22.12.20

1° período 2020/2021

Nem sei bem como chegámos ao fim deste 1° período sem grandes problemas. Máscaras, álcool e distanciamento agora fazem parte das rotinas dos miúdos. Lamento por eles que não podem viver uma infância plena. Também lamento que o 1° ano escolar da minha filha aconteça nestas circunstâncias. Pior estiveram no ano passado com um confinamento muito maior. 

Por cá, estivemos 14 dias em isolamento profilático após um caso positivo na sala da Maria Victória. Caso esse que revelou mais 2 ou 3 positivos entre os colegas. Tenho sempre medo. Este ano não há atividades extra curriculares por opção minha. Tenho medo de arriscar. A Maria Victória já é a pessoa mais exposta da casa e não quero exposições desnecessárias. Ela é quem mais perde, bem sei...

Ainda assim, ela anda feliz, gosta de estudar, é preguiçosa para fazer os trabalhos de casa e para os fazer bem. Teve Muito Bom a tudo, mas sei que precisa de ser estimulada a fazer melhor. 

Este ano não houve festa de Natal na escola. No entanto, não deixei passar a data e ofereci um miminho aos professores e auxiliares. O trabalho deles é enorme e nunca é de mais agradecer o papel que desempenham na vida dos nossos filhos. Gostei destes lápis feitos a partir de jornal reciclado. Assim que terminar o lápis, podemos semear as sementes que estão na ponta. Os lápis são da Manga Limão.




19.12.20

Bolachas para a Trovão

Na sequência daquela carta do Pai Natal, o Pai Natal deixou uma tarefa secreta. Como parece que a Trovão salvou o Natal do ano passado, ele pedia que fizéssemos umas bolachas para que ela se alimentasse quando passasse cá em casa na noite de Natal. Sobrou para mim. Sou péssima na cozinha e pior ainda em doçarias.

Segui a receita à risca e até havia neve doce mandada juntamente com a carta que mais não era do que açúcar em pó. O pior foi que no forno ficou tudo estragado porque em vez de colocar as bolachinhas no tabuleiro, coloquei na grelha. Belo serviço, não é? Ninguém se lembraria disso, mas eu lembrei e consegui uma versão de bolachas pingadas que mais pareciam ter saído de um quadro surrealista de Dalí. 

Valeu pela experiência a duas. 



17.12.20

A culpa (outra vez)




Esta manhã chateei-me com ela. 

Já estávamos atrasadas para a escola e eu naturalmente atrasada para o meu trabalho. Tudo isto por causa da porcaria dos penteados. 

Ia sair de casa e ela sai sem a mochila. Pedi-lhe para ir buscar a mochila porque era da sua responsabilidade. Descíamos a escada de casa e percebi que ela não tinha a máscara. Tenho que voltar para trás mais uma vez e fico irritadíssima. 

Mandei uns berros e vou abrir o portão para tirar o carro. Felizmente, a minha vizinha ia a sair para também levar o filho e ofereceu-se para a levar. Foi tudo tão rápido e, e nós já estávamos atrasadas, e ela lá foi. Mal me despedi dela. Gosto de o fazer com calma e não o fiz.

Passei o dia a sentir-me culpada. Coitadinha da menina, berrei-lhe e nem tive tempo de lhe dar um beijinho em condições. Fui buscá-la e ela veio bem-disposta, como sempre. Pedi-lhe desculpas e ela já nem se lembrava do incidente da manhã. Já eu, passei o dia a pensar nisso. 

Abençoadas crianças que só vivem no momento presente.  

15.12.20

Carro desarrumado (sujo, vá)

Hoje uma amiga identificou-me numa publicação da Rádio Comercia que dizia o seguinte: “O meu carro anda sempre impecável.” E ria-se. Esta minha amiga é aquela que me diz que só a mim me deixa entrar no carro dela. Está-se mesmo a ver que eu sou da equipa que tem os carros sempre nojentos. E somos da mesma equipe, pois claro. 

Eu não sei como é que anda o vosso carro mas o meu anda sempre muito mal. Adoro quando vai à oficina porque o lavam, aspiram, limpam, cheira bem. Depois, digo que o viu manter sempre limpinho, mas é impossível. 

Não posso dar a desculpa de ter uma criança porque quem me conhece sabe que eu antes não tinha filha e o carro andava nos mesmos preparos. 

Desde os 18 aninhos que guardava o lixinho todo no carro. Tantas vezes tomei o pequeno-almoço no carro e lá ficaram os pacotes de leite e de bolachas, pois claro. Houve uma altura que até tinha os casacos todos e livros na mala do carro. Felizmente nunca fui assaltada.

Eu tenho a intenção de ter o carro limpo. Eu gosto de tudo arrumadinho e limpo, só não gosto muito é de ser eu a fazer. Além de que, agora, ando sempre com pressa. Tenho lá tempo de limpar o lixo quando saio do carro! 

O que se pode encontrar no meu carro com mais frequência é pacotes de leite, guardanapos usados e amarrotados, máscaras usadas pelo chão, migalhas, muitas migalhas, peças diversas de brinquedos. É sempre surpresa. 

Por aí, o que é que se encontra? Ou são da equipa das arrumadinhas? 🙄

14.12.20

Domingos DIY



Está a tornar-se um hábito aos domingos fazer umas atividades aqui por casa e envolver também a minha filha. 

Na televisão não dão filmes infantis, só dão aqueles programas insuportáveis... além disso, também não quero que passe tanto tempo a ver os canais Disney. Estão sempre a dar episódios repetidos e devem pensar que os putos são parvos. 

Como estamos quase no Natal, dá-me mais para decoração alusiva à época. Há duas semanas, fizemos uma decoração numa das portas que dão para a rua, mas que não é usada com frequência. Tão simples e tão bonito. Basicamente, simula-se um presente. Precisamos de um ou dois rolos de fita vermelha, uma parte colocada na vertical e outra na horizontal. Prendi no interior com fica-cola resistente. Finalizei com um laço vermelho que já tinha em casa. Podia ter usado uma fita mais vermelha. Esta era meio transparente e perdeu um pouco do impacto que pretendia.

Este domingo atirámo-nos a outro projectos. Aproveitei um quadro partido que já estava cá em casa quando a comprámos. Retirei o interior, pendurei umas bolas, adicionei um laço igual ao que usei na porta e pendurei uns raminhos de pinheiro só para dar um pouco contraste de cor.

Não me atrevo a facer coisas muito complicadas. Além de não ter jeito nenhum, nem sequer tenho material. Procuro usar o que já tenho.


12.12.20

Hoarders / Acumuladores


Atualmente não vejo muita televisão. Não tenho tempo. Este meu novo trabalho não me permite estar a trabalhar e ver programas televisão ao mesmo tanto. Depois do trabalho também já não me não me sobra muito tempo pra ver televisão e também já não me apetece. Aproveito a noite para ver uma série na Netflix. 

Acontece que na hora de almoço consigo apanhar o programa Hoarders que dá na SIC Mulher. Este programa americano, a cada episódio, trata de tentar resolver o problema de acumulação de objetos em casa de diferentes pessoas e/ou famílias. Estamos a falar de acumulação de objetos a um nível que nunca imaginei que pudesse existir. Chega ao ponto de as pessoas já não conseguirem deslocar-se pela casa, não conseguem aceder à casa de banho e fazem as necessidades em baldes ou garrafas. Não conseguem aceder à cozinha, então usam apenas o microondas ou só encomendam comida. Outros, têm tantos animais dentro de casa, maioritariamente gatos (ou ratos) que eles morrem lá dentro da tralha e nunca mais são vistos. Ou seja, estas pessoas vivem com dejectos, lixo, ratos, animais mortos... Há também aqueles que são acumuladores, mas são asseados. É difícil, no entanto, manter uma casa com níveis de salubridade e higiene necessários se está demasiado cheia.  

Todos estes acumuladores têm em comum o facto de terem problemas no passado que não conseguiram ultrapassar. Foi esse problema que desencadeou este problema ainda maior. Há casos em que os filhos lhes são mesmo retirados porque as crianças não estão em segurança naquelas casas. 

Não é fácil estas pessoas aceitarem que têm um problema. Têm uma equipa de psicólogos especializados neste casos, pessoas que lhes vão retirar o lixo de casa, limpar tudo, deixar tudo impecável e eles recusam-se a descartar um objecto que seja. Por algum motivo, eles sentem segurança naquela tralha toda e sofrem muito quando alguém lhes tenta explicar que aquilo tem que ir para o lixo.

Gostava de ver uma série em que acompanhassem os casos 1 ano depois. Receio que, se não tiverem acompanhamento adequado para tratar o desencadeou aquilo, voltem ao mesmo.