Apesar dos médicos serem sempre muito cautelosos, saí de lá com muita esperança. Estou muito feliz porque voltei a ver a minha gatinha e estou desejosa por trazê-la para casa, onde ela tem o amor e conforto que precisa para superar o problema inicial, os tumores mamários.
7.1.20
Esperança
Hoje fui ao Hospital visitar a minha princesa gatinha. De manhã já tinha ligado para o hospital e disseram que estava mais activa. Quando lá fui, à tarde, reconheceu-me mal entrei na sala. Estava muito bem disposta, cheia de saudades e já comia. Aliás, comeu enquanto eu estive lá. E ainda fizemos um FaceTime com o papá. A Maria Victória também me acompanhou, mas logo se distraiu com os outros bichinhos que lá estavam internados. No final, falei com uma das médicas que estava optimista. A sintomatologia de insuficiência renal estava a desaparecer - já come, está mais activa, não tem aquela necessidade toda de beber água e de ir à casa de banho. Só falta que as análises, que só vão ser feitas amanhã ao fim da tarde, estejam boas. Vai continuar com soro até amanhã e espero que tudo se mantenha. 
6.1.20
Más notícias...
A Tonicha ontem não comeu. Bebeu muita água. Hoje também não quis comer nada e continuava a beber imenso. Sei que não é natural que os gatos bebam assim tanta água e liguei para o hospital. Recomendaram que passasse lá com ela. Foi vista, não tinha febre, a sutura estava a cicatrizar bem. Ficou para fazer análises e disseram que ligavam quando terminassem. Estava a começar a jantar quando ligaram a dizer que tinham más noticias. A minha menina tinha insuficiência renal, muito provavelmente provocada pela anestesia da mastectomia. Apesar de terem feito testes aos rins antes da cirurgia para ver se aguentava a anestesia, nada previa este desfecho. O prognóstico é reservado. Vai ficar lá pelo menos 48 horas a soro e depois vai-se avaliando. É uma doença que a vai acompanhar para o resto da vida, com alimentação controlada, medicação e soro no hospital uma vez por semana. Já chorei tanto... só queria que ela não sofresse mais, que ficasse comigo no quentinho, mas ainda tinha que vir mais isto. Sei que muita gente não entende este sofrimento, mas esta gatinha é tudo para mim há quase 10 anos. E eu sei que sou tudo para ela, também. O que me custa mais é não lhe conseguir explicar por que está longe de mim e por que está a sofrer.
Marriage Story
Vi ontem o Marriage Story na Netfilx e achei bastante bom. Tinha grandes expectativas, o filme é brilhante, mas tem partes algo aborrecidas. E talvez sejam aborrecidas porque descrevem de forma crua um divórcio, mostrando fases como a paixão, a amor, a indiferença, o egoísmo, a cedência, a traição, o fim da cedência e, finalmente, o divórcio. Os divórcios nos Estados Unidos não são fáceis, são muito caros e conseguem destruir o pouco que resta do divórcio. Não vou entrar em mais detalhes, vejam o filme. Já tem imensas nomeações e prevêem-se muitos prémios. Realizado, produzido e escrito por Noah Baumbach, foi brilhantemente interpretado por Scarlett Johansson, Adam, Driver, Laura Dern, Ray Liotta, entre outros.
5.1.20
Convalescença da Tonicha
Não tenho falado muito dela porque não está a ser fácil. Já passaram 8 dias desde que veio para casa e a evolução é muito lenta.
A primeira dificuldade é dar-lhe o anti-inflamatório. Eu, que até já tinha arranjado um método infalível para dar comprimidos a gatos, não consigo fazê-lo agora porque a bichinha tem a barriga toda costurada. Estou com as mãos todas arranhadas, mas esse nem é o problema. Uns dias depois dela estar em casa, apercebi-me que podia estar com dores - tremia muito. Liguei para o hospital e a veterinária recomendou que passasse lá para ir buscar um analgésico. Maldito analgésico! Dei-lhe o primeiro, nunca mais consegui dar-lhe nada. Começava a babar-se e a espumar-se de tal maneira que eu precisava de várias toalhas de papel para limpar aquilo. Era impossível meter-lhe fosse o que fosse na boca. Aliás, bastava eu aproximar-me que ela já salivava abundantemente. Liguei novamente para o hospital e disseram-me que o analgésico tinha sabor e era uma reação normal em gatos. O que fazer, então? Nada... tinha que optar. Não havia muito a fazer. Com a merda do analgésico já nem lhe conseguia dar o anti-inflamatório. Suspendi o analgésico para que ela conseguisse tomar alguma coisa e até comer. Hoje, por exemplo, não comeu nada, só bebeu, mas até tem comido alguma coisa.
A sutura está boa, está a cicatrizar bem. Não há líquido a sair, não há sangue... No entanto, ainda não se limpa, dorme muito... Quero ter a minha gatinha de volta, quero que não tenha dores. 
4.1.20
Janeiras
Antes
mesmo de acabar o ano, foram cantar-nos as Janeiras a casa. Esta tradição
consiste no cantar de músicas pelas ruas, anunciando o nascimento de Jesus e
desejando um feliz ano novo. Antigamente, os grupos iam de porta em porta,
pedindo as sobras do Natal.
As
Janeiras ocorrem em Janeiro, desde dia 1 até dia 6, dia de Reis. Hoje em dia, até
se costumam prolongar durante todo o mês. A tradição é que um grupo de amigos
ou de vizinhos se juntem, com os sem instrumentos, e cantem de porta em porta
pela vizinhança. As músicas são, por norma, já conhecidas, embora a letra seja
diferente em cada terra. São músicas simples, habitualmente à volta de
quadras simples que louvam o Menino Jesus, Nossa Senhora, São José e os
moradores que contribuiram. Também havia algumas quadras mais insultuosas
reservadas para os moradores que não davam as janeiras. Terminada a canção
numa casa, espera-se que os donos tragam as janeiras (castanhas, nozes, maçãs,
enchidos). Nos dias de hoje, é costume dar-se chocolates ou dinheiro. Foi o que
eu fiz porque fui mesmo surpreendida. No fim da caminhada, o grupo reúne-se e
divide o resultado, ou comem todos aquilo o que receberam.
Receio
que esta tradição já esteja a extinguir-se, por isso devemos incentivar todos
os que a ajudam a manter-se, ainda que com alterações próprias do avançar do
tempo.
Este
grupo que nos cantou as Janeiras em casa é a Tuna Popular de Mondrões, em Vila
Real. Ora digam lá se não fizeram uma performance fantástica?
Louis Vuitton Damier
Damier é o padrão da Louis Vuitton que literalmente se traduz em "tabuleiro de damas". Foi criado em 1888. As duas versões mais populares deste padrão são o Ebène, uma combinação de dois tons de castanho ou grafite, e o Azur, uma base cinza-azulada com uma sobreposição branca quadriculada.
Como o monograma, o Damier é feito de lona impressa e também é conhecido pela sua qualidade duradoura.
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