29.3.20

Treinar a atar os atacadores

Os mais pequenos já podem treinar a atar os atacadores:
- 1 atacador
- 1 folha de cartão
- furos (eu fiz com uma caneta, por isso estão muito mal feitos)
- e pô-los a treinar 

(A Maria Victória anda viciada e agora já ata os meus atacadores 😂)


28.3.20

O cinema mudo de Charlie Chaplin

Realmente, há coisas boas que podemos retirar deste tempo difícil de quarentena. No outro dia, a propósito de uma pergunta qualquer que a Maria Victória me fez, falei-lhe no Cinema Mudo. Como há 100 anos, as personagens dos filmes não falavam, apenas havia música e uns sons. Lembrei-me, então, que aos sábados, o meu pai trazia-me sempre um filme do videoclube. Vi todos os filmes do Charlie Chaplin e, como verdadeira fã, até tive um cãozinho muito estimado chamado Charlot. Estava decidido: íamos ver um filme mudo! Fui ao YouTube e o primeiro que me apareceu foi o “The Kid” de 1921 e pareceu-me perfeito. Começou logo mal. O miúdo é abandonado num carro em frente a uma igreja pela mãe, pobre, que tinha a intenção de se suicidar. O carro foi roubado por uns ladrões e Charlot acaba por ficar com o bebé. É um filme muito engraçado, mas explora a miséria humana, inspirada também na infância de Chaplin. Foi complicado explicar muita coisa à minha filha tão pequena. O filme é, de facto, engraçado mas é muito perturbador. Ela ficou muito incomodada com o bebé abandonado... “que a mãe não devia ter abandonado o bebé”, “pobrezinho do bebé”, “as mamãs não abandonam os bebés”, etc. Ainda não sei bem se devo expô-la a estes dramas ou se devo mantê-la numa bolha de proteção. Ver este filme serviu para para dar a conhecer à minha filha várias coisas: 
  • Viu imagens com quase 100 anos;
  • Percebeu que houve uma evolução nos filmes. As coisas não foram sempre como são agora;
  • Conheceu um dos maiores mestres do cinema - Charlie Chaplin 
  • Percebeu que nem todos são privilegiados como ela;
  • A importância do amor;
  • Partilhámos um momento.
Estará para breve outro filme. 


Vida de sopeira

Antes em casa a levar vida de sopeira do que estar num hospital, já sei. Mas preciso de me queixar um pouco.
Dizem-me que passo o dia a falar em comida. É verdade! Acabo de fazer uma refeição, arrumo tudo e já tenho que planear a próxima. Cá em casa, ninguém me dá ideias e custa-me mais pensar no que fazer do que realmente fazer. Esta é uma nova rotina para a qual nunca me preparei convenientemente. Fazíamos muitas refeições nos meus sogros, outras vezes jantávamos fora ou íamos buscar comida. Ou seja, só cozinhava de vez em quando e não era nada complicado saber o que preparar. Agora é gerir as refeições principais, gerir recursos para evitar ir ao supermercado desnecessariamente, fazer snacks e bolos com a miúda... só me falta fazer pão. E só ainda não fiz porque não tenho fermento. Mas entretanto já descobri que dá para fazer fermento em casa. E pronto, é isto! Eu que sempre abominei tarefas domésticas, estou um ás na cozinha. A minha vénia a quem acumula toda esta realidade, que nos dias de hoje não é exclusividade minha, com o trabalho em casa. Não me refiro àqueles que fazem de conta que trabalham em casa. Falo dos que efectivamente têm que trabalhar em casa, com filhos, refeições e máquinas de roupa à mistura! Boa sorte para todos nós. 


A minha vista nos últimos tempos.

26.3.20

Materiais para pré-escolar

Tantos dias seguidos em casa e começam a faltar recursos para entretermos os mais pequeninos. Os maiorzinhos sempre vão tendo trabalhos da escola, mas com as crianças em idade pré-escolar é importante diversificar actividades para que não se aborreçam e não nos aborreçam, convém dizer.

Encontrei um ficheiro, criado por uma educadora brasileira, que disponibiliza mais de 170 páginas de acividades. Usem, adaptem, partilhem.



25.3.20

A Força do Hábito

Ou o poder do hábito em Português do Brasil. Este livro de Charles Duhigg explora a ciência por trás da criação e reforma de hábitos. Este livro é obrigatório para quem quer mudar maus hábitos. 
Podem adquiri-lo na Wook ou na Fnac, ou podem ler esta versão brasileira gratuita online. 



Sentir-me inútil

Estou há muito tempo em isolamento social. Entretanto, fui dispensada do meu trabalho. A maior parte das lojas do mundo estão fechadas, logo não há programas de mystery shopping. Nos primeiros dias, apreciei não fazer nada. Na verdade, andava tão cansada que o timing foi mesmo oportuno. Apesar de não descansar do trabalho doméstico, sempre descansava do outro trabalho. Hoje em dia, passo o dia a cozinhar e a limpar. Sinto-me uma imprestável. Não produzo nada, não ajudo a comunidade, não faço a diferença. Procuro pesquisar o que é possível fazer e não sou capaz de fazer nada que ajude a minorar os efeitos desta pandemia. Não sou profissional de saúde, não sei costurar, não sei cozinhar, na verdade, na prática, não sei fazer nada. Uma pessoa estuda, especializa-se, trabalha, cresce profissionalmente, dirige uma equipa de dezenas de pessoas... vem um vírus e já não conseguimos fazer nada. Isto de me pedirem para ficar em casa soa-me a pouco. Não sou pessoa de ficar parada perante adversidades, bem pelo contrário. Eu sou daquelas ansiosas que reage, não paraliso. Neste momento, estou em paralisação forçada e não estou bem. É óbvio que vou continuar fechada em casa, a cuidar de mim e da minha família, mas precisava de mais qualquer coisa. Se alguém precisar da ajuda desta imprestável, disponha!