boa. Por ser uma opção mais saudável, tem que se ter cuidado na mesma com as quantidades porque tem muitas calorias. 

14 - Kiwis
São muito ricos em vitamina C e fibra. Óptimos contra a obstipação. 

15 - Frutos desidratados
São óptimos para quando dá uma vontade louca de comer doces. 


27.7.16

Tendas tipi

Tenho uma casa nova inteira para mobilar e só consigo pensar no quarto da miúda. Ela adora tendas e eu não gosto menos. Quando está a adormecer não são poucas as vezes que me pede para fazer uma tenda com o lençol de cima. Como ela dorme numa cama de casal enorme, a "tenda" fica enorme e ela farta-se de saltar de um lado para o outro. Nem quero imaginar a alegria dela se lhe pudesse dar uma tenda verdadeira como estas. Qual delas a mais linda?





















25.7.16

Toalhitas: sim ou não?

Tinha a Mia uns 6 meses e um amigo do meu marido veio visitar-nos. Estava encantado com a bebé porque ele tinha uma menina de 2 ou 3 anos e ficou logo cheio de saudades. A detarminada altura, eu ia mudar-lhe a fralda e ele perguntou-me se podia fazê-lo. Disse que sim. Coloquei-lhe as fraldas e as toalhitas ao lado, mas ele não as usou. Aliás, disse-me que nunca o tinha feito e que tinham sido as recomendações na Maternidade Júlio Dinis, no Porto. Eu fiquei chocada! Para além de nunca ter ouvido tal coisa, ainda mais me surpreendeu ter sido indicação numa maternidade de referência. Pus-me a investigar e, de facto, não há mal nenhum em não limpar com absolutamente nada uma fralda de xixi. O xixi só é mais agressivo quando misturado com o cocó. Apenas xixi é maioritariamente água, logo é inóquo para a pele do bebé. Pelo contrário, a toalhita pode causar mais problemas do que o xixi, pois tem mais porcarias.
Na altura, resolvi partilhar com as mães que nos seguem no Facebook. As reacções foram muito variadas. Entre chamar porcas às mães que não usam toalhitas e as mães que confirmavam que realmente nunca tinham usado toalhitas para o xixi.
Depois daquela experiência com o nosso amigo não aconteceu nada à minha filha, nem assaduras, nem pele irritada, nem mau cheiro. Nada. Aconteceu o que sempre tinha acontecido com o uso de toalhitas: a pele estava impecável. Desde então deixei de ficar tão em pânico com a falta de toalhitas. Com cocó, lavo sempre o rabinho, com xixi limpo se tiver toalhitas à mão (e tenho quase sempre porque mantenho o hábito). A mudança maior deu-se na mudança de fraldas à noite. A minha filha sempre bebeu muito leite durante a noite e ainda hoje com 27 meses bebe. Como é óbvio, isso reflecte-se nas fraldas. Pelo menos uma vez durante a madrugada tenho que lhe mudar a fralda. Como não quero que acorde, faço-o às escuras (já tirei o doutoramento em fraldas!) e não uso toalhitas. Faço de tudo para lhe minimizar o desconforto. De manhã, lavamos tudo. Posso garantir-vos que não há assaduras e os bebés podem perfeitamente sobreviver sem toalhitas. Quando eu era bebé também não havia.
Como em tudo, compete aos pais decidirem o que é melhor para os seus bebés. Há quem prefira compressas com água lavante, outras preferem algodão... Só pretendo informar que se não usarem toalhitas não estão a negligenciar os vossos filhos nem estão a ser porcas.


21.7.16

Cortar unhas a bebés e crianças


Enquanto preparava o enxoval da minha filhota, fui apresentada à tesoura de pontas arredondadas, supostamente ideal para cortar unhas. Aceitei que seria com esse instrumento que lhe cortaria as unhas.
Muitos bebés nascem já com as unhas crescidas, mas não foi o caso da minha. Iam crescendo e, como eram tão finas, partiam naturalmente. Durante uns tempos não precisaram da minha intervenção, até que um certo dia acordou ligeiramente arranhada na cara. Partilhei a minha preocupação com outras mães no facebook e muitas disseram que cortavam as unhas aos seus bebés todas as semanas. Foi o passei a fazer. Procurei a tal da tesoura que, até então, não tinha tido qualquer uso, e reparei que aquilo não era de todo o melhor para cortar unhas a bebés ou a qualquer outra pessoa. Primeiro, é preciso que a unha esteja mesmo enorme e depois, mesmo após o corte, a unha continua enorme. Bebés com unhas enormes... blhéc! Acho mesmo falta de cuidado dos pais. 
Foi então que me lembrei de uma reportagem que vi sobre um casal de cegos que tinha dois filhos. Os dois cegos cuidavam sozinhos dos filhos desde que eram bebés. A única altura em que precisaram de ajuda foi para cortar as unhas do primeiro bebé e iam à farmácia perto de casa. Até que a mãe começou a fazê-lo sozinha. Sentia a unha do bebé e cortava com o corta-unhas. Ora, se dois pais cegos conseguem tratar dos seus bebés e, até cortar-lhes as unhas, também eu conseguiria, já que, felizmente, posso ver.
Fui buscar o corta-unhas mais pequenino que tinha em casa e, desde então, é o nosso melhor amigo. Comecei por lhe cortar as unhas apenas enquanto dormia ou mamava. Assim reduz-se o risco de movimentos bruscos e eventuais cortes. Entretanto, foi crescendo e começou ela própria a esticar os dedinhos, como se estivesse na manicura. Sempre foi um processo muito rápido e muito rotineiro. Gosto que a minha menina ande sempre com as unhas arranjadas e limpas. Escusado será dizer que crianças com unhas compridas vão andar com as unhas sujas de certeza.
Ultimamente, tem-me sido difícil mantê-la com a manicure em dia. Provavelmente, vou ter que regressar ao corte das unhas enquanto dorme. Agora, deixa-me cortar uma unha e a segunda já não consigo. Anda com uma mão meio arranjada e a outra com as unhas compridas. É o caos total. Esta coisa de ser autónoma e estar a conquistar a independência está a tornar-me a vida difícil. Pelo menos, gosta muito de tomar banho. 

19.7.16

As festas e as crianças



Nunca gostei muito de levar a minha pequerrucha para os nossos jantares ou festas de amigos. Sempre achei que eram locais muito barulhentos, com muita gente e optei quase sempre por deixá-la com os avós e eu ia para casa mais cedo.
Depois dela ter feito um ano e ter começado a andar, comecei a levá-la, nem que fosse só um bocadinho. Queria que ela convivesse com os nossos amigos, conhecesse os seus filhos e começasse a entender por onde andamos quando não estamos em casa. Acho que essa parte social é muito importante e deve ser estimulada. Ela começou a ir a essas reuniões ou festas de amigos e eu comecei a detestá-las. Acabou-se o sossego! 
Ela pede-me para ir a festas todos os dias.(A malandra gosta de se divertir e não faço ideia a quem possa sair!) Escolho-lhe a roupa com todo o cuidado, penteio-lhe o cabelo, aplico-lhe um creme na cara, às vezes, uma água perfumada e uma pulseirinha da Tous... Nos primeiros 10 minutos já se sujou, despenteou, arrancou o lacinho do cabelo... E agora até mete o dedo no nariz! Mas isto nem é o pior! Eu não consigo manter uma conversa com ninguém porque tenho que andar, literalmente, a correr atrás dela. Quando as festas são em casa, nem sempre os locais estão preparados para terroristas como a minha. Ela simplesmente pega em tudo o que está ao seu alcance. Acho que nunca partiu nada, mas já vi isso a acontecer com outra criança e a despesa não deve ter sido pequena. Parece que só querem tocar onde não devem, ir para onde não podem. Depois, há a questão do fácil acesso a comida pouco recomendável. A minha filha não larga as batatas fritas. Também não sei a quem se sai nisto! Resumindo, não posso relaxar por 10 segundos que seja porque alguma coisa vai acontecer. Já deixei de usar saltos porque é arrasador para os meus pés. 
Na última festa a que fomos, foi explorar uma casa em ruínas ao lado da igreja. Na igreja, escapou-se para a zona do altar e insistia que queria soprar às velas, apanhou o cesto do ofertório com moedas, e foi tocar no sininho. Na casa onde se deu a festa, foi o fascínio pela piscina e fontes da casa, todos os brinquedos, chupetas e outros acessórios de crianças, novamente a água onde quer que ela estivesse, fosse em copos das outras pessoas, garrafas ou reservatórios, arrancou comida das mesas com a mão... Depois, pediu-me para tirar os sapatos e fartou-se de correr descalça. Já estava suja e molhada, porque não descalça? Senti que corri uma maratona. Ontem, por acaso, ela estava sozinha comigo, mas habitualmente o pai também está. É o que é que o pai está a fazer? O pai está a conviver com os restantes convidados, a cumprimentar toda a gente, a passar um bom momento e a comer. Sim, eu raramente como. E eu sou a desgrenhada, com cara de zangada, que anda sempre a correr de um lado para o outro atrás da filha.
Acho imensa graça às fotos que vejo de crianças em festas. Eu não consigo tirar-lhe uma foto que seja, nem sequer consigo chegar ao telemóvel. Tenho que admitir que festas com crianças pequenas não são para os pais. Espero que daqui a um ano as coisas mudem um pouco e já possamos aproveitar as duas. Sim, porque eu vejo outras mães a conversarem e os seus filhos lá se entretêm uns com os outros. Mas, já são mais velhinhos. Outra coisa que me preocupa são, precisamente, os amiguinhos mais velhos. Ela tenta aproximar-se e aí pode haver quedas ou empurrões porque as brincadeiras são diferentes, como é óbvio. 
Isto serve de lembrete também para mim. Na próxima festa que der, em vez de investir tanto em comida, bebidas ou decoração, é preferível contratar alguém que tome conta das crianças para que os pais possam aproveitar também um pouco. 

14.7.16

Tirar macaquinhos do nariz

O mais recente mau hábito da minha filha é tirar macacos do nariz. Não só mete o dedinho no nariz, ou mesmo os dois dedos em cada narina, faz uma pesquisa e mete na boca. Na maior parte das vezes, não há conteúdo, e deve ser por isso que ela está sempre com o dedo no nariz: está a procurar. Tenho passado alguns momentos embaraçosos porque ela faz isto em qualqer sítio, esteja quem quiser. Fica tão feio ver uma menina tão bonita a armar-se em treinador da selecção alemã...
Não tem adiantado muito ralhar-lhe. Já lhe expliquei que se limpa o nariz com um lenço. Quando lhe pergunto como se faz, diz logo que é com o lencinho. Ora, ela já sabe como se faz, mas não quer fazer.
Se, por um lado, me preocupa que a minha filha não respeite umas das mais básicas regras sociais, por outro, estou mais descansada no que toca ao meter macaquinhos na boca. Há estudos que revelam que os germes que se alojam no nariz podem tornar o sistema imunitário mais forte e servir de vacina natural. Ou seja, apesar de pouco higiénico, este hábito até pode resultar numa coisa boa para as nossas crianças. Há também quem diga que meter o dedo no nariz e na boca logo a seguir não traz nenhuma ajuda adicional ao sistema imunitário porque as pessoas já engolem muco nasal inconscientemente.
Acho que só me resta deixar a minha filha crescer mais um pouco e esperar que ela perceba que não não se limpa o nariz a não ser com um lenço. Mas se a Harper Beckham faz, acho que a Maria Victória também pode fazer. :D 




13.7.16

Uma viagem espiritual - Nicholas Sparks e Billy Mills

Numa altura que tanto se fala em "mental coaching" e líderes espirituais, eu tenho uma que não só me inspira, como me dá livros fantásticos para ler. Consegui ler este em 3 noites, depois de deitar a Mia e fazer o que ainda havia para fazer. Foi-me mesmo pedido que fizesse isso todas as noites. Seria o tempo para o meu investimento pessoal, Sacrifiquei a televisão e não me arrependi nada.
Este livro foi traduzido para português como "Uma viagem espiritual". Em Inglês, é Wokini e foi escrito por Billy Mills, em parceria com Nicholas Sparks. Wokini significa um recomeço ou procurar uma nova visão e pretence mostrar ao leitor como se auto-conhecer e como ser feliz. O mais bonito é que o livro mistura a visão de princípios actuais de pensamento positico e auto-conhecimento com a crença Nativa Americada na meditação, no pensamento, nos sonhos, e a harmonia com a natureza.
Recomendo mesmo a leitura deste livro, mas vou deixar aqui algumas passagens muito inspiradoras, fazendo uma espécie de resumo:

Sobre a felicidade

"... a felicidade é um mundo próprio, um mundo que pode ser encontrado em cada um de nós."
"A felicidade era, pois, um estado de espírito, um estado que cada pessoa pode, em absoluto, controlar, quer as coisas corram bem ou não
"A felicidade é uma emoção que me faz sentir bem comigo próprio. (...) Preciso, tão somente, do desejo e do saber como ser feliz. (...) E eu acredito e aprendo a ser feliz, posso ser feliz para sempre porque apenas eu posso controlar a felicidade."
"Tens de desejar a felicidade. (...) Sem esse desejo de felicidade, a tua mente não te deixará ser feliz. Mas, uma vez possuído esse desejo, nada te impedirá que crie raízes na tua vida."
"(...) perceberás que podes ser sempre feliz. Não apenas de vez em quando, não apenas quando as coisas correm bem, mas sempre. Sentir-te-ás feliz para o resto da tua vida."
"A felicidade reduzirá o stress da tua vida porque te podes adaptar, de forma positiva, a quaisquer problemas que te surjam. O que, por sua vez, te tornará fisicamente mais saudável."
"Sabes, a felicidade permite que mudes a tua vida para melhor. Se fores feliz, reagirás às coisas desagradáveis que te aparecem na vida de modo diferente. A felicidade faz-nos actuar positivamente, no sentido de melhorarmos qualquer situação. A felicidade também gera entusiasmo, o que fornece uma energia adicional a tudo quanto fizermos. Se combinarmos este entusiasmo com o desejo, a fé e a persistência, obteremos uma maneira de alcançar os nossos objectivos pessoais, sejam eles quais forem. Em resumo, se formos felizes, tudo melhora na nossa vida. A felicidade é, simultaneamente, o princípio e o fim de todas as metas a que nos propomos na vida. E mais importante ainda, é o sentimento mais marvilhoso do mundo."

A importância da meditação

"O exercício da meditação
(A realizar três vezes por dia)
1. Encontremos um lugar confortável para relaxar.
2. Fechemos os olhos e contemos de um a dez, respirando fundo em cada algarismo.
3. Relaxemos mais à medida que fazemos a contagem.
4. Quando chegarmos aos dez, sintamos a descontracção espalhar-se por todo o corpo.
5. Pensemos em algo que nos faz felizes. Tornemo-lo tão real quanto possível.
6. Digamos em voz alta, dez vezes: "Sou feliz".
7. Contemos de dez até um e abramos os olhos.
8. Sorriamos.

Se fizermos isto, seremos felizes. Se o fizermos todos os dias, descobriremos que somos felizes o tempo todo. A felicidade tornar-se-á num sentimento habitual para nós."

As dez verdades

"As dez verdades são os princípios de vida. São muito fáceis de explicar, mas tens de os aprender com tempo. (...) Para os aprenderes, tens de dominar cada um deles, um de cada vez. Não deves seguir para o ponto seguinte sem antes dominares completamente o anterior. Deste modo, não serão esquecidos.

(..) Comecarás a aprender cada princípio em cada nova fase da Lua. (...) lê-o imediatamente a seguir à meditação. Quando a Lua passar para uma nova fase, começa a exercitar o princípio seguinte, Em menos de um ano terás mudado, por completo, a tua vida.

1 - Sou o ser mais especial jamais criado.
2 - Darei apreço ao que a vida me concedeu.
3 - Encara a tua vida com optimismo e esperança no futuro.
4 - Estabelecerei objectivos novos e interessantes.
5 - Vive cada dia da tua vida como se fosse o último.
6 - Adaptar-me-ei à vida conforme ela se me apresentar.
7 - Aprenderei a viver comigo e a gostar de mim.
8 - Não mais voltarei a ser um perfeccionista.
9 - Aprenderei a rir-me da vida.
10 - Aceitarei os pontos de vista dos outros.

Podem ler o livro aqui, apesar de ter alguns erros de impressão.


12.7.16

Obrigada, rapazes!

Portugal está em festa! Portugal tornou-se, anteontem, campeão europeu de Futebol. O país fica a meio gás quando a selecção joga e pára quando ganha. Não há nenhuma outra actividade que motive e mova tanto um país. Não somos só bons a jogar futebol, atingimos a excelência em tantas outras
áreas... Mas só o futebol tem a capacidade de unir todos os portugueses. Todos. Os ricos e os pobres. Os portistas e os benfiquistas. Os do norte e os do sul. Os que vivem em Portugal e os que vivem nos Estrangeiro. É maravilhoso ver como as pessoas se juntam para ver um jogo.
A minha pequenina, por mais que eu insistisse em dizer que era Portugal, só dizia "Benfica!", "Golo!", "Viva!". Também está bem. Para nós é quase a mesma coisa. Como ela tem 2 anos, não é fácil conseguir ver jogos de futebol e nunca consegui ver um jogo completo. Vi partes no café, com os amigos, tentei ver o resto em casa, mas ela só me pedia o Panda. E eu desesperada por novidades, ia espreitando o facebook no telemóvel.
Nos últimos dois jogos houve prolongamentos, por isso era impossível adiar até tão tarde a ida para a cama. Ela adormecia e eu ficava ao lado, no escuro e no silêncio. E isso possibilitou-me sentir o jogo de uma forma muito especial. Assim que se marcou o golo da vitória a casa vibrou, os gritos em uniram-se num só e eu arrepiei-me. Atrás de casa, lançou-se fogo de artificio. Os carros começaram a juntar-se na caravana que celebrava a taça. Tive vontade de me juntar aos festejos, mas o facto da minha filha dormir pacificamente no meio de tanto barulho era a confirmação de que era assim mesmo que tinha que ser: Portugal campeão!!
Obrigada, rapazes!


11.7.16

Como fazer uma pausa

Desde que fui mãe que parece que não descanso. Acordo e começo logo com uma série de tarefas impostas pelo facto da criança da casa também ter acordado. É como se tivesse entrado num comboio sem saber quando vou sair. Não há como parar! Depois, há o trabalho. É preciso trabalhar para ganhar dinheirinho para poder viver. Como trabalho em casa, pelo meio vou petiscando qualquer coisa, ponho uma roupa a lavar, trabalho, trato dos bichanos, trabalho, chamada de vídeo-conferência, pago uma conta, trabalho, atendo um telefonema e, bolas!, já são horas de ir buscar a filha. Com ela em casa é mais difícil de fazer seja o que for e, por isso e porque quero, quando ela está, vivo para ela. É assim que tem que ser. Logo, tempo para mim ou para descansar não há.
Quando é que fazemos uma pausa? Porque é que há dias em que nos sentimos exaustos e parece que não fizemos nada? E outros em que tanta coisa aconteceu e nos sentimos tão bem e revitalizadas? Porque nestes dias de certeza que fomos fazendo pausas. Fazer uma pausa pode ter um efeito tão ou mais reparador do que uma sesta. E é mais produtivo. Daí muitas vezes nos sentirmos muito bem apesar de termos tido um dia super cheio porque, afinal, fomos fazendo mini-pausas mesmo nos apercebermos. E é tão fácil parar por um bocadinho para:

- tomar um banho
- ouvir música 
- olhar para o céu 
- telefonar a um amigo
- fazer uma refeição em silêncio 
- fazer uns alongamentos
- fazer festinhas a um cão ou gato
- criar uma pausa para um café 
- ver um vídeo engraçado 
- pôr uma música e dançar 
- dar um passeio na rua 
- escrever num diário 
- dormir uma sesta 
- assobiar
- apanhar ou comprar flores 
- cheirar flores 
- meditar 
- fazer respirações profundas e lentas 
- dar uma corrida 
- pintar 
- ler poesia 
- perdoar alguém 
- escrever uma carta
- ir a um parque
- fazer pequenas boas acções 
- ser grato por algo 
- ... 

Experimentem!




9.7.16

Restaurante à prova de crianças em Vila Real


Ontem procurava um restaurante para um grupo de 8 adultos e 3 crianças. Como o tempo está óptimo, só apetecia uma esplanada e usufruir de uma bela noite de verão. Há vários restaurantes com esplanada em Vila Real, têm bom ambiente e boa comida. Mas, a esplanada mais especial é a do Cais da Villa. É especial porque é linda, tem boa música ambiente, bom serviço, bom atendimento, boa comida... e é ideal para crianças.
A minha filha é super irrequieta e é muito difícil mantê-la quieta durante algum tempo. Na esplanada do Cais da Villa, há imenso espaço para as crianças correrem. Aliás, a primeira coisa que a Maria Victória fez foi inspeccionar o local, correu por todo o lado, saltou por cima das espreguiçadeira e, de vez em quando, lá regressava à mesa. Fartou-se de brincar com o Pedrinho, de um ano e meio, e foi muito agradável para todos.
O jantar foi um pouco demorado, pois pedimos o menu de tapas e a comida vai chegando aos pouquinhos. Começámos com covilhetes, seguiram-se pataniscas, salada caprese, cogumelos salteados, tábua de enchidos, pica-pau e, por fim, uma rica tábua de queijos. Por uma vez, consegui jantar sossegada (mas não imaculada, visto que a minha filha me sujou toda), comi de tudo, convivi com os amigos e a minha filha não fez birras porque se manteve ocupada. Também recorri ao telemóvel para isso e o Cais da Villa até disponibiliza wifi, coisa que não encontrei noutros restaurantes do género.
No Cais da Villa temos acesso a uma experiência gastronómica de excelência e não precisamos de prescindir da presença dos filhotes. A repetir muitas vezes este verão.





7.7.16

Medo de fazer cocó

A minha filha sempre foi um pouco obstipada. O facto de não ter sido amamentada teve esta consequência gravíssima. Toda eu me espremia para extrair mais um pouquinho do meu leite, mas aos 2 meses acabou-se. Logo aí mostrou dificildades em fazer cocó e tínhamos que ajudar com Bebegel. Se não fizesse cocó um dia, no dia seguinte era mil vezes pior e doloroso.
Quando começou a diversificação alimentar, as coisas melhoraram um pouco. A ingestão de fibras aliviou um pouco a coisa e o bebegel era usado muito raramente. A minha filha sempre bebeu imensa água, comia bem a sopa e frutas, por isso o problema ficou sempre mais ou menos controlado. No entanto, sempre que não fazia num determinado dia, tornava-se muito difícil a evacuação no dia seguinte. E começava a ter medo, claro. Eu debatia-me com a tentativa de deixar a natureza funcionar livremente e impedir que a minha filha sofresse desnecessariamente. Portanto, eu esperava que ela fizesse cocó sozinha, no máximo, um dia e meio. Caso contrário, entrava em acção o bebegel.
Nos últimos tempos, a coisa piorou. A alimentação mantém-se a mesma: come sempre sopa, come fruta, bebe imensa água. O cocó dela é duro, seco e feito de bolinhas todas juntas. Como podem imaginar, é muito difícil expelir isto. E doloroso. Não sei como seria se ela não comesse bem e não bebesse tanta água!
Para evitar o uso de bebegel com tanta frequência (apesar de a pediatra me ter dito que não havia grande problema), experientei um Xarope de Maçãs Reinetas. Demorou uns dias a fazer efeito, mas depois até resultou. Entretanto, já nem isso resultou. Segundo pude perceber através de uma pesquisa, as crianças e bebés, com o medo de fazer cocó, provocam eles próprios a obstipação, simplesmente porque não fazem cocó quando têm vontade. Deve ser o que acontece com a minha menina. Sempre que lhe pergunto se quer fazer cocó, diz que não. E para lhe aplicar o bebegel também já se torna complicado porque ela resiste muito.
Vou ter mesmo que ir à pediatra com ela esta e tentar outra abordagem que evite consequências maiores.

6.7.16

Os terríveis 2 anos

A minha filha foi um bebé que não chorava. Quando tinha fome, fazia uns sons, mas nada de chorar. Era uma doçura de bebé. Foi crescendo e manteve-se sempre bem-disposta e feliz. Ao aproximar-se dos 2 anos, parecia que tinha entrado na adolescência. E é assim que é chamada esta fase: a adolescência da infância ou a terrível crise dos 2 anos.



Antes de mais nada, esta fase dos "terrible twos" é normal e é saudável! Nesta fase, inicia-se uma luta interior entre a dependência dos pais e a sua vontade de ser independente. Por isso, é que ora estão carentes a pedir colo e logo a seguir saem a correr. Estão a passar por imensas alterações a todos os níveis. O vocabulário está a crescer, já conseguem fazer imensas coisas sozinhos e começam a perceber que há regras a cumprir. O pior é que, apesar de quererem, não conseguem exprimir tudo o que querem, nem ser tão autónomos como desejariam e isso origina a frustração, o mau comportamento e as tão temidas birras.


É normal que nesta altura se perca a paciência, mas é melhor manter a calma. Quando uma crise se estiver a iniciar, é melhor distrair a criança ou ignorá-la. Se estiverem em público, levá-la para outro lado sem discussão ou barulho. O ideal é também evitar situações especiais, tais como fazer actividade na altura da sesta. É natural que estejam mais sensíveis. Temos que aceitar e respeitar esta fase, demonstrar-lhe todo o nosso amor e atravessar esta tempestade com confiança.


Adorei saber que esta fase é muito positiva e enriquecedora:

1. São líderes.
Como eles acham que sabem sempre o que querem, devemos sempre que possível encorajá-los a fazer escolhar, dar-lhes opções.

2. São criativos.
Ainda ontem a minha filha deixou a sua criatividade no chão da sala, pintada a caneta de acetato. O ideal é dar-lhes espaço e liberdade para expressarem a criatividade, em vez de os proibir e limitar.

3. São aventureiros.
Muitas vezes, esta sede por aventura pode ser perigosa. Gostam de trepar para cima de tudo e não conhecem obstáculos. Mais, uma vez, é melhor criar condições para poderem aventurar-se. É deixá-los mais à vontade, mas sempre com segurança.

4. São ajudantes.
Esta sede de autonomia pode muito bem ser útil em casa. A minha filha adora ajudar, apesar de quase sempre atrapalhar mais do que ajuda. Mas certamente há alguma pequena tarefa que podem começar a fazer.

5. Vivem o momento.
Por isso, são tão mais felizes do que nós. Não pensam no passado, nem antecipam o futuro. A boa notícia é que, mesmo quando fazem a tal birra, passado uns minutos já passou.

6. São seres com emoções.
É certo que ainda estão a aprender a controlá-las, mas têm-nas e expressam-nas, coisa que falta a muitos adultos. Revelar emoções é extremamente saudável.

7. São excelentes alunos.
São verdadeiras esponjas absorventes. Os pais devem expôr os filhos ao conhecimento e verão como eles aprendem tudo. E podem aprender em qualquer tipo de experiência ou situação.

8. Vêem o melhor nas pessoas.
Eles confiam e sorriem a toda a gente. Só temos que aprender com eles.

9. São felizes com a mínima coisa.
É muito fácil fazer uma criança feliz e pouco tem a ver com ter coisas. Passem tempo com os vossos filhos e verão como eles são felizes só com isso.

10. Amam os pais.
Não há coisa melhor no mundo. Só temos que lhes devolver esse amor e eles são imensamente felizes.


5.7.16

Água de gengibre e limão



Nestes últimos dias, tenho preparado uma água de gengibre e limão deliciosa. É muito simples e rápida de fazer e tem imensos benefícios. É ideal para nos hidratarmos nestes dias de calor.

Para cada litro de água, cortar 4 rodelas de gengibre. Pode também raspar-se um pouco de gengibre para ficar mais concentrado. Coloquei apenas umas rodelas de limão. Não espremi porque, como não ia beber tudo de uma vez, podia azedar. O sabor é muito suave e não precisa de adicionar açúcar. 

Com esta água estamos a acelerar o metabolismo, dado que o gengibre é termogénico, para além de ser um antioxidante natural e proteger o sistema imunitário. 

4.7.16

Não sou blogger

O meu blogue nasceu no dia em que fiz um teste de gravidez positivo. Não foi algo que tivesse programado, não foi um projecto pensado, não foi um convite. Foi absolutamente espontâneo. Precisava de desabafar o que estava a sentir e, ainda assim, acho que não consegui. Abri o blogue e comecei a escrever. Mas não há palavras suficientes que possam traduzir o carrossel de emoções que senti. E, sim, foram sensações muito opostas. Apesar de ser uma gravidez planeada, consegui sentir desespero, alegria, pânico, felicidade, medo...
Ora, eu digo que não sou blogger porque escrevo quando quero e quando posso. Durante a gravidez, conseguia escrever regularmente porque tinha mesmo vontade e tempo para falar sobre o que me ia acontecendo. Depois da filhota nascer, acabou-se a disponibilidade e o blogue não estava no top das prioridades. Precisamente porque não sou blogger. Se fosse blogger que remédio tinha eu senão vir para aqui encher chouriços. O público espera novidades. No nosso caso, estamos à vontade. Ninguém nos conhece e não me parece que alguém nos queira conhecer muito. Na verdade, ao fim de quase 3 anos de blogue só fui reconhecida duas vezes. Uma vez foi numa clínica, enquanto esperávamos pela consulta de pediatria da Maria Victória, tinha ela 1 ano. Chegou um carrinho e lá foi ela a correr falar com a bebé. Diz a mãe: "É a Maria Victória!" E eu, meio desconfiada e, perguntei de onde a conhecia. Era do blogue. A outra vez foi pouco depois, numa esplanada aqui perto de casa. A Maria Victória foi meter-se com duas jovens que estavam noutra mesa. Uma delas perguntou se era a Maria Victória. E disse que seguia o blogue. Achei estranho pela faixa etária. Eu com aquela idade não tinha qualquer interesse em gravidezes e crianças. Fora estas duas situações, nunca o meu blogue ou a minha filha me foram mencionados. Muito menos eu. Porque não sou uma blogger. Também ajuda o facto de vivermos em Trás-os-Montes. Já fomos convidadas para ir eventos, já nos ofereceram experiências, mas não em Vila Real. Eu gostava bastante de aceitar, mas não vou deixar o trabalho e mudar as rotinas da minha filha para ir a Lisboa. Outro aspecto que me afasta das bloggers tradicionais (e, felizmente, também isso está a mudar) é o facto de sermos pessoas normais, com problemas que toda a gente tem. Deve ser por aí que as pessoas mais se ligam a nós. Não pelo exemplo, mas pela proximidade. Temos as mesmas dúvidas, as mesmas ansiedades, provavelmente os mesmos objectivos diários: conseguir equilibrar a profissão, os filhos, a casa, a família... Acredito que as outras bloggers também tenham estes problemas, mas a vida delas é outra. Só pode! Assim que chega o calor é vê-las e às crianças de hotel em hotel, todos os dias com roupas novas, brancas e imaculadas. Também acredito que deve ser uma canseira andar à mercê de marcas e publicidade. A independência paga-se caro e devem ser bem pagas para isso. Não tenho absolutamente nada contra. Se eu tivesse uma marca também recorreria a bloggers devido à imensa visibilidade que têm. Mostram-nos as suas casas sempre impecáveis, quartos de criança de sonho, sempre com os brinquedos mais lindos... Por isso é que não sou blogger. Tenho a casa sempre em modo caos. Está cheia de tralha, sempre desarrumada, muito desarrumada e, muitas vezes, suja. Tenho 2 gatos e uma filha de 2 anos que se encarregam de o fazer. Ok, eu também ajudo porque organização não é comigo. Claro já cortei fotos porque estava qualquer coisa ao fundo que não devia estar. Porque não sou blogger. As bloggers têm fotógrafos profissionais, os backgrounds mais apropriados, onde tudo é pensado, as roupas e acessórios com as últimas tendências. É a apologia do belo. Claro que é preferível ir ao instagram ver fotos bonitas em vez de réplicas do que temos em casa. Ninguém vai postar uma foto das sobras de panados com arroz de feijão. Todos nós gostamos de ver aquela salada colorida ou prato de sushi. 
Por tudo isto não sou blogger. Feliz ou infelizmente. Gosto de escrever e é isso que vou continuar a fazer. Vou continuar a arrumar o sofa antes de tirar uma foto, vou continuar a falar do que me preocupa na maternidade e partilhar o que me apaixona. 

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